Sou vegetariana por amor aos animais

Sou vegetariana por amor aos animais
COLHER OU MATAR, a escolha é sua
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro
todos seriam vegetarianos."

(Paul e Linda Mc Cartney)



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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Cecil, o leão

Ele vivia em paz com seu bando nas savanas de uma reserva do Zimbábue. Belo, altivo, majestoso, fazendo jus à designação de Rei das Selvas. Tinha treze anos e era monitorado por estudiosos que trabalham pela preservação da espécie.
Na semana passada Cecil teve seu nome e sua história conhecidos através dos meios de comunicação, e principalmente  nas redes sociais do mundo todo, pelo feito de um dentista americano que pagou centenas de dólares para caçá-lo em seu santuário. Agindo sordidamente, atraiu o felino para fora da reserva, feriu-o com uma flecha, deixando o pobre animal agonizar por mais de quarenta horas quando então, fraco pela perda de sangue, foi abatido covardemente a tiros. O caçador e seus comparsas arrancaram-lhe a cabeça ali mesmo, pois costumam usá-las como troféus.
O mundo deplorou esse ato, e por mais que o dentista se justificasse dizendo que não sabia que o animal era monitorado e fazia parte de estudos, ninguém acreditou, pois se não soubesse que era protegido, não o teria atraído antes para fora da reserva.
Assisti a uma entrevista onde um caçador profissional afirmava que sentia um prazer indescritível quando abatia um animal. E fico imaginando que raio de prazer é esse de matar, tirar vidas, de se deleitar ao retirar a cabeça do bicho recém abatido e levá-la ainda ensanguentada para casa. Para mim isso é um sério desvio comportamental que deveria ser tratado como doença e não incentivado. Mas acontece que onde entra muita grana, a ética e o bom senso vão para o espaço.
Na teoria existem leis que delimitam onde a caça “esportiva” pode acontecer. Mas na prática, os muitos dólares pagos aos guias, compram o direito de matar mesmo dentro das reservas. Um turista caçador paga em média 30 mil dólares para abater grandes animais – cerca de 100 mil reais.
A justiça nesse caso do leão, já foi feita. Vimos na TV pessoas da cidade do caçador Palmer dizerem que não conheciam esse lado dele e deixariam de ser seus clientes. E  um dentista sem clientes não terá mais dinheiro para patrocinar caçadas.
Ao mesmo tempo que rolava a comoção pelas redes sociais, e abaixo assinados com milhares de assinaturas pediam punição, um site religioso postava imagens de terroristas degolando prisioneiros de olhos vendados com os dizeres: “não faz diferença, eles não são leões, mesmo”. Um absurdo, pois uma causa não exclui a outra. Todas as causas são importantes para um mundo de paz e justiça. Não se defende uma bandeira desfazendo outra.
É preciso pensar grande. Nesse caso, Cecil virou símbolo da luta pela preservação das espécies, contra os caçadores (legais ou ilegais). Assim como há que se combater bravamente o terrorismo,  um mal que precisa ser extirpado pela raiz.
É preciso mais amor e menos violência. O mundo precisa de paz, de justiça, de compaixão, fraternidade e principalmente, de união.
Somos todos Cecil.

Ivana Maria França de Negri - escritora



domingo, 2 de agosto de 2015

I am Cecil too

 Aproveitando a comoção mundial pelo assassinato do leão Cecil, lembremos de outros animaizinhos que sofrem diuturnamente e ninguém tem piedade deles...

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Morte de leão no Zimbábue reacendo discussão sobre caça esportiva


Leão Cecil

 O leão de juba negra mais conhecido e muito fotografado do Zimbábue, carinhosamente chamado Cecil, saiu do seu santuário, em um parque nacional no Zimbábue, seguindo o cheiro de um lanche em potencial. No outro extremo, estava uma isca colocada por caçadores que queriam que sua presa atravessasse para um território desprotegido para que pudessem matá-lo.
Os caçadores profissionais do Zimbábue e a Associação de Guias (ZPHGA) confirmaram em um comunicado oficial que Cecil foi morto fora do parque, em um safari em terras privadas. O caçador profissional era um membro ZPHGA e possuía a licença de caça, segundo a organização.
Legal ou não, a morte de Cecil, que era considerado um ícone da vida selvagem na área há anos, foi condenada tanto local quanto internacionalmente. Muitas pessoas tomaram a mídia on-line para expressar seu horror e denunciar a caça. Cecil estava usando um colarinho GPS, instalado por uma equipe de pesquisadores do Parque Nacional de Hwange.
A partir de 1999, inicou-se um estudo ecológico com os leões africanos em Hwange para medir o impacto da caça esportiva sobre a população de leões dentro do parque. A pesquisa constatou que 34 dos 62 leões marcados morreram durante o período de estudo. Ao todo, 24 foram baleados por caçadores esportivos. Eles mataram 72% dos adultos do sexo masculino na área de estudo. Isso causou um declínio no número de machos adultos na população.
No caso de Cecil, ele estava em coalizão com outro leão macho chamado Jericho. Agora, como um único macho, será incapaz de defender os filhotes dos novos machos que podem vir a invadir o território. O infanticídio é o resultado mais provável de acontecer.
Um outro estudo mais recente sobre o comportamento da população de leões mostra que, após perturbações causadas pela caça esportiva, as populações de leões tendem a deixar o parque e encontrar com os humanos que habitam os  limites das zonas protegidas.
Milhares de pessoas assinaram uma petição, destinada ao presidente do Zimbábue, exigindo justiça para Cecil.