Sou vegetariana por amor aos animais

Sou vegetariana por amor aos animais
COLHER OU MATAR, a escolha é sua

"Se os matadouros tivessem paredes de vidro
todos seriam vegetarianos."

(Paul e Linda Mc Cartney)



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domingo, 30 de agosto de 2015

Porcos do Rodoanel - Um relato chocante

Relato chocante Fonte: Olhar Animal
Esse menino que aparece na foto e eu, nos conhecemos ontem em frente ao matadouro Raja em Carapicuíba, São Paulo.
Ele estava dentro do caminhão e havia percorrido um longo caminho em condições cruéis rumo ao fim de sua vida junto com os demais sentenciados. Eu havia junto com outros companheiros da ação, dado a volta no caminhão inteiro, dando água para todos que estavam ao nosso alcance.
Corríamos contra o tempo afim de atender todos os animais possíveis pois estavam muito debilitados, famintos, sedentos e apavorados. Em breves intervalos pedia para os demais ativistas manterem a calma e a comunicação não violenta, pois apesar de ser revoltante a situação, o nosso foco era libertar aqueles inocentes e o sucesso ainda era incerto. Revidar os civis provocativos não adiantaria, pois não estavam abertos a reflexão naquele momento e o maior culpado disso é o sistema e quem lucra com a exploração. Precisávamos mandar o máximo de energia positiva de amor para que eles conseguissem se acalmar diante de todo aquele sofrimento…
Foi quando em uma das penúltimas baias me deparei com ele que de longe me avistou. Eu não oferecia mais água naquele momento, apenas registrava toda a crueldade com minha câmera e de alguma forma, tentava me conectar com eles com toda a compaixão que estava desperta em meu ser… Ele estava abarrotado entre os seus outros companheiros, lá longe… Nós nos olhamos por um momento e ele se esforçou para se aproximar, passando por cima de alguns dos outros. Não acreditei que ele realmente estivesse fazendo isso de forma consciente, pensei que ele estivesse desesperado por água, então pedi água para o ativista que estava com as garrafas. E ele lutando para se aproximar em um espaço minúsculo onde estava enclausurado com mais 10 de sua espécie, chegou o mais próximo que conseguiu de mim. Quando eu ofereci a água ele recusou e continuou a me olhar profundamente… Eu me emocionei pedi perdão para ele por ele estar naquela condição e disse que tudo iria ficar bem ele continuou a me olhar e se comunicar… Foi ai que veio a noticia que o caminhão teria que entrar e descarregar para que os 22 prometidos fossem entregues, mas ali tinham cerca de 100 animais. Tomei consciência de que o pesadelo não havia acabado. Rapidamente o motorista ligou o motor e os portões foram abertos. Eu não consegui conter as lágrimas, havia chegado o fim. Acompanhei o caminhão falando com ele e com todos os outros pedindo perdão, me despedindo, agradecendo e dizendo para eles que eles eram muito especiais e que eu os amava…Até que os portões se fecharam.
De longe nós podíamos ouvir e avistar minutos depois, eles tomando choques para facilitar a descarga. Em seguida ficamos sabendo que como procedimento, foram encaminhados para banho e então serem mortos da forma mais desumana e iníqua possível.
E aquele, de focinho manchado, dono daquele olhar que durou minutos e me transformou em uma outra pessoa, neste momento não vive mais.
Provavelmente ele com seu olhar de criança, junto com todos os outros olhares de piedade que presenciei ontem, estejam nos próximos dias, embalados em um prateleira de supermercados como se fossem nada.
Ontem mais uma vez eu presenciei cenas de um holocausto, um holocausto que nós fingimos não ver e financiamos.
Como podemos aceitar tamanha crueldade com a vida de indefesos?
Como tratamos os corpos daqueles seres, apenas como presunto, pertences de feijoada e embutidos?
Da mesma forma que um dia os judeus eram considerados inferiores e dignos de morte.
A negação do Holocausto é tão insana quanto o próprio acontecimento diário dele.
Vai em paz menino e tenha certeza de que você foi muito amado e que jamais será esquecido. Enfim você esta livre!
PORCO mascaro2
PORCO mascaro3
PORCO mascaro4
PORCO mascaro5

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O que houve com o ser humano?

O ser humano se embruteceu... Já não há mais lugar para a ternura.
Gula e lucro estão em primeiro lugar

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Carreta tomba com mais de 100 porcos que iam para o abate

Uma judiação! 
Os animais estavam com sede, fome, estressados, e ainda tiveram que passar por mais esse suplício!
Tudo em nome de quê? 
Da gula humana em devorar corpos...

O  FATO:
Fonte: Veja
Carreta com porcos tomba no Rodoanel.

Ativistas se mobilizam e resgatam mais de 100 animais do abate Uma carreta que transportava porcos tombou na madrugada desta terça (25), no quilômetro 14 oeste do Rodoanel, em frente a uma praça de pedágio, no sentido interior de São Paulo. O motorista não ficou ferido.

Ativistas da causa animal, após saber da situação dos suínos (muitos morreram ou se machucaram
e ficaram presos nas ferragens), correram para o local e estavam lá até o começo da tarde. Seu objetivo era impedir que os porcos fossem encaminhados para o matadouro, em Carapicuíba, e também prestar socorro veterinário a eles. Tentaram, por exemplo, dar água por meio das grades aos bichos.

Com a ajuda de advogados, os protetores negociaram com o frigorífico, que liberou os mais de 100 porcos para seguir a um santuário em São Roque. Eram duas carretas. Apenas uma delas tombou, mas os ativistas conseguiram que a carga das duas fosse liberada. Caso isso não acontecesse, iriam até a porta da empresa para fazer uma manifestação.

Uma protetora gravou um vídeo mostrando o estado de um dos animais. Veja aqui. 


O acidente
De acordo com informações da Polícia Militar Rodoviária, o condutor estava para entrar em uma praça de pedágio e resolveu, de última hora, entrar em outra. Este teria sido o motivo do tombamento. A saída deste trecho, que dá acesso à Rodovia Castelo Branco, ficou bloqueada até por volta das 11h, de acordo com a concessionária que administra o trecho, CCR Rodoanel. De manhã, o acidente chegou a provocar dez quilômetros de congestionamento no local, do quilômetro 4 ao 14.

Por volta das 11h45, duas pistas estavam liberadas e três praças de pedágio funcionavam normalmente – duas manuais e uma automática. Não havia registro de lentidão na via, informou a concessionária.


O ABSURDO
SPTV acompanha trabalho para destombar carreta carregada com porcos no Rodoanel  
(acho que esta sacanagem foi que feriu muio mais os animais, pois, eles estavam lá dentro!!!)

SPTV - Rede Globo - 25/08/15


ACOMPANHAMENTO AO VIVO
Vista-se fez um Plantão ao Vivo noticiando todo resgate dos animais.


VÍDEO
Vídeo de ativista debatendo com homem que estava envolvido com o transporte dos animais.Por favor, digam a autoria para o devido crédito:



FOTOS Fotos recebidas pelo Facebook da ativista Adriana Khouri






















Leia mais aqui

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

VEGETARIANISMO X CARNIVORISMO


Prefira ser um vegetariano que come espinhos...
À ser um carnívoro com um cemitério na barriga



Introdução

O debate sobre o vegetarianismo já vem há muito tempo esquentando as conversas numa mesa de ceia de Natal. De um lado aqueles que já têm o hábito da refeição carnívora. Do outro, aqueles que estão "tentando" mudar seus hábitos alimentares para uma refeição mais balanceada e sadia que, depois de ouvirem inúmeros motivos para não serem vegetarianos, acabam, por fim,
desistindo da idéia.
No entanto, o que a maior parte das pessoas não percebem é que a carne é só mais um ingrediente no prato, que pode ser substituída com criatividade e bom gosto, não deixando de ser uma refeição menos saborosa. O homem ocidental passa o dia todo se alimentando de restos animais: no café da manhã, pão com presunto; no almoço, bife com cebolas; à tarde, uma coxinha de galinha ou um pastel de carne moída; no jantar, sopa com carne ou canja de galinha.
Até economicamente se falando o vegetarianismo é mais vantajoso pois, uma refeição vegetariana é mais barata do que a carnívora em dois aspectos:
•Primeiro, os vegetais, na feira ou no supermercado, são mais baratos do
que um ou dois quilos de carne.
•Segundo, no final do mês a despesa na farmácia vai ser bem menor !
De acordo com alguns estudos, o vegetarianismo ajudar à combater os sintomas desagradáveis da menopausa e da impotência sexual. Segundo alguns cientistas americanos, os carboidratos que são ingeridos numa refeição vegetariana diminuem a incidência de câncer no organismo, principalmente no intestino e estômago.

A crueldade com os animais

Fora isso, existe o fato da crueldade com os animais: desde a produção em laboratórios, onde a seleção genética ainda "testa" as pobres cobaias até o abate. A famosa carne de vitela é produzida de bezerros recém-nascidos que são confinados em cubículos escuros para que sua carne fique mais macia e mole (ou seja, mais "doente").
O abate? Se tem estômago para ler estas linhas então, prossiga: uma forte pancada na cabeça, geralmente com uma "marreta" leva o animal ao solo para lá ser retalhado. Porém, pelo peso que este animal tem (algumas centenas de quilos, no caso do boi) uma pancada nesta região não é o suficiente para matá-lo na hora. Em outras palavras: ele começa a ser cortado ainda em vida !!!
Para se obter o "delicioso" presunto, é necessário que o porco fique confinado à um local de pequenas dimensões sendo alimentado com um monte de comidas sujas, algumas até em estado de putrefação, deixando-o "obeso" por não poder se locomover, ao ponto de "arrastar-se", no intuito de obter-se muita gordura.
O patê-de-fígado-de-ganso segue o mesmo sistema: é uma hipertrofia do fígado do animal que fica tão inchado que obriga a pobre criatura a arrastar-se para se locomover.
Se duvida do que dizemos, vá a um matadouro para conferir a veracidade de nossas palavras. Depois de limpa e selecionada a carne vai para o "estoque" onde fica semanas ou, até mesmo, meses. Fica a pergunta: será que ela será tão "fresca" e saudável quando, ao final, estiver em seu prato?

Aspectos da higiene e da saúde

Os animais, assim como o homem, também têm "medo" da morte. Se bem que este sentimento ainda é bem rudimentar nos animais ficando mais sujeitos ao instinto de conservação. Mas, mesmo assim, sabemos que, pela doutrina da evolução e reencarnação, os animais estão em processo evolutivo, assim como os seres humanos e, os sentimentos estão em fase de "despertamento" nestes seres para, depois que reencarnarem em corpos humanos, estes já possuam um resquício sentimental mínimo necessário para as primeiras existências na forma humana. Sendo assim, o medo ou, instinto de conservação no animal, já se faz presente, possibilitando-o à "pressentir" o perigo da morte, quando esta se aproxima.
Então, uma "cascata" de adrenalina é derramada na corrente sanguínea do animal para que, com mais energia, este possa fugir e sobreviver da investida do predador. No entanto, como ele vai fugir? Está preso em um corredor muito, muito estreito, para ser abatido onde, não pode ir nem para frente, nem para trás. Morrendo logo depois de ter passado horas de agonia da expectativa da morte, a adrenalina, que não pôde ser "queimada" na corrida contra o predador (que neste caso é o homem), é jogada em sua circulação sangüínea e enviada para toda a carne do animal, carne esta que será consumida pelas pessoas.
Todo animal assim que morre começa o seu estado de putrefação ou decomposição e, milhões de bactérias se desenvolvem rapidamente para consumir este animal.
As bactérias liberam toxinas que não saem com o cozimento e temperos.
Resultado: uma alimentação com proteínas, sim, porém repleta de toxinas e
germes responsáveis pela putrefação cadavérica.

Aspectos espirituais

Não faz muito sentido devastar florestas para cultivar pastos onde serão criados animais que, por sua vez, serão destruídos para servirem de "alimento" para o homem. Segundo Ramatis, em seu fantástico livro "Fisiologia da Alma" onde trata de assuntos como fumo, alcoolismo e alimentação carnívora e seus males para o corpo físico e perispiritual, ele nos diz que a carne, após ser ingerida, passa por processos químicos no estômago mas, também, na tessitura delicada do perispírito
(um dos nossos corpos espirituais).
O animal tem um perispírito ainda muito primitivo. Como nos humanos, esse corpo espiritual é capaz de veicular esses "sentimentos" de medo, mesmo que ainda rudimentares. A angústia que o animal experimenta, momentos antes do abate, é enviado pelo perispírito ao duplo etérico
(corpo semi-espiritual, semi-físico, mais próximo do corpo carnal) que, por sua vez, remete para o corpo físico. Resultado: em nosso corpo espiritual (perispírito) ficarão agregadas placas de uma substância viscosa provenientes do perispírito ainda rudimentar do animal que, ao longo do tempo, se condensarão e serão remetidas para o nosso duplo etérico que, por sua vez, também remeterá para o corpo físico, causando indesejáveis doenças como, por exemplo, o câncer.
O ser humano, como animal racional, tem por obrigação cuidar do meio ambiente em que vive. É mais do que óbvio que devemos ajudar no processo evolutivo da criação. E também é óbvio que devemos ajudar aqueles que nos rodeiam à evoluírem e, não é tirando-lhes a vida que iremos ajudá-los à tal. O mesmo podemos dizer para com os animais que como nós, estão no processo evolutivo. Alguns dirão: e os vegetais, não estão também no processo evolutivo? Sim, estão. Mas faz parte de sua fisiologia, darem de si para se reproduzirem, como no caso das frutas. Quando comemos uma maçã, por exemplo, estamos, nada mais, nada menos, sendo "usados" pela natureza para ajudar na disseminação de sementes deste vegetal específico, auxiliando na sua propagação e reprodução.. E, para comermos uma maçã, não é necessário derrubarmos a macieira!
A constituição fisiológica do ser humano é a de um animal herbívoro:
nossos dentes (molares) de formato achatado, o esôfago estreito, o estômago com ácidos de menor poder destrutivo, o intestino de grande comprimento, são órgãos cujas características demonstram a nossa origem animal vegetariana (herbívora). Segundo alguns estudiosos do assunto, o homem talvez tenha adquirido o hábito de comer carne quando este, na pré-história, passava por extremas dificuldades de encontrar alimento, restando-lhe, então, a única opção de se alimentar do resto de animais mortos, o que em outras palavras poderíamos classificar o homem daquela época como um carniceiro, semelhante aos chacais, abutres e urubus. O simples hábito de preferirmos o alimento morno ou quente, ao frio, atesta o nosso instinto de homens ainda recém saídos da animalidade onde comíamos a carne ainda quente e crua dos animais que acabávamos de matar.

Não somos à favor do radicalismo: é óbvio que, se alguém que cultiva o hábito da alimentação carnívora (a maioria no Ocidente), parar de comer carne subitamente, com certeza, o seu organismo passará por um déficit de proteínas causando, possivelmente, uma indesejável anemia. O ideal, é diminuir a ingestão de carne gradativamente: primeiro, pare de comer carne suína e bovina. Depois a de frango, peixe e crustáceos, até chegar ao ponto de ter uma refeição ovo-lacto-vegetariana (leite e derivados, ovos e vegetais).Substitua, também, a carne por soja, ela é rica em proteínas e muito mais saudável, para quem não conhece, existe uma vasta linha de produtos derivados destes grãos como, por exemplo, a carne-de-soja. Assim você estará ingressando ao vegetarianismo consciente e racionalmente onde desfrutará de uma vida muito,
muito mais sadia!

Lembre-se: Nenhum animal precisa sofrer para servir ao homem

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Cecil, o leão

Ele vivia em paz com seu bando nas savanas de uma reserva do Zimbábue. Belo, altivo, majestoso, fazendo jus à designação de Rei das Selvas. Tinha treze anos e era monitorado por estudiosos que trabalham pela preservação da espécie.
Na semana passada Cecil teve seu nome e sua história conhecidos através dos meios de comunicação, e principalmente  nas redes sociais do mundo todo, pelo feito de um dentista americano que pagou centenas de dólares para caçá-lo em seu santuário. Agindo sordidamente, atraiu o felino para fora da reserva, feriu-o com uma flecha, deixando o pobre animal agonizar por mais de quarenta horas quando então, fraco pela perda de sangue, foi abatido covardemente a tiros. O caçador e seus comparsas arrancaram-lhe a cabeça ali mesmo, pois costumam usá-las como troféus.
O mundo deplorou esse ato, e por mais que o dentista se justificasse dizendo que não sabia que o animal era monitorado e fazia parte de estudos, ninguém acreditou, pois se não soubesse que era protegido, não o teria atraído antes para fora da reserva.
Assisti a uma entrevista onde um caçador profissional afirmava que sentia um prazer indescritível quando abatia um animal. E fico imaginando que raio de prazer é esse de matar, tirar vidas, de se deleitar ao retirar a cabeça do bicho recém abatido e levá-la ainda ensanguentada para casa. Para mim isso é um sério desvio comportamental que deveria ser tratado como doença e não incentivado. Mas acontece que onde entra muita grana, a ética e o bom senso vão para o espaço.
Na teoria existem leis que delimitam onde a caça “esportiva” pode acontecer. Mas na prática, os muitos dólares pagos aos guias, compram o direito de matar mesmo dentro das reservas. Um turista caçador paga em média 30 mil dólares para abater grandes animais – cerca de 100 mil reais.
A justiça nesse caso do leão, já foi feita. Vimos na TV pessoas da cidade do caçador Palmer dizerem que não conheciam esse lado dele e deixariam de ser seus clientes. E  um dentista sem clientes não terá mais dinheiro para patrocinar caçadas.
Ao mesmo tempo que rolava a comoção pelas redes sociais, e abaixo assinados com milhares de assinaturas pediam punição, um site religioso postava imagens de terroristas degolando prisioneiros de olhos vendados com os dizeres: “não faz diferença, eles não são leões, mesmo”. Um absurdo, pois uma causa não exclui a outra. Todas as causas são importantes para um mundo de paz e justiça. Não se defende uma bandeira desfazendo outra.
É preciso pensar grande. Nesse caso, Cecil virou símbolo da luta pela preservação das espécies, contra os caçadores (legais ou ilegais). Assim como há que se combater bravamente o terrorismo,  um mal que precisa ser extirpado pela raiz.
É preciso mais amor e menos violência. O mundo precisa de paz, de justiça, de compaixão, fraternidade e principalmente, de união.
Somos todos Cecil.

Ivana Maria França de Negri - escritora



domingo, 2 de agosto de 2015

I am Cecil too

 Aproveitando a comoção mundial pelo assassinato do leão Cecil, lembremos de outros animaizinhos que sofrem diuturnamente e ninguém tem piedade deles...

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Morte de leão no Zimbábue reacendo discussão sobre caça esportiva


Leão Cecil

 O leão de juba negra mais conhecido e muito fotografado do Zimbábue, carinhosamente chamado Cecil, saiu do seu santuário, em um parque nacional no Zimbábue, seguindo o cheiro de um lanche em potencial. No outro extremo, estava uma isca colocada por caçadores que queriam que sua presa atravessasse para um território desprotegido para que pudessem matá-lo.
Os caçadores profissionais do Zimbábue e a Associação de Guias (ZPHGA) confirmaram em um comunicado oficial que Cecil foi morto fora do parque, em um safari em terras privadas. O caçador profissional era um membro ZPHGA e possuía a licença de caça, segundo a organização.
Legal ou não, a morte de Cecil, que era considerado um ícone da vida selvagem na área há anos, foi condenada tanto local quanto internacionalmente. Muitas pessoas tomaram a mídia on-line para expressar seu horror e denunciar a caça. Cecil estava usando um colarinho GPS, instalado por uma equipe de pesquisadores do Parque Nacional de Hwange.
A partir de 1999, inicou-se um estudo ecológico com os leões africanos em Hwange para medir o impacto da caça esportiva sobre a população de leões dentro do parque. A pesquisa constatou que 34 dos 62 leões marcados morreram durante o período de estudo. Ao todo, 24 foram baleados por caçadores esportivos. Eles mataram 72% dos adultos do sexo masculino na área de estudo. Isso causou um declínio no número de machos adultos na população.
No caso de Cecil, ele estava em coalizão com outro leão macho chamado Jericho. Agora, como um único macho, será incapaz de defender os filhotes dos novos machos que podem vir a invadir o território. O infanticídio é o resultado mais provável de acontecer.
Um outro estudo mais recente sobre o comportamento da população de leões mostra que, após perturbações causadas pela caça esportiva, as populações de leões tendem a deixar o parque e encontrar com os humanos que habitam os  limites das zonas protegidas.
Milhares de pessoas assinaram uma petição, destinada ao presidente do Zimbábue, exigindo justiça para Cecil.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Comer peixe é tão saudável assim?


Eco Debate

EcoDebate] Dizem-nos que comer peixe é do melhor. Que nos dá ômega 3, vitaminas B, cálcio, iodo… Mas, comer peixe é assim tão saudável? É mesmo benéfico para nós e para o meio ambiente? Que efeitos tem no fundo do mar e nas espécies marinhas? E nas comunidades locais? Quem sai a ganhar com a sua crescente procura? Movem-se águas turvas nos anúncios da indústria pesqueira.
O consumo de peixe é excessivo. A sua produção mundial bateu um novo recorde em 2013 atingindo os 160 milhões de toneladas, com a pesca de captura e a de aquicultura, face aos 157 milhões do ano anterior, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Uma tendência que se sustenta numa sólida procura nos mercados internacionais e num aumento da mesma na Ásia Oriental e no sudeste asiático, especialmente na China. Na Europa, o Estado espanhol é um dos maiores consumidores, com uma média de 26,8 quilos de peixe por pessoa e por ano, segundo dados de Mercasa de 2011, apesar da queda que o seu consumo sofreu nos últimos tempos devido à crise.
Uma procura crescente que foi satisfeita pela expansão da aquicultura intensiva. Decalque e cópia do modelo de ganância industrial, aplicado agora à pesca. Atualmente, um em cada dois peixes que comemos procede dessa produção. Trata-se de um modelo em crescimento que, se calcula, que em 2030 fornecerá quase dois terços de todo o peixe consumido no mundo, segundo o relatório A pesca até 2030: Perspetivas da pesca e da aquacultura do Banco Mundial e da FAO. No entanto, o negativo impacto, social e no meio ambiente, deste modelo, desde a sua instalação à “cultura” e processamento do pescado, é a outra face da moeda.
Peixe come peixe
A lógica do capital impacta de pleno na sua produção. Criam-se as espécies de alto valor econômico, as mais procuradas para o consumo. Na Noruega, o salmão; no Estado espanhol, a dourada, o robalo, a truta, o atum. A maioria, peixes carnívoros: peixe que por sua vez precisa de outro peixe para a engorda. O jornalista Paul Greenberg, na sua obra ‘Quatro peixes. O futuro dos últimos alimentos selvagens’, deixa isso claro: para produzir 1 quilo de salmão são precisos 3 quilos de outras espécies de peixe e para 1 quilo de atum, nada mais e nada menos, que 20 quilos. O que gera uma maior sobre-exploração dos recursos pesqueiros. Algumas mercadorias são, com frequência, subtraídas da costa de países do Sul, diminuindo assim os bens imprescindíveis para a sua alimentação. O resultado é um produto de luxo à mercê dos bolsos daqueles que o podem costear e consumir.
Os tratamentos que se aplicam nos estabelecimentos aquícolas para combater as doenças infecciosas dos peixes são outro fator de risco para a saúde do meio ambiente e do consumo humano. Um exemplo são os banhos de formol, com uma função antiparasitária, e a administração preventiva de antibióticos, que se acumulam nos órgãos internos do animal, e o seu uso sistemático facilita o aparecimento de patogênicos resistentes. As condições em que se encontram os peixes não ajuda. Piscinas e jaulas superlotadas estão na ordem do dia e permitem facilmente a propagação de doenças por atrito, stress ou canibalismo.
O impacto no território e nas comunidades é, também, importante. As mesmas instalações, grandes superfícies de piscinas, competem com o uso desse terreno por parte da população local, seja para o cultivo, seja para pastoreio. As águas destas localizações, com elevadas doses de produtos químicos e substâncias tóxicas, contaminam os solos e o meio aquático, e a introdução de espécies exóticas e a fuga de exemplares afeta às espécies nativas.
Da costa a mar adentro
A pesca de captura em grande escala, por sua vez, desde a costa até as águas mais profundas, tem também consequências muito negativas tanto para os próprios recursos pesqueiros como para o meio ambiente. No Mediterrâneo, 92% das espécies de peixes estão sobre-exploradas, 63% no Atlântico, segundo dados de Ecologistas em Ação. Várias espécies marinhas se veem ameaçadas e em perigo de extinção. A sobrepesca tem sido a prática dominante e a sua consequência: a diminuição de peixes no mar.
Além disso, a poluição da água afeta esses animais. A presença de mercúrio nos peixes é a mais conhecida e ameaça o ecossistema e a nossa saúde, pois é uma substância tóxica que afeta o cérebro e o sistema nervoso. Segundo Ecologistas em Ação, o peixe contém cada vez mais mercúrio. Em 2013, na União Europeia foram notificados 96 casos de peixe contaminado, face a 68 no ano anterior. A organização ecologista denuncia que os limites de mercúrio permitidos pela União Europeia não são suficientes, porque não têm em conta nem o consumo médio nem as características corporais do consumidor. Os máximos permitidos pela FAO e pela Organização Mundial da Saúde, pelo contrário, são mais restritivos. A nossa saúde, em jogo.
O meio ambiente também é prejudicado, especialmente por técnicas como a pesca de arrasto, que através do uso de redes que varrem o fundo do mar, destrói os fundos marinhos, acaba com habitats naturais como recifes de coral e captura, para além dos peixes que se pretende pescar, exemplares imaturos e peixes não desejados acabam por ser deitados de novo à água, mortos ou quase mortos. Na pesca de arrasto do lagostim no Mar do Norte, por exemplo, calcula-se, segundo dados de Ecologistas em Ação, que as capturas não desejadas e deitadas fora atingem 98% do total. Uma prática que igualmente se dá noutros modelos de pesca em teoria mais seletivos como a do palangre, com milhares de anzóis com iscas que se penduram em linhas que podem medir metros ou quilômetros. No Mar Adriático, os peixes deitados fora do dito modelo de pesca podem chegar até 50% da captura. A pesca industrial com grandes embarcações aumenta o risco de poluição por causa de derrames de petróleo e combustível. A água, parece, que engole tudo. No entanto, a vida no mar esgota-se.
Outro impacto da pesca industrial dá-se em terra firme, nas comunidades. O tão magnífico como duro filme de Hubert Sauper ‘O pesadelo de Darwin‘ mostra-o em toda a crueza. A vida de 25 milhões de pessoas ao redor do Lago Vitória, mais de metade em situação de desnutrição, recolhem as migalhas da próspera indústria de processamento e comercialização da perca do Nilo destinada ao mercado estrangeiro. Trata-se do lado oculto, e mais dramático, do que aqui na peixaria ou no supermercado nos dizem que é “filete de garoupa”, e que compramos a um módico preço. Em cada dia, segundo a campanha Não comas o mundo, dois milhões de pessoas no Ocidente consomem perca do Nilo. O que equivaleria a satisfazer as necessidades de proteína de 1/3 da população desnutrida que vive em redor do Lago Vitória.
Em poucas mãos
Algumas poucas empresas repartem o suculento bolo da pesca industrial. Trata-se de grandes companhias que compram outras pequenas com o objetivo de exercer um maior controle da indústria integrando criação, processamento e comercialização. Atualmente, por exemplo, quatro empresas controlam mais de 80% da produção mundial de salmão: a norueguesa-holandesa Nutreco é a número um, seguida das também norueguesas Cermaq, Fjord Seafood e Domstein que, depois de se terem fundido em 2002, ocupam a segunda posição.
Outras grandes empresas como a Pescanova, de origem galega, optam pela compra de quotas investindo em produção de salmão no Chile, tilápia no Brasil, pregado em Portugal, camarão na Nicarágua, etc. No entanto, do sucesso à bancarrota: hoje a Pescanova encontra-se na corda bamba, assolada pelas dívidas e à mercê da banca. Um modelo industrial que acaba com a pesca artesanal e em pequena escala, que não pode sobreviver num sistema pensado por e para a pesca intensiva e em grande escala.
Chegados a este ponto, voltamos a perguntar: Comer peixe é assim tão saudável para nós e para o meio ambiente? Tirem conclusões.
*Artigo publicado em publico.es em 1 de março de 2014. Tradução de Carlos Santos para esquerda.net.
**Esther Vivas, Colaboradora Internacional do Portal EcoDebate, é ativista e pesquisadora em movimentos sociais e políticas agrícolas e alimentares, autora de vários livros, entre os quais “Planeta Indignado”. Esther Vivas é licenciada em jornalismo e mestre em Sociologia. Seus principais campos de pesquisa passam por analisar as alternativas apresentadas por movimentos sociais (globalização, fóruns sociais, revolta), os impactos da agricultura industrial e as alternativas que surgem a partir da soberania alimentar e do consumo crítico.
EcoDebate, 14/03/2014

domingo, 26 de julho de 2015

Qual o critério da escolha?

Por que alguns são escolhidos para serem amados e outros para serem mortos e comerem sua carne?
 Quais os critérios, já que ambos são inteligentes, amorosos e sensíveis?

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Carnivorismo


Se gostam tanto de carne, pra que molhos, temperos, assar, cozinhar e fritar?
Tem mais é que sentir o gosto in natura!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Os animais reconhecem os vegetarianos


(...) Os animais são reconhecidos aos homens vegetarianos, pois sentem-lhes a inofensividade e a piedade. Francisco de Assis discursava aos peixes e aos lobos, e estes o ouviam como se fossem inofensivos cordeiros; Jesus estendia sua mão abençoada e as cobras mais ferozes se aquietavam em doce enlevo; Sri Maharishi, o santo da Índia, quando em divino “samadhi”, era visitado pelas aranhas, que dormiam em suas mãos, ou então afagado pelas feras, que lhe lambiam as faces; alguns místicos hindus deixam-se cobrir com insetos venenosos e abelhas agressivas, que lhes voam sobre a pele. Os antigos iniciados essênios mergulhavam nas florestas bravias, a fim de alimentarem os animais ferozes que eram vítimas das tormentas e dos cataclismos. Inúmeras criaturas inofensivas e piedosas, verdadeiros amigos dos pássaros, não os prendem em gaiolas.  

Livro:  A Vida Humana e o Espírito Imortal
Hercílio Maes, pelo Espírito Ramatís
Editora do Conhecimento

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Isso não é justo...

Como você se sentiria se tivesse que passar a vida toda confinado sem nunca ter feito nada para merecer isso?
Para que humanos possam comer sua carne,porcos tem uma vida miserável, são torturados e ficam encarcerados para engorda rápida.
Isso tem que mudar! Seja vegetariano

terça-feira, 7 de julho de 2015

A NOTÍCIA DO SÉCULO: AZEITE DE OLIVA CONTRA A OSTEOPOROSE


Oleuropeina-Azeite contra a osteoporose

Guarde bem este nome: oleuropeína. A substância, encontrada no azeite de oliva extravirgem, é a nova arma da nutrição para evitar e combater a
osteoporose, doença que acelera a perda de massa óssea.
O cálcio que se cuide, porque seu posto solitário de melhor companheiro do esqueleto anda ameaçado. Calma, o mineral não vai perder seu lugar de
destaque como protetor dos ossos - muito longe disso. A questão é que a ciência descobre fortes concorrentes para dividir com ele essa prestigiada
posição. É o caso da oleuropeína, presente no azeite de oliva. Um estudo da Universidade de Córdoba, na Espanha, revela que esse tipo de polifenol
aumenta a quantidade de osteoblastos, células que fabricam osso novinho em folha. Consumi-la , portanto, traria imensas vantagens para manter o
arcabouço do corpo em pé ao longo da vida.
“O tecido ósseo é dinâmico, destruído e construído constantemente”, explica o geriatra Rodrigo Buksman, do Instituto Nacional de Traumatologia e
Ortopedia, em Brasília. Os osteoblastos ajudam justamente a realizar a reconstrução. É como se fossem a massa corrida colocada na parede para
tapar os furos que aparecem com o tempo. Sem essas células, os buracos ficam maiores, os ossos se enfraquecem e cresce o risco de fraturas. O
envelhecimento e a menopausa provocam uma queda na concentração de osteoblastos no organismo. Daí a importância da reposição desses construtores, que recebem um belo reforço com a inclusão do azeite de oliva extravirgem no dia a dia, a melhor fonte de oleuropeína. “Aos 30 anos nosso corpo atinge a quantidade máxima de massa óssea e, a partir daí, começa a perdê-la”, nota o ortopedista Gerson Bauer, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Por isso é que se diz que a prevenção da osteoporose se inicia muito antes da maturidade. “Essa doença se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea, o que torna os ossos mais frágeis e propensos às fraturas”, arremata a nutricionista Clarisse
Zanette, mestre em ciências médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Com o azeite, no mínimo, esse processo destrutivo demora mais tempo para ocorrer. E, se alguém quiser substituir sua fonte de oleuropeína de vez em quando, saiba que existe mais uma opção. “A substância também éfornecida pela azeitona, de onde o óleo é extraído”, diz Clarisse.
Não são apenas os ossos que se deliciam quando saboreamos um prato regado a azeite. O coração também se beneficia, porque suas veias e artérias ficam livres de entraves. “A gordura monoinsaturada, principal constituinte do óleo, interfere nos receptores do fígado que captam o colesterol
circulante”, explica o cardiologista Daniel Magnoni, do Hospital doCoração, em São Paulo. “Assim, há uma redução nas taxas da sua versão ruim,
bem como de sua quantidade total.” Já os compostos fenólicos do azeite diminuem a oxidação do colesterol, processo crucial para a formação das
placas que obstruem as artérias e causam as doenças cardiovasculares. “Esse poder se deve à sua intensa atividade antioxidante”, justifica a
cardiologista Paula Spirito, do Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro.
“Esses compostos impedem que os radicais livres - moléculas que provocam danos às células - oxidem o colesterol e contribuam com o aparecimento de placas nos vasos.” A circunferência abdominal é outra que agradece o consumo do azeite. É que o alimento ajuda a evitar a inflamação de uma área do cérebro chamada hipotálamo. A inflamação é provocada por dietas ricas em gorduras saturadas, presentes nas carnes e nos produtos de origem animal.
Como o hipotálamo é o órgão responsável pelo controle da fome e do gasto energético, não é um exagero dizer que o óleo de oliva auxilia a manter a harmonia na massa cinzenta e, assim, a afastar os quilos a mais. Além disso, ele acelera a produção de um hormônio chamado GLP 1, que age no cérebro aumentando a saciedade e reduzindo o apetite.
A oleuropeína - voltamos a falar dela - tem participação no pelotão antiinflamatório. “Esse polifenol tem propriedades antioxidantes
significativas, inibe a agregação de plaquetas e reduz a formação de moléculas inflamatórias em todo o corpo”, afirma a nutricionista Mércia
Mattos, da Faculdade de Medicina de Marília, no interior paulista. Tantas propriedades se refletiriam em um menor risco de uma porção de males, entre eles infartos e derrames. Por falar em proteção, vale destacar, ainda, que esse antioxidante também resguarda as mitocôndrias, estruturas dentro das células responsáveis pela obtenção de energia - dessa forma, fica mais difícil uma célula se aposentar antes da hora.
Quando regamos o prato com 
azeite extravirgem, porém, não ganhamos apenas boas doses de oleuropeína. O tempero é uma ótima fonte de vitamina E. “Esse nutriente retarda o envelhecimento das células, diminuindo o risco de tumores e doenças do coração”, aponta a nutricionista Soraia Abuchaim, do Conselho Regional de Nutricionistas do Rio Grande do Sul. O melhor é que, para desfrutar de tudo isso, bastam 2 colheres por dia. Mas tem que ser do tipo extravirgem, que concentra maiores teores da substância.

De preferência, use-o em saladas e ao finalizar pratos quentes - o azeite não gosta de calor e, se for lançado ao fogo, perde grande parte de suas
qualidades. E só o sabor, nesse caso, não basta, certo?

Dra. Maria Dora Ruiz Temoche