Sou vegetariana por amor aos animais

Sou vegetariana por amor aos animais
COLHER OU MATAR, a escolha é sua
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro
todos seriam vegetarianos."

(Paul e Linda Mc Cartney)



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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Dia de Ação de Graças


Perdão do Peru
Se a origem da festa é para agradecer a Deus pelas colheitas, por que não comer verduras, legumes, e frutos dessa colheita?
Mas o prazer do homem é sempre matar...
 46 milhões de perus são friamente degolados para que as famílias deem graças nesse dia...
Coisa de seres (des)humanos, que só pensam em seus estômagos e não têm compaixão alguma pelas criaturas com as quais dividem o planeta





Existe uma cerimônia no Dia de Ação de Graças, onde o Presidente americano em exercício perdoa dois perus (um oficial e um reserva), salvando assim os animais do mesmo destino dos outros 46 milhões de perus - a estimativa de perus que são consumidos durante o feriado.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Congelados Vegetarianos/Veganos

Veggie de Negri | Congelados Vegetarianos & Veganos
Aproveitem os preços especiais de lançamento, que serão por tempo limitado!
Endereço: Rua Leandro Isidoro Bueno, 1000 - Jd. Campo Belo - Limeira -SP
Website: http://veggiedenegri.tk
Facebook: www.facebook.com/veggiedenegri
E-mail: veggiedenegri@gmail.com
WhatsApp: (19) 98966-9000







terça-feira, 22 de novembro de 2016

Audiência Pública - Uso de animais vivos no ensino, ainda é necessário?





Deputado Feliciano Filho convida:Audiência Pública - Uso de Animais Vivos no Ensino: Ainda é Necessário?
Data: 22 de Novembro de 2016
Horário: das 19h às 22h.
Local: Auditório Paulo Kobayashi
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, 1º Andar. São Paulo / SP

Informações: facebook.com/felicianofilho.cps
Tel: (11) 3886-6534 


Esse é o tema da Audiência Pública do dia 22 de novembro, às 18h, na Assembleia Legislativa de SP (Alesp), promovida pelo Deputado Estadual Feliciano Filho que abordará a utilização de animais em faculdades de medicina, medicina veterinária, biologia, psicologia, odontologia e ciências farmacêuticas, dentre outras.

 “A utilização animal vem sendo cada vez mais questionada no meio acadêmico e pela população em geral, seja por questões éticas ou científicas. Há uma crescente tendência da sociedade em trazer os animais para uma esfera moral, reconhecendo-os como sujeitos de direito. As mais importantes universidades do mundo tem abandonado o uso de animais”, comenta o deputado Feliciano Filho, que, por meio do Projeto de Lei Nº 706 de 2012, quer que a utilização de animais no ensino se restrinja apenas a estudos observacionais em campo, exames clínicos que auxiliem o diagnóstico do paciente e animais que estejam de fato necessitando da intervenção de um profissional para restabelecimento de sua saúde. O PL regulamenta ainda a utilização de material biológico e cadáveres adquiridos eticamente.

O evento contará com a presença do juiz federal Anderson Furlan, Júlia Matera, professora da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP (premiada em concurso internacional sobre métodos substitutivos ao uso de animais no ensino) e Odete Miranda, professora da Faculdade de Medicina do ABC, onde desde 2007 não se utiliza mais animais nas aulas, dentre outros convidados.

Programação

18h

Exibição do documentário Cobaia – Os Porões da Ciência, do ativista Marcos Spallini (do Holocausto Animal), que conta com a participação do biólogo Sérgio Greif, defensor dos métodos substitutivos. Presença de Perninha, um cãozinho que foi cobaia da Universidade Federal de Viçosa (MG) e libertado por ação judicial, mediante manifestação popular.

19h

Audiência Pública “Uso de animais vivos no ensino: Ainda é Necessário?”

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Gisele Bündchen chora ao sobrevoar a Amazônia devastada


Gisele Bündchen chora ao ver desmatamento da Amazônia.
A modelo brasileira ficou chocada ao descobrir que a floresta amazônica está sendo destruída para produção de gado. 
O episódio ocorreu durante a gravação da série Years Of Living Dangerously, produzida pelo National Geographic Channel.
Paulo Adario, da ONG Greenpeace Brasil, explicou que "nós já perdemos 20% da floresta amazônica"

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Um pedacinho do paraíso


Vila Serra Serena - Centro de Retiros da Brahma Kumaris
Rodovia SP-360 Serra Negra – Lindoia, Km 155 - Serra Negra/SP
Equipe de Acolhimento são voluntários que atuam virtualmente de SP pelo e-mail: retiroserraserena@br.brahmakumaris.org


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O sofrimento do animal nas Vaquejadas


Por Robson Fernando

A vaquejada encanta multidões, mais ainda quando os vaqueiros obtêm vitórias com a proclamação “Valeu o boi!”. A vitória deles é a vibração de quem assiste. Para os vaqueiros e o público, é uma festa só. Mas e para os animais envolvidos nessa atividade? Eles gostam de ser freneticamente esporados ou de ser perseguidos e derrubados? É algo a se pensar sobre a moralidade de um dito esporte que, se vermos mais a fundo, consiste necessariamente em explorar e agredir animais.
Você que gosta de vaquejadas precisa entender o lado dos bois e dos cavalos também. Eles, ao contrário dos humanos que se divertem à beça, não saem nem um pouco beneficiados com a vida que têm. Se pudessem falar, você se surpreenderia com o desgosto deles por terem que viver com o fim de ser explorados e judiados em competições.
Por mais formosos que pareçam quando aparecem nas exposições de animais, eles sentem dor, bastante dor, e até medo durante as vaquejadas.

O puxão do rabo do boi dói bastante nele. Mesmo que ele seja considerado um boi fortão, considerado ótimo para vaquejadas, o puxão aplicado pelo vaqueiro quando ele vai para um lado e o animal para outro é forte demais para ele não sentir nenhuma dor. Isso é comparável com quando um maratonista que corresse atrás de você num campo de areia puxasse seu cabelo quando te encontrasse para te derrubar no chão. Você sentiria muita dor, assim como o touro sente quando é puxado e derrubado.
Sem falar em quando o animal tomba na pista e se atrita com o chão sertanejo, que não é rígido como cimento duro mas não é nada fofo. Já pensou em quando ele bate a cabeça no solo, o que não é raro?
Já nos cavalos, quando há o uso de esporas pelo vaqueiro, as esporadas dele doem bastante, mesmo quando não são aplicadas com esporas pontudas. Se seu filho pequeno calçasse botas com esporas em forma de moeda – as permitidas pela lei –, subisse em você como se você fosse um cavalo e começasse a te esporar brincando de vaqueirinho, você sentiria bastante dor nas costelas ou na lateral de seu abdômen.
Um outro detalhe: por que o boi sai do brete correndo tanto, se não é normal que um boi calmo corra tão rápido? Você já se perguntou sobre isso? Já passou pela sua cabeça que ele pode estar correndo por medo instintivo de ser caçado por um agressor? Já imaginou que esse medo pode ter sido induzido por agressões ocorridas dentro do brete? Aliás, o que se passa ali dentro? Você já se perguntou sobre isso, que nos é um mistério frequentemente respondido com mentirinhas ditas para desconversar?
É certo que nos divirtamos tanto só porque breteiros e vaqueiros causam medo e dor nos animais envolvidos?
Você pode pensar que esse sofrimento é compensado pelo ótimo tratamento que os cavalos de competição e os bois de puxar recebem quando não estão nos parques de vaquejada. Mas lhe digo que não, não há compensação para a dor e a tortura.
O cavalo de competição pode ser tratado como rei durante seu descanso, mas nada lhe compensa a violência, a dor das esporadas que o vaqueiro lhe aplica quando quer que ele corra o máximo possível para acompanhar o boi na pista. Quanto ao boi, pode ser até endeusado enquanto repousa no campo ou no curral, mas nada lhe pagará o fato de sofrer coisas dentro do brete que não nos são devidamente reveladas, o sentimento negativo que manifesta quando acelera na pista ou a dor sentida quando tem seu rabo tracionado por um cavaleiro de braços fortes que corre para outra direção e quando rola no chão de areia.
Peço a você um pouco de empatia, a capacidade de se ver no lugar de outra pessoa ou ser vivo, e faça um exercício mental em que você se põe numa situação parecida com esses animais supostamente tratados como nobres. Imagine-se preso numa fazenda, sendo servo do fazendeiro. Ele lhe dá a melhor alimentação e as melhores opções de lazer rural. Mas nessa suposição, esse bem-bom tem um preço: ele reservará meia-hora por dia para te prender numa casinha no meio do campo, te agredir de modo a lhe infligir bastante medo, abrir a porta da casinha, correr como um atleta para alcançar você – que estará correndo desesperadamente na ânsia de fugir da fazenda em que você está preso – e derrubá-lo no chão puxando seu cabelo crescido. Ele justifica sua prisão e exploração argumentando que você não tem sentimentos e vive para ser servo dele. Cinco anos depois, ele te vende por 50 mil reais para outro fazendeiro que fará as mesmas coisas com você.
Você gostaria de ter essa vida? Se não gosta, por que então compactua com uma atividade dita esportiva, a vaquejada, que faz algo bastante parecido com tudo isso com os animais?
Você pode argumentar então: “mas a vaquejada é parte de nossa cultura, é tradição, é a expressão esportiva da força do vaqueiro, que é o herói do Nordeste. Como vamos ficar sem uma tradição tão expressiva que é a vaquejada? Proibi-la é mutilar a identidade da região.”
Algo ser tradição não significa necessariamente que é algo bom e ético. Nas aulas de História, aprendemos sobre a escravidão, que moveu a economia brasileira por mais de 300 anos. Naquela época, falavam coisas muito parecidas: “Escravidão é tradição, é parte de nossa essência”, “Como viverá o Brasil sem a escravidão dos negros?”, “Proibir a escravidão negreira seria mutilar nosso país”.
Na Europa de antigamente e também na população brasileira de descendência portuguesa até a época imperial, as mulheres eram submissas aos seus maridos por determinação cristã (se duvida, leia na Bíblia as passagens em Efésios 5:22-24, I Timóteo 2:11-14 e I Coríntios 14:34-35). Essa era uma tradição, era parte da cultura cristã. Você aceitaria preservar a submissão feminina caso ela ainda estivesse em vigor só porque ela era parte de nossa cultura e tradição?
Se nossa região abolisse as vaquejadas e adotasse o respeito incondicional aos animais como parte de seus valores, o povo, como sendo tão criativo como sempre foi, certamente criaria novas formas de diversão e manifestação cultural, do mesmo jeito que criou o forró, o riquíssimo artesanato e tantos outros elementos artístico-culturais.
Então por que você se incomoda tanto com a ideia da abolição das vaquejadas? Por que se apega tanto ao valor cultural dela, se ela não é insubstituível e não é uma tradição saudável e digna de ser preservada?
Não é difícil entender que a vaquejada é uma atividade baseada na exploração e violência contra animais e não é uma tradição indispensável cujo fim vá fazer mal à nossa cultura. Se formos ver que a agressão contra bois e cavalos, para qualquer fim que seja, é um mal porque causa dor e medo neles, veremos que esse dito esporte não é uma atividade moralmente positiva.
Se eu fosse você, passaria a evitar vaquejadas. Começaria a boicotar esses espetáculos violentos que nos tornam pessoas sem sensibilidade e compaixão para com os animais.
Robson Fernando é articulista independente, graduando em Ciências Sociais pela UFPE e dono do blog Consciência Efervescente

sábado, 29 de outubro de 2016

Sobre a dor das plantas e o veganismo

David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Sobre a dor das plantas e o veganismo

Por causa de veganos e vegetarianos que campanhas a favor da preservação da natureza são encampadas
Estudos sobre a dor das plantas ainda são inconclusivos (Foto: Reprodução)
Estudos sobre a dor das plantas ainda são inconclusivos (Foto: Reprodução)
Uma das imagens que mais tenho visto compartilhada por pessoas que não são vegetarianas ou veganas é uma que induz à ideia de que as plantas sentem dor. E isso curiosamente, embora até então não tivesse nenhum respaldo científico, hoje vai ao encontro de uma matéria controversa e de interpretação variegada publicada pela Deutsche Welle, na Alemanha, envolvendo um trabalho de pesquisadores do Instituto de Física Aplicada da Universidade de Bonn.
Embora o título da matéria, também veiculada no Brasil e em Portugal, dê a entender, logo no título e na linha fina, talvez como chamariz, que as plantas sentem dor, o próprio trabalho informa que não é bem assim. O estudo, encampado por cientistas da área de física aplicada, não de biologia, é baseado em sinais de comunicação, e responder a um sinal de comunicação não é atestado de sensibilidade.
Ainda assim, não deixa de ser um trabalho relevante quanto à captação e transmissão de estímulos. Porém, se pensarmos nos animais, já foi provado que eles têm sensibilidade inclusive superior à humana pelo fato de serem incapazes de racionalizar as próprias emoções. Logo eles sentem dor, e muita, algo que é provado independente da ciência.
Mesmo usando o método acústico-etileno, os pesquisadores alemães também não conseguiram provar que plantas têm sentimentos. Já os animais, sabemos que sim. Ademais, animais têm vida social complexa como as dos seres humanos, basta ver a forma como eles se relacionam com seus filhos.
Além disso, é um equívoco muito comum alguém crer que veganos e vegetarianos não atribuem valores às plantas. Muito pelo contrário. É justamente por causa de veganos e vegetarianos que muitas campanhas contra o desmatamento e a favor da preservação da natureza são encampadas. Ninguém combate mais isso do que pessoas que se recusam a consumir alimentos de origem animal, já que a destruição da natureza hoje em dia está mais relacionada à crescente destinação de espaço para a criação de animais e produção de ração.
Conversando sobre esse assunto, dias atrás um amigo me perguntou o que eu faria se hipoteticamente fosse provado que as plantas sentem dor. Bom, eu continuaria trilhando meu caminho, já que um vegano precisa de uma área 18 vezes menor para se alimentar do que quem não é. Minha prioridade é proporcionar o menor impacto possível aos seres vivos enquanto eu viver, e vou me adaptando às novidades sem problema algum. Jamais desconsiderei a importância das plantas. Penso que tudo que compõe a natureza é belo e essencial à sua maneira, independente de níveis de sensibilidade.
Comentei também que acho um grande erro qualificar um vegano como elitista ou elitizado, porque acredito que é exatamente para não parecer assim que muitos aderem ao veganismo. Considero até uma contradição chamar um vegano de elitista. No meu caso, tento viver sob o princípio da igualdade – não me sinto superior a nenhum animal. Por isso optei por não me alimentar deles. É um estilo de vida que condiz com a minha essência, e não falo só de valores morais e éticos. Acredito que muitas pessoas já nascem para o veganismo, mas muitas vezes só descobrem isso muito tempo depois, quando notam ou sentem os sinais que os levam para esse caminho.

sábado, 22 de outubro de 2016

Parabéns à ministra Carmen Lúcia

Fonte: VISTA-SE


Durante o programa Roda Viva, que foi ao ar na noite dessa segunda-feira (17), a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a afirmar publicamente que considera as vaquejadas como atividades que causam maus-tratos aos animais.
Indagada pela jornalista Eliane Cantanhêde, do jornal O Estado de S. Paulo, a respeito de seu voto contra a realização de vaquejadas durante um julgamento no STF, a ministra reafirmou sua posição. Ela explicou que os vídeos das vaquejadas foram fundamentais para que ela entendesse que se trata mesmo de algo cruel com os animais.
“Quando começou o julgamento – antes eu tinha apenas lido os textos memoriais –, eu até achei que era algo festivo, cultural. Mas quando eu fui assistir ao que eles fazem com o touro, aí era impossível, porque aí põe em estado mesmo de sofrimento. Foi por isso que eu votei.”– disse.
Outro aspecto que ela considerou relevante para tomar sua decisão de ser contra as vaquejadas é a insensibilização ao sofrimento humano e animal que eventos assim ocasionam.
“Tudo que põe em estado de sofrimento animal, inclusive passa para o ser humano uma abertura para ele também se tornar mais e mais insensível com o sofrimento. E a insensibilidade com o sofrimento de um animal passa para a insensibilidade com outro ser humano e nós estamos vendo em que sociedade nós estamos vivendo, em que a vida, no final, fica valendo pouco.” – finalizou a ministra.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Agropecuarista defende mais florestas para combater a falta de água


O Brasil se gaba de ser o maior exportador de carnes do mundo!
Mas o preço é alto demais: nossas florestas dizimadas para se transformarem em pastos e nossos recursos hídricos acabando para abastecer a pecuária de corte.
E as plantações de soja ( para alimentar o gado) dominando tudo!

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As secas prolongadas que têm afetado diversos estados e levado à iminência de racionamento na maior cidade do país, São Paulo, não se resolverão só com a volta das chuvas. É preciso reflorestar as nascentes e margens dos rios para garantir um suprimento de água confiável e perene.
O alerta não vem de setores ambientalistas mas de um segmento durante muitos anos associado à derrubada das matas: os agropecuaristas.
A segurança hídrica afeta não só as torneiras da população, mas coloca em risco o próprio negócio dos fazendeiros, que precisam de água abundante para irrigar suas plantações.
A opinião foi externa desta segunda-feira (25) pelo diretor da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Alberto Figueiredo, em entrevista à Agência Brasil.
“O que acontece é que a escassez de água, neste momento, está recrudescendo. Está acontecendo de fato e deixando milhares de pessoas na sede. O fato se tornou grave e alarmante. Isso não acontece na intensidade que deveria, e pode fazer com que crescentes contingentes de pessoas fiquem sem água”, alertou Figueiredo.
A escassez de água e a diminuição dos cursos d’água acabam por inibir novos projetos de irrigação e afetam as iniciativas existentes no campo, segundo o diretor da SNA.
“A gente sabe que as produções, tanto agrícolas quanto pecuárias, sem irrigação, tornam o processo extremamente difícil em termos de produtividade”, disse.
Para ele, os governos deveriam incentivar, monetariamente, os fazendeiros a replantarem as áreas de preservação permanente, principalmente as encostas. As matas nesse tipo de terreno têm a função de reter e fazer infiltrar as chuvas, evitando que grande volume de terra acabe assoreando os córregos e rios.
Segundo Figueiredo, “o novo Código Florestal diminuiu as exigências de reflorestamento em áreas declivosas, o que é grave, pois são terrenos que não dão produtividade nem para a pecuária nem para a agricultura, e se prestam efetivamente para as florestas.
O que precisamos é fazer funcionar um dos artigos do Código Florestal que permite remunerar os produtores que fizerem conservação de recursos hídricos, pela manutenção das matas ciliares, ao redor das nascentes e também nas encostas.
O dirigente da SNA também prega o aumento da produtividade na criação de gado, colocando mais animais em espaço menor e abrindo área para o reflorestamento.
Pelas suas contas, “hoje temos 1,2 cabeça de boi por hectare, em média, no Brasil. Já estamos conseguindo, em algumas propriedades, 15 cabeças por hectares. Podemos multiplicar por dez, no mínimo, a produtividade, ou diminuir em 90% a área ocupada, mantendo a mesma produção. Esta área que vai ser liberada, a partir da racionalização do uso do solo, vai permitir que se recomponham as matas”, conclui.
Por Agência Brasil

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Vaquejada agora é crime!

 O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (6) derrubar uma lei do Ceará que regulamentava a vaquejada, tradição cultural nordestina na qual um boi é solto em uma pista e dois vaqueiros montados a cavalo tentam derrubá-lo pela calda.
Por 6 votos a 5, os ministros consideraram que a atividade impõe sofrimento aos animais e, portanto, fere princípios constitucionais de preservação do meio ambiente.
O governo do Ceará dizia que a vaquejada faz parte da cultura regional e que se trata de uma atividade econômica importante e movimenta cerca de R$ 14 milhões por ano.
Apesar de se referir ao Ceará, a decisão servirá de referência para todo o país, sujeitando os organizadores a punição por crime ambiental de maus tratos a animais.
Caso algum outro estado tenha legalizado a prática, outras ações poderão ser apresentadas ao STF para derrubar a regulamentação.
Votaram contra a vaquejada o relator da ação, Marco Aurélio, e os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski.
A favor da prática votaram Edson Fachin, Gilmar Mendes, Teori Zavascki, Luiz Fux e Dias Toffoli.
Explicando a Vaquejada:
 Os peões usam luvas com espinhos  de aço ponteagudos, e montados à cavalo, procuram derrubar o bovino, com forte puxão pelo rabo. Ao peão que conseguir arrancar o rabo é dado inclusive prenda ou prêmio. 
Provas de laço, estrangulam aos animais e a tração, pela corda, derrubam aos animais causando hematomas e não raro ruptura de ossos, inclusive na coluna. E muitas vezes o rabo quebra em vários lugares torturando o animal.




quinta-feira, 29 de setembro de 2016