Sou vegetariana por amor aos animais

Sou vegetariana por amor aos animais
COLHER OU MATAR, a escolha é sua
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro
todos seriam vegetarianos."

(Paul e Linda Mc Cartney)



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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Liberdade!

A felicidade de um touro que viveu a vida toda acorrentado ao ser livre!



Bandit, o touro, é apenas mais um entre milhares de animais que passam a vida toda acorrentados em indústrias e matadouros à espera da “sua vez”.
Nesse vídeo, Bandit finalmente consegue a liberdade após viver trancafiado durante a vida inteira. Ele não se intimida em demonstrar sua gratidão perante Christian, o homem de vermelho, voluntário do santuário Gut Aiderbichl que já resgatou 500 animais de grande porte.
Feliz da vida, o touro chega a pular de felicidade ao se ver livre das correntes. Ele experimenta a sensação de liberdade pela primeira vez.
Assista a esse incrível momento onde Bandit percebe que pode viver em paz, sem dor ou sofrimento.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Animais e os políticos


Ivana Negri



Nesta última eleição, grupos de defesa dos animais armaram longas discussões, e muitas vezes despejaram palavras agressivas uns sobre os outros, cada um defendendo o seu candidato a presidente.
Muitas brigas à toa, pois isso apenas enfraquece as lutas comuns.
Pois eu digo: nunca nenhum presidente fez nada pelos animais, eles perdem sempre.
Se os humanos são desprezados, imaginem os animais, que nem votam...
O que realmente pode mudar a vida deles, é cada um fazer a sua parte, cobrando dos deputados leis que defendam os animais e fazendo pressão para que sejam aprovadas. Fiscalizar, denunciar, cobrar, ficar sempre atento. E os grupos devem se unir para serem fortes e não brigarem por partidos ou candidatos.
Se cada pessoa não abandonar animais nas ruas,  não for mais em rodeios,  não prestigiar circos e espetáculos que utilizem animais,  não usar produtos que fazem  testes em  bichos e não comer mais a carne deles, certamente a vida dos animais vai melhorar muito!
Não se pode sempre esperar que os outros façam as coisas!
Arregaçar as mangas e fazer a nossa parte é o que fará a diferença e vai certamente diminuir  o sofrimento dos animais.

É isso que faz o mundo mudar!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

BONITO E PERIGOSO


           


                                                                       Pedro Israel Novaes de Almeida

            A imagem de um canudo plástico sendo retirado da narina de uma tartaruga chocou milhões de pessoas, e desnudou a triste realidade de um progressivo e constante atentado ao meio ambiente.
            O plástico inovou, com sua versatilidade e baixo custo financeiro, o setor de embalagens e composições, trazendo grande conforto à humanidade.  Invadiu cidades, campos, mares e rios, a poucos importando seu efeito cumulativo e destruidor.
            Poucas e localizadas leis não conseguiram diminuir o impacto ambiental gerado pela crescente presença de resíduos plásticos, em nosso meio, e nossos legisladores, em todos os níveis, ainda encontram conforto na omissão, escudados em desprezíveis argumentos de concorrência comercial, inexistência de alternativas prontamente disponíveis e hábitos da população. Dispensam, à questão ambiental, o mesmo desdém que dispensam ao tema dos fogos de artifício barulhentos, tão maléficos quanto dispensáveis.
            Contudo, pesquisas recentes tornam criminosas as omissões legislativas, ao demonstrarem que resíduos plásticos estão sendo encontrados em aves e peixes, e também em grande número de animais, inclusive os humanos. Podemos estar ingerindo minúsculos resíduos plásticos em nossa alimentação diária.
            A poluição causada pela presença de plásticos no meio ambiente é, enfim, reconhecida como uma questão de saúde pública, com consequências que serão, dia a dia, mais explicitadas.
            Apesar da resistência apresentada pelas grandes nações, mais interessadas em manter o estrelato industrial e comercial, a humanidade clama por soluções urgentes e duradouras. O risco imediato à saúde humana enfim trouxe, à seara ambiental, a adesão até daqueles que julgavam que a luta pelo integridade e equilíbrio do meio ambiente era mais romântica que efetivamente necessária.
            Podemos, e devemos, abrir mão dos confortos e facilidades dispensadas pelas embalagens e materiais plásticos, situação que a humanidade experimentou por milênios.
            A utilização de sacos plásticos, em supermercados, já foi proibida e novamente permitida dezenas de vezes, demonstrando a cruel e forte resistência a posturas inovadoras e necessárias. A deseducação e desrespeito humanos fazem com que garis sejam forçados a coletar e sair por aí, equilibrando dezenas de saquinhos plásticos, contendo lixo, até mesmo em residências suntuosas, cujos proprietários podem, com facilidade, adquirir embalagens maiores.
            A reciclagem, como nunca, deve ser estimulada, cabendo às prefeituras disponibilizarem barracões, prensas e caminhões, facilitando a atividade. A correta destinação do lixo urbano, incluindo resíduos sólidos, deve ser prioritária.
            Materiais existem, como tecidos, papéis e outros materiais mais facilmente decomponíveis. Falta educação e atitudes, públicas e privadas.


Tartaruga com canudo plástico no nariz

sábado, 27 de outubro de 2018

Resgataram um animal da lama e só viram o que era depois de limpo

Olhar Animal
Fonte: Boa Informação / Bored Panda
Um animal misterioso foi encontrado em meio a lama pelas ruas de Londres, Inglaterra, e só após de limpo conseguiram identificá-lo.
Inicialmente, a equipe de resgate pensou ser um filhote de cão, mas após descobriu que não era.
O animalzinho se tratava de uma linda raposa vermelha que após de limpa já estava pronta para voltar para a natureza.
Abaixo, você pode conferir algumas imagens.
Vejam só:
 Irreconhecível
 Após o banho...
Uma linda raposinha vermelha!



quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Brasil aprova declaração que proíbe caça comercial às baleias

Uma grande vitória!
O Brasil acaba de aprovar a Declaração de Florianópolis, que reafirma a proibição da caça comercial de baleias. Declara o Atlântico Sul como região de interesse especial para a conservação e uso não-letal de baleias, e determina o redirecionamento de recursos e prioridades da Comissão Internacional da Baleia para temas de conservação. Uma vitória histórica!
A proposta foi redigida pelo Instituto Baleia Jubarte.
Na prática, com a aprovação da declaração, a proposta japonesa de liberar a caça comercial, que ainda será votada, não será aprovada por já ter insuficiência de votos. Isso porque a Declaração de Florianópolis reafirma e deixa claro que a comissão tem maioria favorável à moratória.






terça-feira, 4 de setembro de 2018

Liberte-se desse vício!


Ficou chocado?
Pé de porco, pé de frango, pé de gente, não tem diferença, são partes do corpo de seres criados pelo mesmo Deus!
Carne é tudo igual, não coma, liberte-se desse vício! Seu corpo e espírito vão agradecer ...

domingo, 2 de setembro de 2018

Eleições 2018: candidatos comprometidos com a causa animal



Veja aqui os candidatos comprometidos com a causa animal

Lista elaborada pelo VISTA-SE

IMPORTANTE:

• Os candidatos abaixo declaram trabalhar pela causa animal.
• Não significa necessariamente que o Vista-se conheça e confie em todos eles.
• É imprescindível que você faça pesquisas e decida por conta própria em quem votar.
• A lista abaixo traz um campo de pesquisa no qual você pode procurar por um estado, um cargo ou mesmo pelo nome de candidatos.
• Também é possível organizar os candidatos por ordem alfabética, por cargo pretendido, por estado ou por suas respostas “sim” ou “não” em relação a serem veganos.
• Nós abrimos inscrições por uma semana para montar essa lista. Caso queira incluir novos candidatos, por favor, preencha o seguinte formulário (abra aqui).

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Liberdade para os ursos presos nas fazendas da China!

Fazenda de bile na China

Uma prática abominável cujo resultado de nada serve aos humanos, mas faz milhares de animais padecerem os horrores do inferno em via...
Caesar, a ursa, passou a primeira parte de sua vida no inferno.
Durante anos, a ursa parda viveu em uma fazenda de bile na China. Assim como milhares de outros ursos, ela estava dentro de uma jaula minúscula, nunca vendo o sol ou tendo espaço para correr, enquanto uma ferida aberta em sua lateral drenava bile de sua vesícula para uso na tradicional medicina chinesa.
Mas Caesar também vestia um colete de tortura, um cruel cilindro metálico que estava amarrado ao redor de seu abdômen. A engenhoca mantinha no lugar o cateter “bruto” de látex que drenava sua bile, assim como uma caixa de metal para coletar o líquido.
“É a pior forma imaginável de tortura em uma fazenda de bile”, a Animals Asia, que finalmente resgatou Caesar, falou sobre o colete.
Fonte: Olhar Animal

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

O leite de Clemência

Pintura “Milk”, da artista vegana Dana Ellyn

David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

O leite de clemência


” Tem o gosto do céu! Que maravilha, Filó! Hoje meu coração está em paz”

Eugênio já não amarrava mais a corda no pescoço de Filomena, porque há mais de um ano ela sabia o que precisava ser feito. Sempre que o galo cantava sobre uma guarita que antes serviu como morada para um João-de-Barro, ela se levantava e caminhava em direção à porteira do pequeno curral.Como fazia todos os dias, Eugênio acordou bem cedo no sábado para ordenhar Filomena, uma vaca baixinha que aprendeu, por força do tempo, a aceitar o seu próprio destino – servir como fonte de renda para um produtor rural.
Ficava imóvel, com olhos baixos e orelhas deitadas, às vezes esfregando suavemente os cascos na terra, esperando a chegada do patrão. Eugênio sabia que era hora da ordenha, não apenas por causa da balbúrdia do galo, mas também porque o sino no pescoço de Filomena revelava que ela estava pronta para o serviço.
“Bora tirar esse leite das tetas, Filó!”, dizia Eugênio diariamente e sorridente, sem titubear. A vaca não reagia. Só vez ou outra que emitia gemido prolongado e langoroso que ninguém entendia, nem Marcolino, o único médico veterinário do povoado. “Deve ser falta de algum nutriente. Vamos incrementar a alimentação dela”, sugeriu numa manhã árida de chão tão tracejado que quem via de longe pensava que estava diante de um mapa.
Um dia, Filomena parou de produzir leite e ninguém entendeu o motivo. Ela era considerada um dos animais mais saudáveis e invejados da colônia, ajudando a garantir não apenas o sustento da família de Eugênio, como também a alimentação de seus dois filhos.
— Que diabos eu vou fazer agora?
— Chame Seu Marcolino de novo, pai…
— Ah! Mas já faz mais de uma semana que a danada não dá nem uma caneca de leite, e o mais estranho de tudo é que ela tá com as tetas cheias.
— Chame o homem, pai! Ele vai saber o que fazer.
— Não sei se compensa, o tratamento deve ser caro.
— Não custa ver se vale a pena.
Seguindo a recomendação do filho, Eugênio chamou Marcolino. Ao contrário do que ele imaginava, o homem disse que não havia nada que pudesse ser feito, a não ser esperar. “Essa vaca é saudável. Não tem problema nenhum. Deve ser só teimosia, só que uma teimosia que nunca vi igual. Geniosa essa vaca, mais do que o senhor”, ironizou o veterinário às gargalhadas.
Na segunda semana, Filomena não permitiu que nenhuma gota fosse extraída de seus úberes. Simplesmente não saía nada durante a tentativa de ordenha. Quando Eugênio massageava o volume, ele berrava enraivecido ao sentir o leite no interior do animal. Estava fora do alcance do seu balde de lata.
— Eu que te criei, sua lazarenta. Como você faz isso comigo?
— Só não te bato aqui agora por consideração – ameaçou com a mão direita levantada em posição de golpe.
A vaca inclinou a cabeça em direção ao solo arenoso e ignorou a ameaça, como se entendesse, embora não se importasse. Ela parou de produzir leite quando seu último filho desapareceu, vendido para um matadouro onde foi reduzido à carne de vitela. Eugênio não queria o bezerro disputando o leite que “deveria ser somente dele e de seus filhos”.
— Eu que alimento a infeliz, então tudo que ela oferece me pertence.
Na terceira semana, o galo não cantou e Filomena não se levantou. Encolerizado, Eugênio correu até o galo e o derrubou de cima da guarita com um tapa certeiro nas ventas. O bicho se apressou em direção aos pinheirais e, miúdo, desapareceu sob o matagal.
Depois foi a vez de Filomena ser punida. Ele amarrou uma corda no pescoço da vaca e tentou arrastá-la para o centro do curral. Ela resistiu. Não queria sair de jeito nenhum. Com a ajuda dos dois filhos, Eugênio a deitou sobre a areia branca e pediu que Matias, o mais velho, buscasse um machado pendurado no fundo do celeiro.
O rapaz correu e voltou empunhando a ferramenta. Quando Eugênio ameaçou dar o primeiro golpe, a vaca gemeu e se contorceu na terra, levantando, com os cascos, uma cortina tão densa de poeira que ele e os filhos engasgaram. Logo a vaca cansou, e a poeira se dissipou. Havia sangue no chão, colorindo os riscos no solo, que ganhavam formas de vasos sanguíneos. Tão opaco quanto vívido, o líquido vermelho jorrava das tetas de Filomena.
Com o corpo exalando odor acre de terra e sangue, ela observou assustada os três. Mesmo com olhos fumegantes e muita vontade de extravasar a fúria que o dominava, Eugênio desistiu de matá-la naquele dia. Entrou em casa acompanhado dos dois filhos que não ousaram dizer palavra. “Se ela não der leite nos próximos dias, a gente mata”, avisou com voz oca e pertinaz. Matias e Mateus balançaram a cabeça em concordância, sem arriscar comentário.
Ao anoitecer, João dos Cascos, um dos primeiros sitiantes do Noroeste do Paraná, visitou a família e perguntou se Eugênio não queria vender Filomena. Ofereceu inclusive a sua propriedade, sua única fonte de renda, em troca da vaca. Achando aquilo um absurdo, Eugênio declinou a proposta.
— Não sei qual é a sua intenção com essa oferta descabida, mas saiba que Filomena não está à venda. É herança de família.
— O senhor me perdoe a intromissão. É que preciso de uma vaca como a sua.
— Essa tá doente e não vai ter serventia nenhuma pro senhor.
— Não tem problema. Me viro do meu jeito.
— Não adianta, não quero e não vou vender. Retire-se! Vá daqui!
Na quarta semana, assim que Eugênio acordou, ele viu através da janela o galo cantando. Filomena mantinha a cabeça escorada em uma das tábuas da porteira, e o sininho vibrava preso ao pescoço. Diante de suas patas, havia três baldes de leite, um leite diferente, singular, como ninguém daquela casa jamais experimentou.
— Tem o gosto do céu! Que maravilha, Filó! Hoje meu coração está em paz. Me perdoe por tudo que fiz. Por favor, aceite minhas desculpas.
A vaca não reagiu. Somente o observou, recuou e deitou em um canto onde o sol matutino aquecia uma porção de sua pele branca como o leite que Eugênio consumiu. Por três anos, todos os dias no mesmo horário, Eugênio, Matias ou Mateus recolheram os três baldes de leite. Até que noutra manhã, Filomena não levantou e o galo não cantou. Não havia leite nem balde. Só um animal que parecia preparado para encarar o destino. “Sem leite sem vida”.
Antes do pôr do sol, Eugênio retornou com o machado. Absorto em ódio, cuspiu um naco de fumo em um pedaço de pasto e ignorou tudo à sua volta, mirando uma vaca teimosa “que já não merecia viver, não merecia sua compaixão”. Rodeou o animal e fez um círculo no chão com a lâmina, demarcando a área do abate. Antecipando o primeiro golpe, Filomena fechou os olhos e deitou a cabeça na grama, alongando o pescoço, talvez prevendo a própria decapitação. Eugênio estava tão furioso que, com mãos trêmulas, errou o primeiro golpe.
No mesmo instante, um rapaz bateu palmas na entrada do sítio, alegando que tinha uma entrega. Eugênio se aproximou com olhar suspeitoso e cumprimentou o jovem que se apresentou como Bernardo.
— Vim trazer uma carta ditada pelo meu pai João dos Cascos e uma garrafa de leite. Ele faleceu ontem, mas antes me fez prometer que eu viria visitá-lo.
Bernardo abriu a garrafa, tirou um copinho da mochila e insistiu que o homem experimentasse.
— É coisa boa, o senhor não se preocupe.
Eugênio tomou tudo em um gole. Assustado e boquiaberto, deixou o copinho cair de sua mão, se chocando contra o chão.
— Onde você conseguiu isso?
— Meu pai que inventou. É leite de clemência. Uma receita familiar. Não vem de bicho nenhum, vem da santidade da natureza que da gente exige muito pouco. O senhor gostou?
— Sim…é muito bom.
Quando abriu a carta, Eugênio viu que havia uma receita com todos os detalhes do preparo do leite de clemência, além de algumas observações e um pedido:
— Durante três anos, o senhor achou que seus filhos estavam ordenhando a Filomena, e eles pensavam o mesmo do senhor. E nenhum de vocês percebeu que aquele leite não era de vaca. O senhor sabe por que? Porque vocês precisavam do leite de clemência mais do que daquilo que julgavam mais importante. O que parecia essencial era somente distração. E aquele, meu senhor, era o único leite que todo ser humano deveria beber. Não, ele não é igual ao leite de vaca. É bem diferente. E quando pensamos que sim, é porque já não somos quem éramos. Sei também que o senhor se desfez de quase todos os animais de seu sítio, mantendo somente o galo e a vaca Filomena, que um dia ganhou de sua esposa, e em quem o senhor projetou a sua desilusão quando foi abandonado por sua mulher. Saiba que aquela a quem chama ‘carinhosamente’ de Filó, assim como todos os animais, tem sua própria vida e dor. Ou o senhor pensou na vaca quando mandou os filhos dela para o matadouro? Como exigir que um animal não reaja diante do sofrimento dos seus? Eles não falam, mas seus corpos sim. Diante disso, faço-lhe duas sugestões. Que o senhor aceite minha receita e liberte Filomena ou devolva a carta ao meu filho e entregue-se aos enganosos prazeres da soberba.
Eugênio levantou os olhos, deu uma olhadela em Filomena e mirou seriamente Bernardo. Sem dizer nada, caminhou até o curral com olhos marejados e balbuciou:
— Que um dia você me perdoe, ou não, porque aquele que vive para si mesmo pode ser que não viva para mais ninguém.
Amuada em um canto, Filó se levantou e seguiu em direção a Bernardo, acompanhada pelo galo. Quando a porteira se abriu, o último desejo se cumpriu.

terça-feira, 31 de julho de 2018

O HOMEM E O BOI



            Um anjo de longínquo sistema, interessado em conhecer os variados  aspectos e graus da razão na  inteligência Universal, pousou num  campo  terrestre e, surpreso ante a paisagem, aí encontrou um homem e um boi. 
             Admirou as flores silvestres, fixou os horizontes coloridos de sol e rejubilou-se com a passagem do vento brando, rendendo graças ao Supremo Senhor. Como não dispunha, todavia, de mais larga parcela de tempo, passou à observação direta dos seres que povoavam o solo, aferindo o progresso do entendimento no orbe que visitava.             Examinou as pupilas do homem e descobriu a inquietação da maldade. Sondou os olhos do boi e encontrou calma e paz. Usando o critério que lhe era  particular, conclui de si para consigo que o boi era superior ao homem. Consolidou a impressão quando, para experimentar, pediu mentalmente aos dois trabalhassem em silêncio. O animal respondeu  com perfeição, movimentando- se,  humilde, mas o companheiro bípede gritou, espetacularmente, proferindo nomes feios que fariam  corar uma pedra. 
             Um tanto alarmado, o anjo recomendou paciência. O educado bisneto da selva continuou trabalhando, imperturbável e tolerante. Todavia, o irrequieto descendente de Adão estalou um chicote, ferindo as ancas do colaborador de quatro patas. Acabrunhado agora, diante da cena triste, o sublime embaixador pediu atitudes de sacrifício. O servo bovino obedeceu, sem qualquer relutância, revelando indiscutível interesse em ser útil, distraído das próprias chagas. O administrador humano, contudo, redobrou a crueldade, recorrendo ao ferrão para dilacerar lhe, ainda mais, a carne sanguinolenta. ..       
          Sensibilizadíssimo, o fiscal celeste anotou o que supôs  conveniente aos fins que o traziam e afastou-se, preocupado. Não atravessara grande distância e encontrou uma vaca em laço forte, com outro homem a ordenhá-la. Sob   impressão indefinível, emitiu apelos à renúncia. A mãe bovina atendeu com resignação heróica, prosseguindo firme na posição de quem sabia sacrificar-se,  mas o ordenhador, antes que o emissário de cima os analisasse, de perto, porque certa mosca lhe fustigava o nariz, esbofeteou o úbere da vaca, desabafando- se. O funcionário dos altos céus,  compadecido, acariciou a vítima que se movimentou alguns centímetros,  agradavelmente sensibilizada. O tratador, porém, berrou desvairado, caluniando-a.
             - Queres escoicear-me, não é? - gritou, diabólico. Ergueu-se lesto, deu alguns passos, sacou de bengala rústica e esbordoou-lhe os chifres. Emocionado, o anjo vivificou as energias da vaca, aplicando o seu magnetismo divino, rogou para ela as bênçãos do Altíssimo, empregou forças de coação no agressor, conferindo-lhe salutar dor de cabeça, efetuou os registros que desejava e retirou-se. 
            Prestes a desferir voo, firmamento a fora, encontrou um gênio sublime da hierarquia terrena. Cumprimentaram- se, fraternos, e o fiscal divino comentou a beleza da paisagem. Não ocultou, porém, a surpresa de que se possuía. Relacionou os objetivos que o obrigaram a parar alguns minutos na Terra e rematou para o irmão na pureza e na virtude: - Estou satisfeito com a elevação sentimental das criaturas superiores do Planeta. Cultivam a generosidade, renunciam no momento oportuno, trabalham sem lamentações e, sobretudo, auxiliam, com invulgar serenidade, os inferiores. O anjo da ordem terrestre silenciou, espantado por ouvir tão rasgado elogio aos homens. O outro, no entanto, prosseguiu: - Tive ocasião de presenciar comovedores testemunhos. 
            Pesa-me confessá-lo, porém: não posso concordar com a posição dos seres mais nobres da terra, que se movimentam ainda sobre quatro pés, quando certo animal feroz, que os acompanha, agressivo, já detém a leveza do bípede. Naturalmente, sabe o Altíssimo o motivo pelo qual individualidades tão distintas aqui se encontram, unidas para a evolução em comum... Tenho, contudo, o propósito de apresentar um relatório minucioso às autoridades divinas, a fim de modificarmos o quadro reinante. Assinalando- lhe os conceitos, o companheiro solicitou explicações mais claras.
            O anjo estrangeiro convidou-o a verificações diretas. O protetor da Terra, desapontado, esclareceu, por sua vez, ser diversa a situação: o bípede é na crosta Planetária o Rei da inteligência, guardando consigo a láurea da compreensão, sendo o boi simples candidato ao raciocínio, absolutamente entregue ao livre-arbítrio do controlador do solo. Acentuou que, não obstante operoso e humilde, o cooperador bovino gastava a existência servindo para o bem, e acabava dando os costados no matadouro, para que os homens lhe comessem as vísceras... O forasteiro dos céus mais altos, sem  dissimular o assombro, considerou: - Então, o problema é muito pior...
            Pensou, pensou e aduziu:
            -  Jamais encontrei um planeta onde a razão estivesse tão degradada. Despediu-se do colega, preparou o afastamento definitivo sem mais delonga e concluiu:
            - Apresentarei relatório diferente. Mas ainda não se sabe se o anjo foi pedir medidas ao Trono Eterno para que os bois levantem as patas dianteiras, de modo a copiarem o passo de um herói humano, ou foi rogar providências aos Poderes Celestiais a fim de que os homens desçam as mãos e andem de quatro, à maneira dos bois...


(De "Luz acima", de Francisco Cândido Xavier - Irmão X) 

terça-feira, 17 de julho de 2018

Poluição do Rio Piracicaba

Rio Piracicaba amanheceu cheio de espuma nesta terça-feira (17). Imagens feitas por volta das 8h mostram capivaras em cima de pedras, que aparecem com a baixa do nível neste período de estiagem, e a superfície do rio tomada por faixas de espuma.
A espuma apareceu próximo à Ponte Pênsil, em frente ao Engenho Central, um dos principais pontos turísticos de Piracicaba (SP), e cobriu toda a água deixando a superfície cheia de blocos brancos de espuma.A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em Piracicaba disse ao G1 que a espuma é provocada por substâncias surfactantes (detergentes), e pela cor da espuma, provavelmente são de origem doméstica, geralmente presente nos esgotos domésticos. Apesar disso, o órgão não sabe dizer a origem da espuma encontrada no Rio Piracicaba. A Cetesb disse ainda que, até o momento, "não foram registradas ocorrências de lançamentos irregulares de efluentes industriais". Uma equipe da Agência Ambiental de Piracicaba está em contato com a empresa gestora da rede pública do município, para que comunique à agência a ocorrência de qualquer irregularidade.

Dá uma tristeza imensa ver o rio quase seco, capivaras tentando fugir da espuma poluente, peixes agonizando sem oxigênio e não há previsão de chuvas...

Confira matéria completa no G1

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Segunda sem carne - adote esta campanha mundial


Segunda-feira é dia de colocar em prática a Segunda-sem-carne. 
Exercite sua compaixão. 
O planeta, os animais e
sua saúde agradecem!