Sou vegetariana por amor aos animais

Sou vegetariana por amor aos animais
COLHER OU MATAR, a escolha é sua

"Se os matadouros tivessem paredes de vidro
todos seriam vegetarianos."

(Paul e Linda Mc Cartney)



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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Experiência com animais: posição contrária

Carta Forense


Experiência com animais: posição contrária

03/02/2014 por Laerte Fernando Levai
O resgate de quase duzentos cães beagles no Instituto Royal de São Roque/SP, realizado por ativistas, surge como divisor de águas de um tema ainda considerado tabu no direito brasileiro: a experimentação animal. A partir dessa ação direta, cujo propósito foi o de salvar animais que vinham sendo submetidos à crueldade, a opinião pública começou a tomar conhecimento do que acontece por trás das paredes dos laboratórios e na maioria dos centros de pesquisa médica. Não é exagero lembrar que no Brasil milhares de animais-cobaias (cães, ratos, coelhos, gatos, porcos, macacos, rãs, cavalos, pombos, etc.) são diariamente submetidos a procedimentos atrozes que envolvem incisões, queimaduras, decapitação, envenenamento, radiação, choques elétricos, sangrias, mutilações, traumatismos ou ferimentos diversos, a fim de que os resultados neles obtidos possam porventura servir ao ser humano. Neste contexto a vivissecção, tida como prática cirúrgica em animal vivo, transformou-se em método científico oficial. Nada mais cruel e injusto, porque a tortura institucionalizada – independentemente da configuração biológica das vítimas – fere de morte o direito, despreza valores éticos e subverte a noção de justiça.

 Homens e animais, apesar das semelhanças morfológicas, têm uma realidade orgânica bem diversa e, por isso mesmo, reagem de modo diferente às substâncias inoculadas. O maior equívoco da ciência é acreditar que não existe outra forma de obter conhecimento biomédico senão por meio da experimentação animal. Que o diga a tragédia da talidomida nos anos 60, quando dez mil crianças nasceram com deformações congênitas nos membros, depois que suas mães ingeriram – durante a gravidez - tranquilizantes previamente testados em roedores.  Que o digam os doentes renais que destruíram sua função hepática tomando analgésicos tidos como seguros a partir de experimentos com animais. Também as pesquisas contra o câncer: apesar dos vultosos investimentos governamentais esta moléstia insidiosa continua matando gente como nunca.  Os cientistas não se preocupam com a prevenção de doenças, apenas em suas consequências. Eles esquecem, porém, que o aumento da expectativa de vida humana decorre da melhoria das condições de saneamento básico e da alimentação mais saudável, não de drogas preparadas à custa do sofrimento animal. As indústrias cosmética e farmacêutica, impulsionadas pelo mesmo sistema social que cria falsas necessidades ao homem, agravam sobremaneira o drama dos animais subjugados. Conforme já divulgado pela mídia especializada e pela Agência de Notícias de Direitos Animais (www.anda.jor.br), todo ano centenas de produtos testados em animais são retirados das prateleiras por absoluta ineficácia ao que se propõem.

Em termos jurídicos a proteção constitucional à fauna garantida pelo artigo 225 par. 1º, VII, da CF (vedação à crueldade) fez com que a natureza jurídica dos animais passasse da antiga concepção civilista de coisas para a de seres sensíveis sujeitos de direitos. Com o advento da Lei 9.605/98, cujo artigo 32 caput tipifica como crime abusos, maus-tratos, ferimentos ou mutilações em animais, o tormentoso tema da experimentação veio à tona, tanto que o legislador ambiental preconizou, àquele que realiza “experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos e científicos”, a adoção de “recursos alternativos” (par. 1º) . Resta saber quais são esses métodos capazes de livrar os animais de seus tormentos. Dentre as numerosas possibilidades existentes podem ser mencionados os sistemas biológicos in vitro como as culturas de células, as simulações computadorizadas, a cromatografia e espectometria de massa, a farmacologia e a mecânica quântica, os estudos epidemiológicos e clínicos, necrópsias e biópsias, os modelos matemáticos, os manequins artificiais, etc. Isso sem falar que o melhor local para o médico residente aprender seu ofício é no plantão de um pronto-socorro, sob orientação direta do profissional chefe da equipe. Da mesma forma um veterinário, ele pode exercitar seus conhecimentos teóricos em situações reais em que os animais verdadeiramente necessitem de intervenções clínicas (esterilização, suturas ou atendimento de lesões). Quanto ao biólogo, sua postura deve se pautar sempre em favor da vida, jamais contra ela. E assim por diante, o sonho de abolir toda e qualquer forma de experimentação animal não permite o comodismo nem o preconceito. A ciência poderia prosperar muito se abandonasse o modelo cartesiano invasivo de corpos que se adota desde o século XVII.

Ocorre que, na contramão da história, a Lei federal 11.794/08 (chamada Lei Arouca) regulamentou a experimentação animal no Brasil.  Enquanto vários países estão abolindo o uso de animais nas atividades didático-científicas e a União Européia avança cada vez mais neste sentido, aqui se editou uma lei que legitima essa exploração.  Tal diploma jurídico, cuja inconstitucionalidade é notória, reafirma a experimentação animal como método oficial de pesquisa, desprezando a essência do mandamento constitucional protetor. O mais paradoxal é que, desde seu preâmbulo, a Lei Arouca apresenta-se como salvaguarda aos interesses dos animais, quando na realidade faz exatamente o contrário. Apesar do propalado intuito humanitário atribuído ao CONCEA (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal) e às CEUA (Comissões de Ética no Uso de Animais), o legislador recomenda “eutanásia” nas hipóteses em que os animais forem submetidos a um “mínimo de sofrimento físico ou mental” (artigo 3º, IV), a “intenso sofrimento” (artigo 14 par. 1º) ou a “elevado grau de agressão” (artigo 15), o que revela claramente os propósitos dessa lei. Nas mãos do pesquisador, com respaldo num diploma jurídico perverso, os animais tornam-se meros objetos, matéria orgânica, a máquina-viva que se usa e depois é descartada. Como se eles fossem criaturas eticamente neutras. Por isso é que a Lei Arouca deveria ser revogada.

Não pode existir exercício regular de um direito à tortura, nem garantia constitucional à pesquisa científica sem limites éticos, tampouco autonomia absoluta da universidade que utiliza animais no ensino. A norma magna que protege a fauna, devidamente encampada pela lei ambiental, surgiu para resguardar a integridade física dos animais: sua melhor interpretação demonstra que o “princípio da senciência” deve prevalecer sobre qualquer outro, porque ele diz respeito a um valor concreto que se opõe à inflição de dor a seres sensíveis. Mas enquanto os métodos substitutivos não forem efetivamente aplicados, como deveriam ser, resta à população boicotar os produtos testados em animais e também exigir, no ensino, a garantia de objeção de consciência aos alunos que não queiram violar suas convicções pessoais e ideológicas. Grandes vultos da história já ergueram voz contra o massacre de animais submetidos à experimentação, como Voltaire, Vitor Hugo, Richard Wagner, Mahatma Ghandi, George Bernard Shaw, Leon Tolstoi, Hans Ruesch, Milly Shär-Manzoli, Pietro Croce, dentre outros tantos. Na atualidade os filósofos Peter Singer, Tom Regan, Gary Francione, João Epifânio Regis Lima e Sônia Felipe têm inspirado os ativistas dos direitos animais para que continuem firmes nessa luta. Afinal, a postura abolicionista é a única que se ajusta ao legítimo direito dos animais e ao mandamento constitucional que veda a crueldade. 
 Utopia ou não, o fim dos experimentos com animais poderia ocorrer com a edição de um texto legal simples e objetivo, ao estilo da Lei Áurea: “Art. 1º) Fica abolida a experimentação animal no Brasil. Art. 2º) Revogam-se as disposições em contrário”.



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Testes em animais


Sou totalmente contra esses testes que não servem para nada, só atestam que os humanos são cruéis e sanguinários.
A vivissecção é uma crueldade que deveria ser abolida o quanto antes. A maioria das experiências é perfeitamente dispensável. Para outras, existem alternativas que em nada alteram os resultados. Não se pode, em nome da ciência, ou de qualquer outra finalidade, supliciar animais em centenas de sessões de tortura. E além disso, a vivissecção é falha porque se baseia em medicina veterinária e os animais são diferentes dos humanos na imunologia, anatomia, genética e também nas reações. É fato comprovado que algumas drogas são cancerígenas em humanos mas não em animais. Ações éticas e moralmente aceitáveis devem ser cada vez mais cobradas pela sociedade. Não se pode evoluir às custas de sofrimento e dor de outra criatura. Isso é involuir.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Basta de tanta hipocrisia!


É um absurdo culpar o açougueiro que pendurou a cabeça ali, porque ele não fez isso sozinho, antes teve ajuda daqueles que ainda vão devorar a carne deste animal.
E o que o açougueiro fez não é nada demais, fez um ótimo serviço ao mostrar para as pessoas o que elas comem de verdade.
Já chega de tanta auto ilusão também, vocês que comem carne deveriam tomar vergonha, querem comer mas não querem nem saber de onde vem sua comida.
Fonte: CamiVegs

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Frases de vegetarianos famosos


"Que horror é meter entranhas em entranhas, engordar um corpo com outro corpo, viver da morte de seres vivos."



Pythagoras 

sábado, 26 de setembro de 2015

AS MARIAS DO RODOANEL



AS MARIAS
SERIA A ÚLTIMA VIAGEM
O EPÍLOGO DA GRANDE DOR
DA CARRETA DA AGONIA
PARA A SALA DO HORROR
A CARGA VIVA, ABARROTADA
OLHOS DE SÚPLICA E DE MEDO
POIS NESSE FILME, O EGOÍSMO
ESCREVE EM SANGUE O ENREDO
VIDAS VIVIDAS SEM AFETO
COISIFICADAS SEM PUDOR
PRA HUMANIDADE ENTORPECIDA
SE ALIMENTAR DE DESAMOR
MAS, NO ”SEM PARAR”, PAROU
SEM QUERER TOMBAR, TOMBOU
GRITOS, DESESPERO, MORTE
ALERTA, AUXÍLIO, SORTE
E OS GRITOS ECOARAM
O DESESPERO COMOVEU
E A CARGA CONDENADA À MORTE
DA ESTRADA FRIA RENASCEU
GUERREIROS FEITOS DE AMOR
SURGIRAM PRONTOS PARA A AÇÃO
AS MÃOS DE LUZ ESTAVAM ÁVIDAS
POR SE ARMAR DE COMPAIXÃO
VIMOS, ENFIM, A GUERRA SANTA
DUM LADO, A TRISTE TRADIÇÃO
DO OUTRO, A CHAMA DO FUTURO
QUE PRENUNCIA A EVOLUÇÃO
E O GRITO ECOOU
NA ALMA “SURDA”, QUE CHOROU
E O OLHAR CEGO DE VERDADE
VIU O QUE É REALIDADE
HÁ UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL
E POR QUEM NÃO SOBREVIVEU
NA MORTE EM CENA TÃO MARCANTE
O EGO FRIO SE COMOVEU
É A NATUREZA REAGINDO
SIM, HOUVE PERDAS, HOUVE DANOS
MAS O MILAGRE DA TRAGEDIA
REVELOU HOMENS HUMANOS
SUAVE SOPRO DE ESPERANÇA
E O DITO TÃO CONVENCIONAL
“ESCREVE DEUS POR LINHAS TORTAS”
NUNCA MOSTROU-SE TÃO REAL
NO BARRO, AGORA, CHAFURDA A ALEGRIA
DO OLHAR QUE, ENFIM, CONTEMPLA O DIA
E O SOL AQUECE LÁ DO CÉU
NOSSAS MARIAS DO RODOANEL

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Urso polar desnutrido - foto chocante

Alemão choca milhares ao exibir foto de urso polar desnutrido


(Foto: Reprodução / Kerstin Langenberger)
Um fotógrafo chocou internautas do mundo inteiro com um clique capaz de conscientizar milhões de pessoas. Durante uma visita às Ilhas Svalbard, localizadas entre a Noruega e o Pólo Norte, Kerstin Langenberger flagrou um urso polar extremamente magro andando em uma pequena calota de gelo. 

Desde sua publicação no Facebook em 20 de agosto, a imagem já teve mais 27 mil compartilhamentos. Segundo o fotógrafo alemão, a condição do animal se deve às mudanças no clima, que trazem dificuldades para a sobrevivência da espécie. 

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“Sim, eu vi ursos em boa forma, mas eu também vi outros mortos ou passando fome. Ursos andando na costa à procura de comida, tentando caçar alces, comer ovos de aves, musgos e algas. Muitas vezes, eu vi ursas muito magras e essas são exclusivamente fêmeas, como essa (da foto). Um mero esqueleto, ferida numa pata dianteira, possivelmente por uma tentativa desesperada de caçar uma morsa”, disse Kerstin na postagem. 

Langenberger ainda fez um apelo para que a humanidade consiga salvar animais como o urso polar, reduzindo o impacto de suas ações no meio ambiente. “A mudança climática está acontecendo grandiosamente aqui no Ártico. E é nossa escolha tentar mudar isso. Então, vamos fazer algo contra a maior ameaça do nosso tempo”, completou.  

Fonte: Yahoo Notícias

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A mensagem dos porcos do Rodoanel


Ivana Maria França de Negri

            Eram apenas porcos indo para o matadouro. Cena que acontece todos os dias, centenas de caminhões madrugada adentro levando os pequenos cristos para serem imolados em frigoríficos para que sua carne vá ainda fresca e gotejando sangue para os açougues.
            Ninguém nunca quis saber de sua vida, de seu sofrimento, de sua angústia, afinal, humanos são consumidores de bacon, linguiça, salame, salsicha e outros produtos oriundos desses pobres infelizes. No imaginário popular porcos são animais sujos, grotescos, uma simples carga num caminhão.
Nesta semana, aconteceu algo inusitado, que surpreendeu a todos. Num acidente no rodoanel de Barueri, um caminhão tombou lotado de porcos. Tentaram desvirar a carreta com os animais dentro e o resultado foi terrível, muitos se machucaram gravemente e morreram, e outros sobreviveram feridos, repletos de fraturas.
Ativistas da causa animal se uniram pelas redes sociais e logo um mutirão estava lá, oferecendo água para eles e tentando resgatá-los. O frigorífico já tinha remanejado  cerca de vinte e dois animais, mas os protetores não queriam que fossem para o matadouro depois de tanto sofrimento. Foram horas e horas de agonia. Conseguiram consentimento para levar os que restaram vivos e feridos para um santuário onde animais de todo porte, resgatados de casos de maus tratos, tem guarida, comida e carinho.
Foi uma conquista, um marco para os protetores de animais. Todos sabemos que outros milhares irão em outros caminhões rumo ao cruel destino. Mas a grande vitória foi conseguir abertura para um assunto considerado tabu, fazer com que as atenções se voltassem para os animais criados para consumo humano. Não é de interesse da indústria, dos frigoríficos e revendedores, mostrar o holocausto que os animais vivem. O marketing mostra uma imagem completamente diferente, de animais felizes e soltos.
Animais vistos meramente como comida, tiveram seu sofrimento mostrado nas redes sociais e nos noticiários televisivos. Geralmente esse tipo de notícia tem como protagonistas cães, gatos ou cavalos que tenham sofrido maus tratos ou vivido dramas diversos. Nunca um animal criado para consumo teve sua vida de tortura mostrada abertamente na mídia.  E os porcos foram vistos, talvez pela primeira vez, como animais que merecem compaixão e respeito. Havia fêmeas prenhas, umas com mastite, outras com mamas inchadas o que demonstrava que estavam amamentando, todas obesas, estressadas, com sede, e muito medo, como acontece todos os dias e ninguém vê.
A ciência afirma que porcos tem inteligência superior à dos cães. A criação deles é uma das mais cruéis. As matrizes são contidas em baias minúsculas e não podem mover-se para engorda rápida. Quanto mais rápido engordam, mais cedo vão para o abate. São obrigadas a parir a vida toda e amamentam seus filhotes através das grades. Muitos dos filhotes, ainda bebês, vão para o matadouro. É uma indústria insana, em ritmo frenético, pois é preciso abastecer esse comércio que aumenta cada vez mais.
Muitos jornalistas televisivos fizeram comentários de muito mau gosto como o Bóris Casoy (aquele que zombou dos garis sem saber que estava no ar) que encerrou a matéria com esta pérola: “que desperdício de feijoada”. Esse infeliz perdeu mais uma oportunidade de ficar calado.
            Que este acontecimento trágico sirva para reflexão, que pensemos quanto sofrimento causamos aos animais, criaturas inocentes e vítimas da voracidade humana.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

The Last Pig

The Last Pig: documentário conta história de fazendeiro que trocou a matança pela lavoura

30 de agosto de 2015 às 6:00

(da Redação)
Foto: The Last Pig/ Divulgação
Foto: The Last Pig/ Divulgação
Às vezes, o engajamento com a causa animal pode surgir entre as pessoas de que menos se espera. Uma pessoa que tira seu sustento da morte de animais para consumo de carne, por exemplo, pode vir a tomar consciência e resolver tratar os animais dignamente. Essa certamente é uma razão para comemorar.
Há pouco tempo, amigos de animais festejaram a decisão de três fazendeiros (ex-)exploradores de caprinos, que decidiram abrir um santuário para animais e passaram a produzir queijo vegano.
A famosa cineasta Allison Argo, vencedora do prêmio Emmy, retratou uma história similar no documentário que acaba de lançar. O filme dirigido por Argo relata a hisória de Bob Comis, um fazendeiro que criava suínos no estado de Nova York, que faz de tudo para compatibilizar seu trabalho com seus princípios éticos.
No trailer do documentário, Comis fala dos 250 porcos que vivem na fazenda. “Adoro estar perto deles… Sinto que tenho a obrigação de dar a eles a melhor vida que eu conseguir. Depois de uma década olhando nos olhos de milhares de porcos, compreendi que esses olhos nunca estão vazios de sentimento. Se trata sempre de um sujeito diante de você.”
Assombrado pela culpa de ter assassinado tantos porcos no passado, Comis decidiu tomar a importante decisão de parar de criar animais para consumo, se dedicando exclusivamente ao cultivo de vegetais. “Não quero ter o poder de decidir quem vive e quem morre. Tive de largar meu emprego, meu sustento, para conseguir viver de acordo com a minha ética. É um esforço colossal e aterrorizante. Mas estou comprometido com isso.”
The Last Pig será lançado em meados de 2016. Uma campanha de arrecadação para arcar com os custos de distribuição do documentário terá início na internet a partir de setembro.
Confira o trailer: vídeo trailler

domingo, 30 de agosto de 2015

Porcos do Rodoanel - Um relato chocante

Relato chocante Fonte: Olhar Animal
Esse menino que aparece na foto e eu, nos conhecemos ontem em frente ao matadouro Raja em Carapicuíba, São Paulo.
Ele estava dentro do caminhão e havia percorrido um longo caminho em condições cruéis rumo ao fim de sua vida junto com os demais sentenciados. Eu havia junto com outros companheiros da ação, dado a volta no caminhão inteiro, dando água para todos que estavam ao nosso alcance.
Corríamos contra o tempo afim de atender todos os animais possíveis pois estavam muito debilitados, famintos, sedentos e apavorados. Em breves intervalos pedia para os demais ativistas manterem a calma e a comunicação não violenta, pois apesar de ser revoltante a situação, o nosso foco era libertar aqueles inocentes e o sucesso ainda era incerto. Revidar os civis provocativos não adiantaria, pois não estavam abertos a reflexão naquele momento e o maior culpado disso é o sistema e quem lucra com a exploração. Precisávamos mandar o máximo de energia positiva de amor para que eles conseguissem se acalmar diante de todo aquele sofrimento…
Foi quando em uma das penúltimas baias me deparei com ele que de longe me avistou. Eu não oferecia mais água naquele momento, apenas registrava toda a crueldade com minha câmera e de alguma forma, tentava me conectar com eles com toda a compaixão que estava desperta em meu ser… Ele estava abarrotado entre os seus outros companheiros, lá longe… Nós nos olhamos por um momento e ele se esforçou para se aproximar, passando por cima de alguns dos outros. Não acreditei que ele realmente estivesse fazendo isso de forma consciente, pensei que ele estivesse desesperado por água, então pedi água para o ativista que estava com as garrafas. E ele lutando para se aproximar em um espaço minúsculo onde estava enclausurado com mais 10 de sua espécie, chegou o mais próximo que conseguiu de mim. Quando eu ofereci a água ele recusou e continuou a me olhar profundamente… Eu me emocionei pedi perdão para ele por ele estar naquela condição e disse que tudo iria ficar bem ele continuou a me olhar e se comunicar… Foi ai que veio a noticia que o caminhão teria que entrar e descarregar para que os 22 prometidos fossem entregues, mas ali tinham cerca de 100 animais. Tomei consciência de que o pesadelo não havia acabado. Rapidamente o motorista ligou o motor e os portões foram abertos. Eu não consegui conter as lágrimas, havia chegado o fim. Acompanhei o caminhão falando com ele e com todos os outros pedindo perdão, me despedindo, agradecendo e dizendo para eles que eles eram muito especiais e que eu os amava…Até que os portões se fecharam.
De longe nós podíamos ouvir e avistar minutos depois, eles tomando choques para facilitar a descarga. Em seguida ficamos sabendo que como procedimento, foram encaminhados para banho e então serem mortos da forma mais desumana e iníqua possível.
E aquele, de focinho manchado, dono daquele olhar que durou minutos e me transformou em uma outra pessoa, neste momento não vive mais.
Provavelmente ele com seu olhar de criança, junto com todos os outros olhares de piedade que presenciei ontem, estejam nos próximos dias, embalados em um prateleira de supermercados como se fossem nada.
Ontem mais uma vez eu presenciei cenas de um holocausto, um holocausto que nós fingimos não ver e financiamos.
Como podemos aceitar tamanha crueldade com a vida de indefesos?
Como tratamos os corpos daqueles seres, apenas como presunto, pertences de feijoada e embutidos?
Da mesma forma que um dia os judeus eram considerados inferiores e dignos de morte.
A negação do Holocausto é tão insana quanto o próprio acontecimento diário dele.
Vai em paz menino e tenha certeza de que você foi muito amado e que jamais será esquecido. Enfim você esta livre!
PORCO mascaro2
PORCO mascaro3
PORCO mascaro4
PORCO mascaro5

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O que houve com o ser humano?

O ser humano se embruteceu... Já não há mais lugar para a ternura.
Gula e lucro estão em primeiro lugar

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Carreta tomba com mais de 100 porcos que iam para o abate

Uma judiação! 
Os animais estavam com sede, fome, estressados, e ainda tiveram que passar por mais esse suplício!
Tudo em nome de quê? 
Da gula humana em devorar corpos...

O  FATO:
Fonte: Veja
Carreta com porcos tomba no Rodoanel.

Ativistas se mobilizam e resgatam mais de 100 animais do abate Uma carreta que transportava porcos tombou na madrugada desta terça (25), no quilômetro 14 oeste do Rodoanel, em frente a uma praça de pedágio, no sentido interior de São Paulo. O motorista não ficou ferido.

Ativistas da causa animal, após saber da situação dos suínos (muitos morreram ou se machucaram
e ficaram presos nas ferragens), correram para o local e estavam lá até o começo da tarde. Seu objetivo era impedir que os porcos fossem encaminhados para o matadouro, em Carapicuíba, e também prestar socorro veterinário a eles. Tentaram, por exemplo, dar água por meio das grades aos bichos.

Com a ajuda de advogados, os protetores negociaram com o frigorífico, que liberou os mais de 100 porcos para seguir a um santuário em São Roque. Eram duas carretas. Apenas uma delas tombou, mas os ativistas conseguiram que a carga das duas fosse liberada. Caso isso não acontecesse, iriam até a porta da empresa para fazer uma manifestação.

Uma protetora gravou um vídeo mostrando o estado de um dos animais. Veja aqui. 


O acidente
De acordo com informações da Polícia Militar Rodoviária, o condutor estava para entrar em uma praça de pedágio e resolveu, de última hora, entrar em outra. Este teria sido o motivo do tombamento. A saída deste trecho, que dá acesso à Rodovia Castelo Branco, ficou bloqueada até por volta das 11h, de acordo com a concessionária que administra o trecho, CCR Rodoanel. De manhã, o acidente chegou a provocar dez quilômetros de congestionamento no local, do quilômetro 4 ao 14.

Por volta das 11h45, duas pistas estavam liberadas e três praças de pedágio funcionavam normalmente – duas manuais e uma automática. Não havia registro de lentidão na via, informou a concessionária.


O ABSURDO
SPTV acompanha trabalho para destombar carreta carregada com porcos no Rodoanel  
(acho que esta sacanagem foi que feriu muio mais os animais, pois, eles estavam lá dentro!!!)

SPTV - Rede Globo - 25/08/15


ACOMPANHAMENTO AO VIVO
Vista-se fez um Plantão ao Vivo noticiando todo resgate dos animais.


VÍDEO
Vídeo de ativista debatendo com homem que estava envolvido com o transporte dos animais.Por favor, digam a autoria para o devido crédito:



FOTOS Fotos recebidas pelo Facebook da ativista Adriana Khouri






















Leia mais aqui