Sou vegetariana por amor aos animais

Sou vegetariana por amor aos animais
COLHER OU MATAR, a escolha é sua
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro
todos seriam vegetarianos."

(Paul e Linda Mc Cartney)



Seguidores

Mostrando postagens com marcador Abandono. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abandono. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de março de 2019

Encontrei seu cão...


ENCONTREI O SEU CACHORRO!
Hoje encontrei seu cachorro . Não, ele não foi adotado por ninguém. Aqui por perto a maioria das pessoas já tem vários cachorros e quem não tem nenhum não quer um cachorro. Eu sei que você esperava que ele encontrasse um bom lar quando o deixou aqui, mas ele não encontrou. Quando o vi pela primeira vez ele estava bem longe da casa mais próxima, sozinho, com sede, magro e mancando por causa de um machucado na pata.
Eu queria tanto ser você no momento em que parei na frente dele! Então poderia ver sua cauda abanando e seus olhos brilhando ao pular em teus braços, pois ele sabia que você o encontraria, sabia que você não o esqueceria. Poderia ver o perdão nos olhos dele por todo sofrimento e dor que passara na interminável jornada à tua procura. Mas eu não era você. E apesar de minhas tentativas de convencê-lo a se aproximar, os olhos dele viam um estranho. Ele não confiava em mim. Ele não se aproximava.
Então ele se virou e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que o caminho o levaria a você. Ele não entendia porque você não o estava procurando. Ele só sabia que você não estava lá, sabia que precisa te encontrar e que isso era mais importante do que comida, água ou o estranho que poderia lhe dar essas coisas.
Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo. Nem o nome dele eu sabia! Fui para casa, enchi um balde com água, coloquei comida numa vasilha e voltei para o lugar em que o encontrara. Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a comida debaixo da árvore onde ele estivera descansando ao abrigo do sol. Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência nas ruas. Ele só sabe que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem custar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa te encontrar.
Aguardei na esperança de que voltasse a buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida fizessem com que confiasse em mim; assim poderia levá-lo para casa, cuidar do machucado da sua pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo a entender que você não faria mais parte vida dele. Ele não voltou naquela manhã e a água e a comida permaneceram intocadas. Fiquei preocupada. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar teu cão. Algumas o enxotariam, outras chamariam a carrocinha que lhe daria o destino que você talvez achasse que o libertaria de todo o sofrimento pelo qual porventura estivesse passando.
Voltei ao mesmo lugar antes do anoitecer e não o encontrei. Na manhã seguinte, retornei e vi que a água e a comida continuavam intactas. Ah, se você estivesse aqui para chamá-lo pelo nome, tua voz lhe é tão familiar!
Comecei a caminhar na direção que ele havia tomado antes, mas sem muita esperança de encontrá-lo. Ele estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos quilômetros em 24 horas.
Horas mais tarde e a uma boa distância do lugar onde o vira pela primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede já não o atormentava, sua fome fora saciada, suas dores haviam passado, o machucado da pata não o atormentaria mais. Seu cachorro estava morto. Livrara-se do sofrimento. Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar ali antes para que eu pudesse ter visto brilho naqueles olhos vazios, nem que só por um instante. Rezei, pedindo que sua jornada o tivesse levado ao lugar que imagino você esperava que ele encontrasse. Se você soubesse por quanta coisa ele passou para chegar lá... E sofri, sofri muito, pois sei que se ele acordasse agora e se eu fosse você, os olhos dele brilhariam ao vê-lo e ele abanaria o rabo perdoando-o por tê-lo abandonado.
( Autoria desconhecida)
Imagem: Google

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

IMAGEM - Crônica de remorsos por não ter socorrido um gatinho...


IMAGEM
.

Cecília Meireles
(Coleção Melhores Crônicas)
.
O gato apareceu de repente na montanha. Era um pobre bichinho débil, que miava silêncio. Preto, parecia cinzento – de tão sujo. E, além de sujo, maltratado, com um olho desfazendo-se em gelatina, e uma orelha empapada de sangue. Olhou para mim tristemente, como nós às vezes olhamos para Deus . E eu, certamente, queria ajudá-lo .
.
Mas então vi como aquele caminho deserto se fazia subitamente povoado; o espírito das superstições dizia-me : “olha que é um gato preto!” E o espírito da ciência murmurava-me : “Está cheio de parasitas, que te infestarão !” E esse vil espírito prático da era contemporânea aparteava : “Ademais, como podes ajudar, se estas num caminho deserto e sem recursos, onde não se avista nem um teto nem um veículo?” E só o espírito do amor segredava tímido: “Toma-o nas mãos e leva-o contigo ! Verás que, no teu colo, seus olhinhos lacrimosos se fecharão, adormecidos; sua fome se esquecerá, suas feridas fecharão ...” Mas o espírito do amor segreda com tanta timidez!
.
Pela montanha deserta, descíamos os dois, e subia o vento.Pobre gatinho preto, de cauda arrepiada como uma escova de lavar frascos ! Manquejava também de um pé. Tão ralo tinha o pêlo que se lhe viam luzir as pulgas sobre os arcos das costelas. Na orelha machucada, o sangue secara-lhe como uma florzinha vermelha, muito escura.
.
Tão grande era a sua urgência de socorro, que, embora trôpego, pequenino, doente, às vezes caminhava mais depressa do que eu. Ia esperar –me adiante, e levantava para os meus os seus olhos sofredores e o vazio miado, que era, a cada instante, como o seu último sopro.
.
Mas, quando me via chegar, punha de lado a sua fadiga e o seu descanso, e recomeçava o caminho, com uma espécie de fé sempre renovada de peregrino que se dirige ao lugar da salvação .
.
Na montanha , porém, não havia salvação nenhuma para quem padecesse de fome ou sede. A assembléia dos espíritos que me rodeavam buscavam pôr-se de acordo, sem satisfação: as pulgas eram inegáveis – dizia o espírito científico; o da superstição contradizia-se , de tão rico: às vezes os gatos pretos dão sorte ...; o espírito prático, o vil espírito de tempo, mostrava-me com uma clareza de relatório oficial que gasolina não existia, e a primeira venda devia estar, tanto para uma lado, como para o outro, a um bom quilômetro, pelo menos. Só o espírito do amor segredava que tudo isso eram conjecturas idiotas, e que devia tomar nas mãos o pobre bichinho abandonado e leva-lo sobre o calor do meu peito até um lugar qualquer onde o sentisse , afinal, protegido e consolado .
.
E o gatinho trotava, ora atrás de mim, ora na minha frente. Parecia impossível que pudesse pular assim, tão magrinho, tão seco, tão altimoso. Mas pulava . Se não fosse o aspecto que tinha, dir-se-ia que brincava, que brincava como uma cavalinho caprichoso num circo de elfos. Umas duas vezes prendeu a perna no ralo da sarjeta. Daí em diante, fez-se mais cauteloso, evitando-as, quando as encontrava . E tudo isso dava graça à companhia, como quando se descobrem as novidades de uma criança. Mal, porém, se reparava no seu esqueleto no ofego de seu tórax, e naquela umidade de seus olhinhos nublados, vinha um aperto ao coração – eo grande céu , a verde floresta, o ouro do Sol derramando-se pela estrada, o mundo e as criaturas tornavam-se enigmáticos, ferozes e inúteis .
.
O espírito do amor segredava-me, cada vez mais tímido : “Vê como tem acompanha. Como poderás dormir tranquila sem teres socorrido o miserável que pediu o teu auxílio?” E o espírito da superstição murmurava: “Isto é para que não te esqueças que deixaste de ser caridosa, um dia. Aqui anda uma aviso do ultramundo, sob a forma de um gato preto !” E o espírito científico replicava com uma insolência de dezoito anos: “Qual ultramundo ! Isto é apenas um gato sem casa, maltratado pelo vadios, e que vai atrás de ti por instinto, procurando alimento e sossego” . E o tal espírito prático se arreliava :”Onde estão os hospitais, para os bichanos que ninguém quer? Que há de fazer uma pessoa num caso destes? As pulgas estão ali, evidentes; a gasolina positivamente não está em lugar nenhum . Ninguém pode andar sempre com um sanduíche no bolso e uma garrafa de leite embaixo do braço .... E ainda esta carga de preconceitos morais ! ...” O espírito do amor segredava entristecido : “Não deixes teu coração endurecer com o que estás ouvindo ... Faze alguma coisa por este pobre animal que te segue arquejante. Lembra-te se algum dia fosse atrás de alguma coisa que fugisse, fugisse.... Reflete que algum dia poderás ir ...” E volvia o espírito científico: “Mas um gato, afinal de contas, não é gente. E o sofrimento do amor suavemente insistia ; “Tudo é um sofrimento só, de alto a baixo, na criação . Compadece-te desse que te acompanha, pequena coisa que o destino pôs no teu caminho, problema que o mundo inteiro está vendo como resolverá ...”
.
Então, ao meio dos espírito sentei-me. E o gato parou diante de mim, com a hirta cauda par ao lado, uma orelhinha murcha, e outra em pé. Seus olhos chorosos não tinham voz humana : puro choro. E sua boca pálida arreganhou-se num miado sem som: piro bocejo. Aquietou-se mirando-me. E agora um velhinho muito velho, e malhado em lã cinzenta, lacrimejando de velhice e de experiência. Observava-me , sem dizer mais nada, sem pedir nada. Sua sombra não media um palmo; minha sombra não mediu um metro. A sombra das árvores era imensa e balançava-se no chão, misturando estrelinhas de ouro. Trinavam pássaros, algo e longe. A montanha subia, subia . Quanto caminho andado! E aquele pobre bichinho descera-o todo atrás de mim, tão magrinho, tão infeliz, alternando as perninhas trôpegas , e chamando-me com sua voz desaparecida .
.
Por que não nascem entre as pedras arroios de leite par aos gatinhos abandonados? Ah! Irmão Francisco, os lírios andam vestidos de seda, e os passarinhos por toda a parte encontram grão que os sustente, mas os gatinhos, bem vês, não tem rato que se distraiam e o transeunte humano nem o poder socorrer nem explicar .
.
Passará talvez um leiteiro com algum carrinho. Vai batendo uma sineta melodiosa como um anúncio de festa. E eu lhe direi: vende-me meio litro de leite para esse bichinho abandonado... E o leiteiro será como um pastor antigo, que sobe para a sua serra onde tem ovelhas peludas e mansas, e me dará leite e queijinhos brancos e tenros, que todos comeremos à sombra das árvores, numa intimidade casta de écloga. O gatinho se lamberá todo com uma língua novinha, rósea que nem coral, e sorrirá agradecendo, e terá forças para trincar aquelas pulgas que passam como miçangas pelas suas costelas, e depois, limpo e refeito, brincará, para vermos, de pegar a sua sombra, de saltar ao tronco das árvores ou de morder a ponta da sua própria cauda.
.
E o leiteiro dirá: “Ide , senhora, que o levo comigo, para entreter os meninos da minha granja. “ E as árvores se inclinarão, cheias de pássaros e flores, e o gatinho irá pulando serra acima, enquanto o leiteiro, pra o divertir, cantará uma cantiga engraçada sobre a vida das ratazanas ...
.
Mas o leiteiro não aparecia. Pensei que ele acabasse por adormecer ali sentado, pois seus olhos ficavam cada vez mais pegajosos e seu focinho de ancião freqüuntador de arquivos tomava um ar cada vez mais resignado e desistido. E eu lhe dizia: “meu amigo, não sei qual é a venda mais longe: se a lá de cima, se a lá de baixo... Como vais resistir a caminhar mais do dobro do que até aqui andaste?"
.
E o espírito do amor implorava: “Toma-o no teu colo!” E lembrei-me da amiga que apanhou um gatinho assim à porta do cinema e levou-o para a casa de chá, escandalizando todas as senhoras enchapeladas que comiam sem fome, carregadas de balangandãs. E os espelhos em redor viram descer para o gatinho um doce das mil e uma noites, pura nata e massa folhada, onde a fome do desgraçado se perdia num delírio de suavidades brancas, num êxtase de manteiga e baunilha .
.
Mas nenhum pássaro trouxe no bico o milagre necessário ao gatinho preto. De nenhuma árvore caiu esse milagre suspirado. Pedras, Sol, troncos, formigas. Nem água! – nem água brilhava em nenhuma rocha, nem se deixava ao menos ouvir no segredo das folhas ou das areias .
Então, o gatinho veio tocar-me os pés com humildade. Isto é o que mais me custa lembrar: a meiguice com que inclinava a cabecinha doente nos meus sapatos, como a perguntar-lhes: “Por que pararam? Levem-me a algum lugar! Não vêem que estou tão precisado, tão mortinho de sede e fome?”
.
E levantei-me e recomecei a andar – triste pelo gatinho como pela infelicidade de um povo ou de um parente. E sem esperança de nada . E fui andando. E ele atrás de mim. E fazia cabriolas. E queria andar tão depressa, que até atrapalhava as quatro perninhas. E ia de olhos no chão, disciplinado, com um ar de funcionário submisso, mas de repente virara menino travesso, e dava pulinhos, logo perdia as forças e levantava a cabeça com boca suplicante e olhos dissolvidos.
.
Nessa altura é que nos aconteceu uma coisa extraordinária: vinha subindo a montanha uma pessoa. E o pobre bichinho, que devia estar zonzo de canseira, confundiu os pés que subiam com os que desciam, e passou a acompanhar o transeunte inesperado.
.
Veio-me então a saudade de perdê-lo. E a melancolia de lhe não ter dado nenhuma ajuda. Perguntei aos espíritos que me cercavam o que devia fazer. E um deles – não sei qual – me respondeu que talvez fosse melhor deixá-lo com o seu destino. (Devia ser o espírito prático, que é o mais covarde ...) E arrazoava: o passante podia levar consigo o sanduíche que me faltava... (Mas o espírito do amor, esse eu bem sei que ia chorando, dentro de mim, desconvencido e inconsolável.)
.
E agora tenho a lembrança da montanha, poderosa, bela, virente, e, em seu flanco, a imagem do gatinho triste, como coisa para toda a vida.
.
Primeiro, pensei que aquilo era apenas uma aventura curiosa, que esqueceria ao chegar à cidade .E aprecia estar esquecido. Mas esta noite sonhei com ele. Sonhei com o gatinho que já deve ter morrido, que morreu certamente àquela tarde mesma. E disse para a sua imagem: “Mas eu te amei antes de morreres ...” Depois, achei a frase idiota. Nem ao menos original. Parecia a última fala de Otelo.
.
.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Monumento em homenagem aos animais abandonados



A protetora dos animais de  O Morrazo, Moaño, em Pontevedra, Espanha, inaugurou em março deste ano, o primeiro monumento espanhol dedicados aos animais abandonados.
A peça é obra da artista Marín Carmen Grandae, que a esculpiu em pedra doada pelo vereador e deputado José Fervenza. Ambos colaboraram de forma voluntária à iniciativa da presidente da Sociedade Protetora de O Morrazo, Lela Soage.
A escultura representa um cachorro sem raça definida, com um gatinho entre suas patas. Atualmente, a obra está exposta na orla marítima da cidade.
O monumento tem como objetivo ser uma recordação contra o abandono e maus-tratos aos animais. “Que as pessoas o vejam e saibam que os animaizinhos sofrem”, diz Soage, que começou a desenvolver a ideia de um monumento aos animais de rua há anos, enquanto cuidava de cerca de 200 cães no refúgio de Moaña.
“Cansada de estar ali dentro e testemunhar o sofrimento e sua tristeza, pensei que devia fazer alguma coisa para sensibilizar as pessoas que não tem essa consciência, as pessoas sem coração que abandonam os pobres animais”.

Leia mais aqui
 Leia mais aqui


sexta-feira, 25 de maio de 2012

EXTERMINIO DE JUMENTOS EM JUAZEIRO/ CE



por Geusa Leitão

É comum turistas e visitantes presenciarem maus tratos a animais em cidades interiornas do Ceará e até mesmo na Capital. Ao voltarem para suas cidades de origem, procuram protetores de animais sobre a possibilidade de protetores de animais do Ceará adotarem providências para coibir a crueldade e sou procurada para fazê-lo. Ocorre que a Uipa do Ceará, só posssui uma peessoa: EU, Geuza Leitão. Não tenho uma única pessoa, um voluntário que me ajude. O que existe aqui são grupos que dão assitência a cães e gatos, mas precisando de justiça sou eu a resolver. Já consegui inúmeras e relevantes vitórias em prol dos animais, mormente do jumento, fato que é do conhecimento de protetores de animais de todo o País e até de alguns do exterior.

Ocorre que eu tenho que ir atrás dos órgãos públicos para fazê-los cumprir o seu papel. Nenhum advogado aqui conhece as leis de proteção aos animais, posto que não se interessam. Em novembro 2012, completará 23 anos que luto na defesa dos animais, numa luta solitária, desgastante, Tenho 68 anos e idade, sete filhos, 12 netos 2 bisnetos e uma mãe de 92 anos de idade.Em agosto de 2013 me aposentarei, pois sou funcionária pública, divorciada, tenho que manter minha casa. Não recebo um centavo nem do Estado, Prefeitura e população, ou seja de ninguém.

Quanto aos jumentos há 7 anos tenho um livro SUA EXCELÊNCIA, O JUMENTO que não consigo editar, pois não encontro pa trocinador nem tenho recursoss para publicá-lo. Contudo, nem mesmo o Padre Vieira já ajudou tanto esse animal quanto eu.
Em 2003 no municípo de Quixeramobim, nos currais do DERT (órgão responsável pela captura e destinação dos animais enterraram num período de mais de um ano VIVOS mais de dez mil jumentos. Quando soube alardeei na imprensa, briguei com governador etc. e foram suspensas essas crueldadea sem tamanho. Como "solução" o governador,à época Lúcio Alcântara, fez um abatedouro de jumentos para exportar carne para Bélgica, Japão e Holanda, além da consumida aqui e com indústrias com ossos (artesanato e couro (sapatos, bolsas, cintos etc). 
Lutei desesperadamente com o apoio da OAB (meu sobrinho era presidente da instituição) e Ministério Público (nenhum voluntário me ajudou) e terminei fechando essa obra grandiosíssima que muitos esperavam ganhar muito dinheiro com o abate do jumento (e ainda chegarm a ganhar). 
A luta continuou, jumentos nas estradas provocando acidentes, consegui que o próximo governador designassse uma fazenda muito grande em Santa Quitéria para os animais apreendidos (agora pelo Detran/CE) para abrigar os jumentos. Num clima quente como o nosso, muitos morrem de fome e muitos corrruptps estão a ganhar dinheiro com o abate de jumentos para consumo da carne. 
No momnento dez mil jumentos se encontram nesta fazenda que tem dois açudes, mas a alimentação é precária. Fui lá com o MP e vimos muitas carcaças de jumentos, muitos doentes. Um cineasta está fazendo um documentário (um curta) para ir para o festival de cinema ostrando a realidade da situação dos jumentos no Ceará.
Dei muitas entrevistas e indiquei a fazenda de jumentos para eles fazerem o documnetário, em breve estará pronto. Resumindo, não posso ajudar animais de um por um, minha luta é política, faço audiencias públicas na Asssembléia e Câmara dos Vereadores. Corro sozinha atraás dos órgãos públicos para que cumpram seu papel. Sequer possso dirigir e, mesmo que pudesse, não posso dar conta de sozinha cuidar de animais de toda espécie, nem mesmo dentro de Fortaleza, quanto mais em outras cidades.

No tocante a Juazeiro, onde um jumento estava sendo maltatado, nada posso fazer, é uma cidade longe de Fortaleza, não conheço ninguém lá, as autoridades não cumprem seu papel, as pesssoas são insensíveis e como esse jumento eixstem milhares na mesma situaçõa. 
No CCZ daqui é proibido entrar animal de grande porte, só pode cães e gatos, quando um animal de grande porte está sofrendo muito, atropelado até por trem , agonizando, providencio um veterinário para eutanasiá-lo. S eu não fizer isso, ele morre à míngua no sol quente sem nenhuma pessoaa que o acuda. 
Espero ter esclarecido minhas limitações e minhas desculpas.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Animais abandonados do bairro Pinheirinho - AJUDEM!!!



Bom dia Amigos,

Estamos em São José dos Campos no bairro Pinheirinho e a coisa aqui está triste, muito triste mesmo. Chegamos aqui no dia de ontem 31/01 e fomos recebidos à bala. Graças ao Deputado Feliciano Filho que conseguiu uma escolta da policia Ambiental para ajudar o nosso trabalho. Os animais na grande maioria estão bem fisicamente, mas psicologicamente muito abalados, com muita fome e medo. Todas as casas foram demolidas, as pessoas expulsas e os animais violentamente punidos por esses desgraçados seres humanos. Cavalos, burros, porcos, cabritos e galinhas viraram comida ou foram roubados do local para serem escravos dos carroceiros. Os cães e os gatos no dia da desocupação devido ao grande corre corre, bombas de efeito moral jogadas pela policia os animais muito assustados fugiram para os bairros vizinhos e hoje estão perambulando pela cidade. Cena muito triste essa. Mas o que está me chocando mesmo e tirando o sono são os animais que continuam no terreno. São centenas deles, cada um em volta dos escombros de sua antiga casa a espera do retorno de seu dono que nunca mais vai voltar. Eles guardam o local com muita esperança que seus donos retornem, embaixo de um sol muito forte sem água ou qualquer tipo de alimentação. Alguns cães já não querem nem comer por depressão, saudades e falta de seus donos. Cadelas prenhas ou paridas com seu filhotinhos e os gatos comendo a ração dos cães de tanta fome (SOS precisamos de ração para gatos, pois só temos de cães). Animais famintos, magros e muito carentes são o que se vê por aqui.
Infelizmente não temos como resolver esse problema sozinho, mas podemos fazer a diferença e salvar muitos desses animais.
Como comentei, ontem esteve presente aqui o Deputado Feliciano que adotou 2 cães do Pinheirinho, nossos voluntários presentes no local adotaram mais três cães. O Cão Sem Dono vai ficar com 5 gatinhos, uma colaboradora nossa de São Paulo (Ivana) pediu que leve para ela 5 gatinhos que irá adotar. Uma ong de Bragança Paulista que eu não me recordo o nome agora, retirou mais 20 animais do local (eles escolheram os mais debilitados). Parabéns. Uma super colaboradora do Cão Sem Dono, Sra. Eloisa também ficou com 10 animais que nesse exato momento estão sendo resgatados do local para serem entregues em sua fazenda.
Ainda tem centenas de animais no local. Se cada ONG puder ficar com pelo menos um bichinho já vai fazer muita diferença. O Cão Sem Dono se compromete a levar os animais até as Ongs ou até a pessoa interessada em ficar com um desses bichinhos, não importa onde seja o local ou distância.
As doações para esses animais são fundamentais para a sobrevivência deles, mas nada será válido se a gente não conseguir tirar esses animais daqui. Os donos do terreno que eu nem sei quem são não estão nem ai para os bichos, o poder público também não, os donos desses animais não possuem nenhuma condição de ficar com eles. Se nós não fizermos nada os animais estarão com os dias contados.
Precisamos de adotantes, lares temporários e ONGs que possam acolher pelo menos um bichinho.
Além dos adotantes estamos precisando de:
RAÇÃO PARA GATOS, pois são muitos os gatinhos por aqui e não temos nem um quilinho de ração para os gatos. Ontem eles comeram a ração dos cães e latinhas de carne da pedigree que era o que tínhamos para oferecer.
DOAÇÕES EM DINHEIRO: para combustível, pedágio, transporte dos animais até seus novos lares, material de auxilio (coleiras, guias, cordas, caixas de transporte, alguns medicamentos que faltaram ETC...), alimentação e abrigo de nossa equipe e Voluntários.
O Cão Sem Dono vai ficar aqui em São José dos Campos até sexta feira, sua ajuda é muito importante para esses animais. Ajude também a divulgar este caso. Outras pessoas podem ajudar ao saber o que está acontecendo com esses animais. Divulguem muito.
Para ajudar: Bradesco: agência 86 conta corrente: 5620-0 ou Itau: agencia: 7847 conta corrente: 01301-3 Favorecido: Cão Sem Dono - CNPJ: 10157938/0001-73
Fotos em anexo, veja link da matéria que saiu hoje no jornal Estadão.

Despeço-me aqui muito cansado, triste e impotente com tamanha desgraça, esses animais não merecem o que estão fazendo com eles.
Desculpem-me o desabafo.
Rafael R Miranda

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Saiba aonde abandonar seu cão


Uma hora acontece: você não pode mais ficar com o seu cachorro. Cresceu demais, latiu demais, latiu de menos, faz sujeira. Você ficou grávida, você vai mudar para um apartamento, vai mudar de cidade ou de país. Ou enjoou dele e quer um filhote novo. Chega o momento e você se pergunta: onde posso abandonar o meu cão?

Existe um ótimo local para isso. É grande, com um lindo gramado, lago, e os animais ficam todos soltos e felizes. Tem veterinário disponível 24h, humanos brincando com eles, os cães nunca vão se sentir sozinhos. Você pode ficar tranquilo que o seu ex-melhor amigo será muito bem cuidado. Ele nem vai sentir sua falta. Terá uma vida longa e feliz, e você poderá seguir a sua vida, sem peso na consciência, e sem preocupação.

Legal, né? Um lugar com espaço infinito, dinheiro inacabável, humanos disponíveis e cães felizes.

Quer saber onde é? Eu digo ….

NA SUA IMAGINAÇÃO !!!

Não existe lugar para abandonar o seu cão. Não existe um lugar onde ele estará seguro se não for ao seu lado. Mesmo que seu vizinho que ama animais diga que vai ficar com ele, se ele for como você, vai passá-lo para outra pessoa na primeira dificuldade, e onde isso vai acabar?

Na rua !

Visite um abrigo ou um CCZ e veja as condições em que chegam os animais que foram resgatados… e se você está pensando em deixar seu cão em um abrigo, lembre-se que além de abandonar covardemente seu melhor amigo, você estará tirando as chances de um animal de RUA ser resgatado.

Se você não se importou o suficiente com seu cão para ficar com ele mesmo nas dificuldades, como espera que alguém vá se importar?

NÃO ABANDONE JAMAIS O SEU ANIMAL !

PS – ’ precisei’ escrever isso depois que eu vi que só hoje, várias pessoas encontraram este blog através do sistema de busca, digitando:

“onde posso por o meu cão”

“não posso mais cuidar animal”

“não posso mais ter cachorro”

“onde posso abandonar o meu cão”

Fonte: Cachorrando



Abandonar animais é crime! Lei Federal 9.605, art.32

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Gata sobrevive após ser eutanasiada em abrigo nos EUA


Fonte: ANDA

Uma gatinha chamada Andrea foi capturada na rua e levada para um abrigo de animais no Estado de Utah (Estados Unidos). Como ninguém foi ao abrigo reclamar sua ausência, ela foi eutanasiada. Ou pelo menos acharam que ela havia sido. As informações são do canal WPTV.com.
Depois de colocá-la na câmara de gás, um funcionário, ao abrir a porta, percebeu que a gata ainda estava viva. O rapaz decidiu tentar mais uma vez, fechou a porta e ligou o gás novamente. Na segunda vez, ele achou que a gatinha já estava morta. Colocou então o animal em uma sacola e depois no refrigerador.
Cerca de 45 minutos depois, dois empregados abriram o congelador para colocar outro animal que haviam acabado de eutanasiar, e ouviram um “miau”. Os funcionários se olharam e ouviram novamente o “miau”, dessa vez ainda mais forte. Eles rasgaram e encontraram Andrea viva, aterrorizada, olhando para eles com os olhos arregalados.
O diretor do abrigo resolveu levar Andrea para a “Community Animal Welfare Society” (Sociedade de Bem-Estar Animal da Comunidade). A gatinha agora está bem e a organização agora espera que ela se torne a “porta-voz” dos gatos contra as câmaras de gás.
Trata-se de um absurdo eutanasiar um animal saudável, mas infelizmente essa prática cruel e retrógrada ainda é permitida em muitos lugares. Grupos de proteção animal condenam, além da prática em si, esses métodos cruéis de “eutanásia”. Mas, apesar disso, o abrigo continua defendendo esse método.
A gatinha Andrea aparenta estar saudável, mesmo depois dos efeitos da tentativa de eutanásia. Agora ela aguarda um adotante.