Sou vegetariana por amor aos animais

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COLHER OU MATAR, a escolha é sua
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro
todos seriam vegetarianos."

(Paul e Linda Mc Cartney)



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sábado, 4 de maio de 2013

Caça ilegal mata o último rinoceronte de Moçambique


A população de rinocerontes em Moçambique foi dizimada há mais de um século pela caça. Recomposta anos atrás, os animais estão mais uma vez perto da extinção no país, por causa do aumento da caça ilegal motivada pela procura de seus chifres na Ásia.
Um especialista disse à AP que o último rinoceronte do país africano já foi morto. O diretor do Parque Transnacional do Grande Limpopo – o único local onde os animais viviam em Moçambique — também afirmou que os responsáveis pelo fim da espécie são os caçadores ilegais. Já o diretor do departamento de Conservação do governo moçambicano acredita que ainda restem alguns poucos exemplares da espécie no país.
Elefantes também estão em perigo, segundo Antonio Abacar, chefe da reserva de Limpopo. Seus guardas florestais estariam ajudando os caçadores, e 30 dos 100 funcionários vão prestar depoimento às autoridades em breve.
“Pegamos alguns em flagrante, enquanto guiavam os caçadores por uma área de rinocerontes”, disse.
Um guarda florestal preso por cooperar com caçadores na reserva de Niassa, no norte do país, afirmou à TV moçambicana que recebia 2500 meticais (cerca de R$ 160) para guiar os caçadores ilegais a regiões onde vivem elefantes e rinocerontes. O salário médio de uma guarda florestal é entre 2000 a 3000 meticais (R$ 128 a R$ 192) por mês.
Os guardas vão perder seus empregos, mas as consequências jurídicas são mínimas: segundo a lei moçambicana, matar animais selvagem e tráfico ilegal de chifres de rinocerontes e presas de elefantes são considerados delitos leves.
“O sistema legal de Moçambique está longe de ser adequado, e uma pessoa que é considerada culpada só recebe uma punição leve e é obrigada a devolver o chifre”, reclama Michael H. Knight, coordenador do Grupo especializado em rinocerontes africanos da Comissão de Sobrevivência da União Internacional para a Conservação das Espécies.
Uma reunião do grupo em fevereiro alertou para a possibilidade de haver um único rinoceronte branco em todo o Moçambique e nenhum rinoceronte negro, explicou Knight.
Já Abacar foi mais incisivo: “Já declaramos a extinção dos rinocerontes no Parque Limpopo”.
Mas Bartolomeu Soto, diretor da unidade de conservação transfronteira de Moçambique, nega a exinção: “Acredito que ainda temos rinocerontes, embora não saiba dizer quantos”.
Segundo a mídia moçambicana, os últimos 15 rinocerontes de Limpopo foram mortos no mês passado, mas oficiais do parque negam esta informação. Soto diz que o engano veio da declaração de Abacar a jornalistas sobre não ter visto um rinoceronte nos três meses desde que começou a chefiar o parque.
O único número oficial para mortes de rinocerontes é o de 17 carcaças encontradas no parque em 2010, segundo Soto. Ele disse que a caça ilegal está acontecendo porque chifres e presas são frequentemente apreendidos nas fronteiras de Moçambique, embora parte do contrabando pode vir de animais mortos em países vizinhos, como a África do Sul. Esta semana um único traficante foi preso no aeroporto de Maputo com nove chifres.
O preço de chifres de rinocerontes supera o de metais preciosos como ouro e platina, por causa da demanda de países asiáticos, em especial China e Vietnã. Ele é considerado um poderoso remédio, apesar de ser feito de queratina, a mesma substância das unhas do ser humano. A medicina tradicional chinesa receita o chifre para uma gama de doenças que vai desde febres infantis e artrite a envenenamento e possessões demoníacas.
Knight explica que rinocerontes já foram dizimados em Moçambique no início do século passado, quando os animais também praticamente desapareceram da África do Sul, que hoje aloja 90% dos animais no continente africano.
Em 2002, os líderes de Moçambique, África do Sul e Zimbabwe concordaram em criar um parque transnacional em suas regiões fronteiriças, combinando 35 mil quilômetros quadrados de reservas estabelecidas como Parque Nacional Kruger, da África do Sul e o Gonarezhou, do Zimbabwe. O financiamento veio de várias organizações internacionais e da União Europeia.
Cerca de cinco mil animais foram transferidos da África do Sul para Moçambique, inclusive a primeira dúzia de rinocerontes em solo moçambicano em um século.
Mas em 2006, a África do Sul removeu 50 quilômetros de cercas entre o Kruger e o Limpopo, e a ideia era incluir mais dois outros parques moçambicanos, fazendo com que a reserva transnacional chegasse a mais de 100 mil quilômetros quadrados.
Estes planos estão ameaçados, bem como o parque Limpopo. Segundo Knight, há renegociações para reconstruir a cerca entre o parque e a África do Sul, porque os sul-africanos alegam ter perdido 273 rinocerontes somente este ano para a caça ilegal, e a maior parte foi morta por caçadores moçambicanos. Em 2012, caçadores ilegais mataram 668 rinocerontes .
A matança continua, com o número de animais mortos em ascensão, mesmo com a África do Sul apertando o cerco aos caçadores ilegais, usando soldados e forças policiais em todo o Kruger, um parque do tamanho de Israel.
Soto afirmou que o governo moçambicano está trabalhando desde 2009 em uma reforma das leis ambientais, que deve chegar ao parlamento em breve. Ela incluirá a criminalização da morte de animais selvagens e impor penas mais duras aos criminosos.
Mas até lá já será tarde demais para os rinocerontes de Moçambique. (Fonte: Portal iG)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Marfim: Não compre e não use!


Caçadores ilegais matam família de elefantes em parque do Quênia

Um grupo de caçadores ilegais no Quênia é responsável pelo massacre de uma família de 11 elefantes no episódio que foi considerado a pior matança de animais no país das últimas três décadas.

Os cadáveres dos animais mortos a tiros, decepados e sem suas presas, incluindo um filhote de apenas dois meses, foram encontrados no último sábado (5) no Parque Nacional Tsavo Leste.
Segundo Patrick Omondi, chefe do programa de proteção aos elefantes do Serviço do Quênia para a Vida Selvagem (KWS, na sigla em inglês), desde os anos de 1980 não ocorria a perda de tantos elefantes em um único incidente. “Isso é um claro sinal de que as coisas estão piorando”, explica.
Omondi complementa ainda que as investigações iniciais apontam para um grupo de dez caçadores que portavam armas de fogo de diversos calibres. Em geral, bandos de criminosos utilizam o fuzil AK-47 para a caça. O grupo é procurado por guardas florestais, mas até o momento não tiveram êxito, anunciou a serviço de preservação da vida selvagem no Quênia.
Um aumento na demanda por marfim na Ásia fez com que a matança de elefantes no continente africano aumentasse expressivamente. As presas de elefantes são utilizadas em medicamentos tradicionais e também como peças de decoração. “Um quilo de marfim pode chegar a custar US$ 2.500 no mercado negro, quantias que alimentam grupos de criminosos extremamente organizados e com armas sofisticadas’, disse Omondi.
Em 2012, o Quênia sofreu com a perda de 360 elefantes para a caça ilegal. Só no ano anterior, o número de assassinatos de elefantes foi de 289, segundo informou o KWS. Pelo menos, 40 caçadores foram mortos em conflito contra guardas-florestais quenianos em 2012.
O mercado internacional de marfim, com muitas exceções, foi considerado fora da lei desde 1989, após uma queda brusca da população de elefantes na África de milhões, em meados do século 20, para apenas 600 mil no final dos anos 80.
Só na última semana, mais de uma tonelada de marfim foi capturada em Hong Kong de um navio proveniente do Quênia. A carga foi avaliada em US$ 1.4 milhão. O mercado de marfim está banido pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), assinada em Washington, em 1973.
O próximo encontro será realizado em março e, de acordo com Omondi, os países com manadas de elefantes tem registrado um aumento na caça ilegal. “Os especuladores fazem estoques de contrabando na esperança de que a conferência revogue a proibição do comércio de marfim”, discutiu o chefe do KWS. No continente africano vivem cerca de 472 mil elefantes cuja sobrevivência está ameaçada pela caça ilegal e pela perda de seu habitat natural. 
(Fonte: G1)