Sou vegetariana por amor aos animais

Sou vegetariana por amor aos animais
COLHER OU MATAR, a escolha é sua
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro
todos seriam vegetarianos."

(Paul e Linda Mc Cartney)



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sábado, 26 de março de 2011

Revista Época discrimina vegetarianos


Leia aqui a matéria completa:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI221142-15230,00-AGORA+SOU+VEGETARIANA.html

"Agora sou vegetariana"
Meu mundo caiu quando minha filha de 10 anos disse isso
Cristiane Segatto

Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Para falar com ela, o e-mail de contato é cristianes@edglobo.com.br
Mãe é um bicho difícil de agradar. É o que sente grande parte das pessoas que consomem quilos de lenço de papel nos consultórios dos psicanalistas. Para as mulheres, a coisa é mais complexa. Muitas vezes mistura a difícil relação com a mãe que tiveram com o medo da mãe que vão ser. Uma das fontes de conflito mais precoces é a alimentação.

A piada sobre a diferença entre a mãe judia e a mãe italiana é um exemplo de que essa é uma questão universal. Se o filho não quer comer, a mãe judia diz: “Eu me mato”. A italiana diz: “Eu te mato”. A brasileira reage de uma forma, de outra ou de múltiplos jeitos. Nem precisa ser uma daquelas mães superprotetoras dos filmes de Woody Allen. Para sofrer quando um filho não come direito, basta ser mãe.

Umas reclamam que o filho só quer porcaria. Refrigerante, fast-food, podritos em geral. Outras dizem que ele draga o que estiver por perto e está virando uma bola. Ou que a menina come feito passarinho e vai ficar doente. Ou que o garoto é cheio de restrições. Só come macarrão, carne e batata frita

Nunca pude reclamar de nada. Desde muito pequena, minha filha sempre comeu de tudo. Com especial predileção por verduras, legumes e frutas. As mais frescas, as de sabor mais marcante, as mais comuns e as menos conhecidas. Perto dos 11 anos, com um pé na infância e outro na pré-adolescência, resolveu radicalizar: “Mãe, agora sou vegetariana”.

Meu mundo caiu. Onde foi que eu errei? Onde eu estava quando esses pensamentos tortos começaram a entrar na cabecinha dela? Só não encarnei a mãe italiana (tão entranhada no meu DNA) por achar que o confronto explícito não é uma boa estratégia em situações em que negociar é possível. Principalmente, quando do outro lado da mesa está uma quase adolescente. Também não vi vantagem na opção mãe judia. Se eu morrer quem vai salvá-la dessa sandice?

Engoli meu desagrado sem deixar nenhum resquício no canto da boca e me pus a conversar. Se ainda existir sindicalismo quando minha filha for adulta acho que ela dará uma ótima sindicalista. Está ali uma criatura que sabe reivindicar, negociar, negociar e, quase sempre, vencer. Se escolhemos uma escola que estimula o diálogo e a contestação das verdades absolutas, é natural que ela e os colegas sejam assim. É natural também que as verdades dos pais estejam sob constante questionamento.

Os argumentos da minha filha são legítimos e respeitáveis como os de todos os vegetarianos. Dizer que não é justo comer a carne de um animal que foi criado exclusivamente para satisfazer as vontades e as necessidades humanas é bastante razoável. Olhar a carne no prato e refletir sobre o sofrimento imposto ao animal é até louvável. Não posso criticar uma criança que demonstra a capacidade de se colocar no lugar do outro – principalmente se o outro é um animal sem chance de defesa.

O máximo que consegui arranjar para o momento foi a explicação básica de que a preocupação com os animais é importante, mas, infelizmente, ter uma alimentação restrita não é saudável. Como humanos que somos precisamos comer carne para ter todos os nutrientes necessários para a nossa saúde.

Sabe como a sindicalista reagiu? Não cerrou os punhos, mas respirou fundo, fez aquela cara de quem está pronta para o ataque e disse: “O mundo não leva as crianças em consideração. O que a gente pensa e diz nunca tem importância.”

Fiquei tentada a concordar com essa afirmação quando assisti na semana passada ao filme Cópia Fiel, do iraniano Abbas Kiarostami. Em uma das cenas, um escritor diz que as crianças dizem coisas sábias mas ninguém dá bola para elas. Quando um pensador diz a mesma coisa, o mundo o reverencia com um “Oooohhhh. Que mente privilegiada.”

Por respeito à sabedoria infantil e por amor à minha filha, resolvi pesquisar um pouco mais sobre vegetarianismo. Existem médicos e nutricionistas que acham possível alimentar uma criança ou adolescente sem carne (ou até mesmo sem ovos e laticínios). Dizem que essa opção não provoca deficiências nutricionais nem compromete o crescimento, mas que em alguns casos é preciso tomar suplementos de vitamina B12. Encontrei uma entrevista sobre o assunto com o nutrólogo Eric Slywitch, da Sociedade Vegetariana Brasileira.

A maioria dos pediatras, no entanto, não recomenda que crianças virem vegetarianas. Conversei com Helio Fernandes da Rocha. Ele é professor de nutrologia pediátrica da UFRJ e membro do departamento científico de nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ele é categórico: “O vegetarianismo não é uma prática recomendável para crianças nem para adultos. É uma opção calcada em aspectos éticos mas que não faz sentido do ponto de vista dos interesses de saúde.”

Rocha diz que o intestino dos animais herbívoros é capaz de metabolizar os vegetais de uma forma mais eficiente do que o da espécie humana. O intestino deles é cheio de bactérias fermentadoras que conseguem transformar capim em aminoácidos suficientes para manter viva uma vaca daquele tamanho.

Já o nosso aproveitamento funcional dos vegetais é incompleto. Para que os humanos possam se beneficiar desses aminoácidos a única saída é comer a carne desses herbívoros. “Para a criança, esse negócio de não comer carne é ainda pior. O organismo dela está em construção e depende de nutrientes que os vegetais, sozinhos, não oferecem”.

Um dos riscos dessa opção é o desenvolvimento de anemia por falta de ferro. Esse nutriente não existe apenas na carne. Pode ser encontrado em vegetais como feijão e verduras de folhas verdes escuras como brócolis e espinafre, por exemplo. Ainda que a criança ingira bastante ferro dessa forma ele pode não ser suficiente. Esses vegetais contêm ferro mas contêm também outros elementos que comprometem a absorção desse ferro pelo nosso organismo. “O nosso intestino tem dificuldade de absorver o ferro porque ele está ligado num vegetal. Se o mesmo ferro vier de proteína animal, ele é mais bem aproveitado”, diz Rocha.

Se a criança ou o adolescente se tornar irredutível na decisão de não comer carne, a recomendação de Rocha é que ele seja encaminhado a um especialista para avaliar a condição nutricional e, se for o caso, prescrever suplementos.

Meu desespero não chegou a tanto. Minha filha come ovos, toma leite e fica feliz como uma ratinha diante de um naco de queijo bem furado. Estou convencida de que isso não é suficiente. Vou continuar oferecendo, sem briga, sem drama, carne nas mais variadas e apetitosas formas.

Um dia desses ganhei minha primeira batalha. Depois de muito refletir, ela disse:

“Agora sou vegetariana. Como apenas frutas, verduras, vegetais e....bife à milanesa”

Em silêncio, festejei:

Um bife fino e macio encapado com uma crosta sequinha de farinha de rosca opera milagres. Será que esse é o verdadeiro trunfo da mãe italiana? Grazie a Dio.

O que você acha? Concorda ou discorda dos vegetarianos? Essa é uma opção saudável para crianças e adolescentes?

Alguns comentários :
Regiane Dias SP / Guarulhos 26/03/2011 21:13
Informação
Cristiane Segatto, como uma pessoa que escreve sobre medicina há 15 anos pode escrever um texto como esse? claro que sua preocupação com sua filha é normal mas você deve procurar entender que não é só porque um médico disse que não pode, não quer dizer que não pode... quer dizer que ele não aceita (tenha ele o titulo que tiver e o cargo que tiver, conheço doutores que são restritos intectualmente, ora... são pessoas e pessoas erram)... Procure conhecer vegetarianos e veganos, estude sobre os alimentos, fisiologia... não há mistério, há ignorância e intolerância e não é por parte dos vegetarianos... Outra coisa, não engane sua filha e respeite a opção dela!

eliza SC / Joinville 26/03/2011 19:32
Democracia
Acho engraçado que em vários outros itens que nao sejam a alimentação as pessoas falem com a boca cheia em democracia e liberdade de expressão. Ninguém é questionado por gostar de pop, rock, brega ou mpb. Ninguém é questionado por gostar de cabelos louros ou pretos. Ninguém é questionado por gostar de praia ou campo. Muitas vezes não se questiona aquele fumante na família que faz mal a si e aos que moram com ele. Não se questiona o artista que fuma maconha de vez em quando e parece "cool". Então porque passam tanto tempo questionando as pessoas que optam por não comer carne como se isso fosse um sacrilégio? Existem muito mais coisas que fazem mas a saúde, junk food por exmplo, comida industrializada e gordurosa, mas muita gente se orgulha em dizer que come no Mac Donalds todo santo dia. Não é a toa que o número de obesos aumenta cada vez mais no mundo todo Deixem os vegetarianos com suas preferencias em paz, cada um come o que bem entende e deve ficar feliz com isso. Porque nossa opção alimentar incomoda tanto? Que mal fazemos a vcs não vegetarianos? Liberdade de pensamento já!!!

Dr Eric Slywitch SP / São Paulo 26/03/2011 18:32
Parecer Médico - Parte 1
Parecer médico - Não há problema em criar uma criança vegetariana Minha experiência médica com esse assunto é prática, e não teórica, pelo fato de avaliar e acompanhar crianças diariamente no meu consultório. Infelizmente, ainda circula a idéia errônea de que uma criança não pode ser vegetariana. Uma mentira repetida inúmeras vezes faz as pessoas acreditarem que ela é verdade. Qualquer dieta, com ou sem carne, elaborada de forma inadequada, pode levar a deficiências nutricionais. A maior segurança que temos ao conduzir uma criança vegetariana é o fato de que todos os nutrientes de atenção podem ser facilmente monitorados em exames laboratoriais simples. Isso inclui a proteína, o ferro e a vitamina B12. Proteína – a dieta vegetariana fornece todos os aminoácidos que precisamos. A idéia de que a proteína animal é essencial se faz por medidas antigas da sua composição química. Alguns autores usam uma medida de validade questionável para a dieta mista, chamado valor biológico (quando deveriam utilizar o PDCAA), que avalia a incorporação da proteína no organismo humano. Se a dieta fosse constituída somente de aveia, por exemplo, sua composição de aminoácidos seria inadequada, levando a dificuldades de manutenção do estado nutricional de proteínas. Isso não aconteceria se alguém comesse exclusivamente a carne, ou ovos. No entanto, ao associar arroz com feijão, ou aveia com feijão, automaticamente teremos uma proteína de valor equivalente à carne.

Dr Eric Slywitch SP / São Paulo 26/03/2011 18:33
Parecer Médico - Parte 2
Ferro – a própria Sociedade Brasileira de Pediatria preconiza que as crianças não vegetarianas utilizem suplemento de ferro dos 6 meses aos 2 anos de idade. Se o ferro da carne fosse suficiente, não seria necessária essa recomendação. Basta seguir a mesma conduta com a criança vegetariana. A prevalência de anemia por deficiência de ferro em populações vegetarianas é a mesma que a encontrada em populações que comem carne. Parte da explicação está no fato de que, apesar do ferro vegetal ser menos absorvido que o animal, a presença de concentrações mais elevadas de vitamina C no reino vegetal favorece a absorção apenas do ferro vegetal. A avaliação nutrológica é fundamental para qualquer criança. Assim, tanto faz se ela é vegetariana ou não, pois as ferramentas para essa avaliação serão as mesmas. Quando encontramos deficiências nutricionais, todas elas podem ser corrigidas sem a necessidade de consumo de carne. Acredito que tenha havido uma confusão, ou mesmo um desconhecimento sobre o que é uma dieta vegetariana. Vegetarianismo não é herbivorismo. Não precisamos de uma flora bacteriana altamente fermentadora para transformar o capim em aminoácidos pelo simples fato de não comermos capim. A base da dieta vegetariana é o reino vegetal, e não verduras (que fazem parte do reino vegetal). A base nutricional da dieta vegetariana são os cereais e leguminosas (feijões), que são alimentos de elevada densidade nutricional e com ótimo teor protéico.

Parecer Médico - Parte 3
Se houvesse problema em consumirmos alimentos de origem vegetal, frutas, verduras, legumes, arroz, feijão, nozes e castanhas, etc... não encontraríamos tantos efeitos benéficos ao nosso organismo como mostram os estudos científicos, por unanimidade. O aproveitamento dos vegetais no processo de digestão, é incompleto pelo fato da fibra não ser digerida. E graças a isso conseguimos eliminar mais colesterol pelas fezes, ter um intestino que funciona melhor e um controle mais adequado da glicemia e da saciedade. Para maiores informações, inclusive com referências científicas, recomendo o seguinte link: http://www.medicovegetariano.com.br/textos-publicados-na-revista-vegetarianos/

sexta-feira, 25 de março de 2011

Farra-do-boi

O boi no meio dos homens. O boi amedrontado, constrangido. Só.

Os homens embriagados, faceiros. A Farra promete ser grande, tem cachaça e alegria para muitas horas. Encurralado o boi espuma, raivoso. Sabe que é uma batalha difícil, mas vai tentar ficar em pé, fugir. Não sabe para onde…

Ali na meirinha, próximo do mar, não há saída: de um lado uma multidão imprevisível; de outro, as águas revoltas do mar grosso.

Intisica o boi! Intisica o boi! – grita o bacuri, o filho caçula de um dos farristas afoitos. Ele, o pai atiçado, bebe mais uns goles da boa pinga de rolha e dispara com um galho espinhado na mão, vai se unir ao bando que corre atrás do animal cansado, que corre a esmo.

De todos os lados, de todos os jeitos o boi recebe as saraivadas que marcam o couro. A raiva, aplaca a dor, só fica a dor da raiva, que é maior.

Sangra o boi pelas têmporas e ruça, mas ainda corre, não se entrega. Ainda não… Entretanto, os músculos vão enfraquecendo, chegam ao limite da resistência. Ele pára um pouco. Faz isto de vez em quando para recuperar a respiração, que é ofegante, que parece acabar. Intisica!

Recomeça a Farra dos homens. Enquanto isso alguns velhos e outras mulheres iniciam os preparativos para o grande banquete. Cada família deu sua cota, são os sócios do boi. Recolhem lenha seca, amontoam-na junto à grande churrasqueira improvisada, assistem.

O boi funga descompassado, corre de um lado a outro tentando chifrar alguém. Ás vezes consegue, então a Farra cresce. Perdido na condição de animal marcado ele ataca e se defende, mais perde do que ganha. A carne humilhada fraqueja, os músculos perdem a vitalidade.

Os velhos fazem o fogo, é preciso muita brasa. As mulheres limpam o local, organizam a festa.

E faz-se a cantoria, e faz-se a dança.

A baba espumada, que é raiva e cansaço, mistura-se ao sangue vermelho-escuro, formando bolhas incandescentes que se alongam até a terra pisada.

Está prostrado o boi. Desanca no chão à mercê dos homens que, agora, aproximam-se com facas amoladas, machadinhas e serras; que bebem cachaça no gargalo; que gritam, vitoriosos.

O boi acuado. De um flanco os farristas exaltados; de outro o mar grosso.

Então acontece o que ninguém esperava. Como num clarão bíblico o boi se levanta, munido de estranha e inesperada força, e corre, e desanda na direção das águas.

Por um breve instante os farristas, atônitos, calam; cala também a cantoria. Depois, possessos, aqueles homens embriagados rugem, esbravejam. Alguns espumam pela boca enquanto cospem palavras atrozes.

Num mar calmo (assim, de repente) o boi serena numa mansidão crepuscular. Não precisa combater, não se defende. Deixa-se levar resoluto, e submerge nas águas profundas, vitorioso.

Fonte:
Coluna do Jaime Ambrósio – Publicado no Diário Catarinense em 01/03/2005

Animais em apartamentos, pode?

http://www.institutoninarosa.org.br/perguntas-frequentes/145-animais-em-condominio
"Quem não tem animais de estimação não pode ter mais direitos do que quem os têm"

Você tem um pet, mas no prédio onde você mora é proibida a presença de animais. O que fazer? Em primeiro lugar, é necessário que você conheça a lei e saiba que as convenções de condomínios não podem interferir no que está na Constituição, e ela diz que:Lei n° 4591/64 TÍTULO I - DO
CONDOMÍNIO CAPÍTULO V - UTILIZAÇÃO DA EDIFICAÇÃO OU DO CONJUNTO DE EDIFICAÇÕES Art. 19 - Cada condômino tem o direito de usar e fruir, com exclusividade, de sua unidade autônoma, segundo suas conveniências e interesses, condicionados, umas e outros, às normas de boa vizinhança, e poderá usar as partes e coisas comuns de maneira a não causar dano ou incômodo aos demais condôminos ou moradores, nem obstáculos ou embaraço ao
bom uso das mesmas partes por todos. Constituição Federal, art. 225 Artigo 554 - O proprietário, ou inquilino de um prédio, tem o direito de impedir que o mau uso da propriedade vizinha possa prejudicar a segurança, o sossego e a saúde dos que o habitam. Agora você sabe que pode ter o seu animal livremente, desde que ele não prejudique o sossego, a salubridade e a
segurança dos outros condôminos. Se você está enfrentando problemas com o seu condomínio, é importante que você tente conversar, utilizar o bom senso, mostrar a lei para o síndico e fazer um acordo mútuo de responsabilidades, ou seja, obedeça às normas que limitam a circulação de animais nas áreas comuns. Essas medidas consistem em utilizar o elevador de serviço ou as
escadas, carregar o seu animal no colo na presença de outras pessoas, certificar-se de que o seu animal não fará as suas necessidades nas dependências do prédio ou responsabilizar-se pela coleta das mesmas, utilizar focinheira....enfim, não há regras definidas, tudo depende do
diálogo.Em último caso, se não houver como fazer um acordo e haja desconhecimento, dúvida ou rejeição em relação à Lei nº 4591/64 e do art.554 do código civil, vá até o Tribunal de Pequenas Causas da sua cidade e apresente o caso. Indo à Justiça, você deverá permanecer com o seu animal, mas terá de cumprir regras estabelecidas para que o seu direito seja respeitado, praticando a posse responsável. Você deve se lembrar de que há pessoas que não gostam de animais e sentem-se desconfortáveis na presença deles. Isso também deve ser respeitado.o direito do proprietário, lembrando sempre que o diálogo e o bom senso são o mais importante.Vá ao Juizado de Pequenas Causas, você não paga custas nem advogado. Você será
mais um vencedor nos inúmeros processos envolvendo esse pedido. O estatuto
do condomínio não tem o poder de proibir animais em apartamentos, porque a lei4591/64 (que dispõe sobre o condomínio) não proíbe animais em apartamento.
É ponto pacífico na esfera judicial, pode ir procurar a justiça sem receio. Antes, procure o código civil e leia a lei que te falo (ou baixe pela internet) e vá conversar com o síndico. Diga-lhe que se ele continuar insistindo nisso, que você irá procurar um advogado para entrar com um processo indenizatório por danos morais.

Qualquer animal que viva em um condomínio de apartamentos é amparado pela lei nº 4591/64 e artigo 544 do código civil. Mesmo havendo na convenção condominial cláusula proibindo animal em apartamento, tolera-se ali a permanência deste, quando desse fato não resultar em prejuízo ao sossego, à salubridade e à segurança dos condôminos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vitória da SVB/Rio - Proibido o uso de galinhas vivas em Festival de Arte


"É com imensa satisfação que veiculo o banner de importante vitória judicial, concernente à decisão brilhantemente prolatada pela Juiza de Direito, Dr. Virgínia Lúcia Lima da Silva, ao determinar a proibição do uso de galinhas vivas amarradas ao corpo, por parte de participante de Festival de arte, no MAM-RJ."

Segue, anexo, teor integral da Decisão e, também, a "performance" proibida de ser exibida, em 23/03/2011.

Agradeço por todas as demonstrações de apoio, coragem e carinho.

Grande abraço,

Bianca Kölling Turano
http://svbrio.blogspot.com/
Coordenadora do GRUPO-RIO da Sociedade Vegetariana Brasileira
Coordenadora do Departamento Nacional de Ativismo da Sociedade Vegetariana Brasileira
http://www.svb.org.br/

Almíscar - Você usa?

Almíscar natural

Perfume agradável, cheiroso... origem: sofrimento de animais!

Este simpático animal, o almiscareiro (Moschus moschiferus), mamífero da família dos cervídeos, originário da Ásia e da África, é provido de uma glândula em seu ventre que secreta uma substância odorífera denominada almíscar.

Recente Investigação da organização WSPA revela mais uma crueldade, similar à dos ursos da China, para produzir perfumes à base de almíscar.

O animal capturado fica até 15 anos na mesma posição, sendo manipulado apenas para retirada do líquido que produz o perfume.

Informação
O ano de 1900 representou o auge no comércio do óleo de almíscar, quando cerca de 1400kg do óleo foram coletados, causando a morte de cerca de 50000 animais. Atualmente, o comércio mundial do óleo de almíscar natural é limitado a 300kg por ano, o que ainda representa a morte para milhares de animais.

Divulguem
Muitos usam perfumes ou outros produtos que contém essa substância sem saber da sua origem.
Boicotar é o primeiro passo para ajudar. Não usem produtos que contenham almíscar natural. Utilize somente produtos com almíscar artificial.

Fonte: Vida Vegetariana
http://www.vidavegetariana.com/site/especiais.php?page=especiais/almiscar/index

terça-feira, 22 de março de 2011

Mais uma boa notícia! Puxada de cavalos proibida em Blumenau SC

Puxada de cavalo é proibida em Blumenau (SC)
19 de março de 2011

Autor: Bruno Horwatisch Cunha

Honrosamente compartilho a aprovação da Lei Ordinária 6.035/11, proibindo a realização da puxada de cavalo em nosso município. É certamente, motivo de grande comemoração para todos que defendem os direitos animais, principalmente para os que convivem de forma mais próxima com as barbáries e absurdos que essa prática vem desencadeando em um município vizinho.
A puxada de cavalo é mais uma dessas atrocidades que erroneamente são visualizadas e justificadas por serem culturais, no sentido mais distorcido possível de cultura. São lastimáveis essas tentativas de transformarem tradição, conservadorismo, insensatez e agressão em algo sagrado. A atividade consiste na competição de cavalos submetidos a grande carga, estima-se média superior a uma tonelada. Esses animais são absurdamente guiados, puxados e violentados por criaturas teoricamente humanas que divertem-se em um “emocionante” jogo, absolutamente terminal para a saúde do bicho, deparando-se amplamente indefeso, sendo notório esse abalo emocional, não raras vezes, identificado pela alta produção de excrementos.

Acredito que muitos tenham feito a seguinte indagação: mas essa “disputa” não ocorre em Blumenau, para que proibir o inexistente?

Bem, vamos por partes. Afirmar a inocorrência de algo não é uma tarefa simples. É mais coerente expormos o desconhecimento na realização. O que de modo algum torna-se antagônico com a proibição, visto que em outros municípios a prática que até então não era registrada, adquiriu contornos reais. Garanto a vocês que o movimento inverso é muito mais complicado.

Digo isso porque sinto, juntamente com outros grandes amigos e colegas que abraçam a bandeira animal e realizam lutas constantes para a proibição da puxada de cavalo, é muito angustiante constatar interpretação diversa e insensível dos operadores do direito, não concebendo os dispositivos e, acima de tudo, os princípios que norteiam normas que deveriam ser protecionistas, mas que na prática tornam-se inócuas.

Sinceramente, não surpreendem episódios como as agressões sofridas pelas grandiosas mulheres que lideram de forma pacífica e corajosa ideais nobres e nem sempre populares. Cada dia fico mais seguro que pessoas que não possuem atitudes éticas com os animais dificilmente terão com os humanos.

Parabéns aos ativistas voluntários e representantes públicos que trabalharam por esse preventivo e importantíssimo avanço, por aceitarem a incumbência de ser voz daqueles que infelizmente não possuem.

Fonte: Folha de Blumenau

segunda-feira, 21 de março de 2011

Fãs choram a morte do urso Knut


O urso polar mais famoso do mundo, Knut, que vivia no Zoo de Berlin (Alemanha), morreu com apenas quatro anos. O animal foi encontrado sem vida, no passado sábado, e muitos berlinenses foram despedir-se daquele que foi o primeiro da espécie a nascer em cativeiro, depois de um longo intervalo de 30 anos.

domingo, 20 de março de 2011

Matadouros irregulares abrigam trabalho infantil

Matadouros públicos irregulares abrigam trabalho infantil

Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagra crianças e adolescentes trabalhando em abatedouros municipais. Prefeituras de Nova Cruz, João Câmara e São Paulo do Potengi declaram ter tomado providências

Por Maurício Hashizume

Quando se lembra do cheiro de sangue, da agonia do boi morto a marretadas em galpões sem as mínimas condições sanitárias e do desespero de crianças e adolescentes que trabalham em matadouros do Rio Grande do Norte por sobras de animais para suprir a alimentação da família, a auditora fiscal do trabalho Marinalva Cardoso Dantas utiliza a expressão "circo de horrores".
Algumas cenas registradas pela experiente Marinalva - que atuou coordenando o grupo móvel do trabalho escravo por nove anos - durante as fiscalizações realizadas nos municípios de Nova Cruz (março deste ano), João Câmara e São Paulo do Potengi (ambos no final de maio) foram capturadas de modo sui generis: "Apontava a câmera, fechava os olhos e apertava o botão".

"O pai de uma das crianças dos municípios visitados declarou que cria os filhos lá dentro e que vive no matadouro desde os oito anos", relata. Adolescentes "fazem" (laçam, desferem marretadas, sangram, retalham, tiram o couro e as vísceras) o boi sob a supervisão dos marchantes (compradores de gado vivo que revendem a carne para consumo); crianças retiram as fezes das tripas, recolhem o fel (bile) e fazem qualquer tipo de serviço sujo em troca de uma pelanca (sebo) ou um pedaço de miúdo para colocar no feijão.

"Tivemos muita dificuldade para a abordagem às crianças, porque todas corriam e se escondiam quando nos aproximávamos, inclusive fugiam para a rua", descreve Marinalva no relatório sobre a inspeção em Nova Cruz (RN). O ambiente "hostil e violento", completa, não chegou a impedir filmagens e a gravação de depoimentos curtos de alguns dos presentes, mas impossibilitou que a fiscalização entrevistasse formalmente as pessoas.


Novos abatedouros
A assessoria da Emater informa que cinco novas "unidades didáticas de processamento e beneficiamento de carnes" financiadas com recursos do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) já estão em fase de instalação (João Câmara, Lagoa Salgada, Cerro Corá, São Vicente, Ouro Branco) e que uma, em São Paulo do Potengi, já foi inaugurada. Cada unidade custará R$ 300 mil, somando-se a obra e os equipamentos. A gestão dos espaços será comunitária (prefeitura, produtores, munícipes) e, conforme a realidade regional, terá estrutura para o abate de bovinos, ovinos, caprinos e suínos.


A carne vendida em feiras livres tem preços baixos. A Emater avalia que os novos matadouros "induzem a organização do setor" e podem incrementar a qualidade da carne (agregando valor ao produto), permitindo assim a venda por preços melhores a supermercados (melhorando a cadeia produtiva). Cerca de 90% do crédito agropecuário distribuído pelo Pronaf no estado vai para a criação (gado, caprinos, ovinos, etc.).

Segundo ele, a produção no novo matadouro segue as normas vigentes e o boi é abatido com pistola de ar comprimido - e não a marretadas, como nos matadouros antigos - e há controle rígido do acesso de pessoas. "Só entra quem é credenciado. E temos lá várias pessoas treinadas: técnicos agropecuários, veterinário, etc.". Os marchantes não entram com o seu "pessoal", garante o secretário. A câmara fria armazena cerca de 30 bois e a capacidade diária de abate chega a 60 bois diários.

Contudo, o antigo matadouro não foi fechado. "Temos projetos de transformar o antigo matadouro numa escola cultural de poesia e música ou num abrigo para idosos", revela Johan. Na opinião dele, as denúncias são importantes "como alerta", mas a situação retratada pela fiscalização não se aplica propriamente a São Paulo do Potengi. "Há mulheres que costumam trabalhar nos matadouros", frisa o integrante da administração do prefeito José Leonardo Casimiro (PSB), lembrando que há casos em que crianças seguem as mães. "Trata-se de um processo de transição de uma cultura para outra".

Fonte: Repórter Brasil
Leia a notícia na íntegra:
http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=1365

sábado, 19 de março de 2011

Terremotos podem ser previstos pelos animais

Terremotos podem ser previstos pelos animais

Diante de grandes tragédias como a que abalou o Japão onde se perderam centenas de vidas, fica novamente a pergunta: os animais conseguem mesmo prever terremotos? Os fatos comprovam que realmente isso é possível e tem acontecido, mas o que acontece é que os humanos não ligam muito para esse fato. De toda maneira, para aqueles que ainda tem dúvidas, um vídeo mostra o momento exato em que um cão labrador sai em disparada momentos antes de um tremor.

É impressionante como o cão chamado K9 que estava sossegado deitado no meio do escritório, de repente, sente que algo vai acontecer e sai em disparada. Segundos depois começa o tremor e pessoas saem correndo em busca das saídas. Logo as coisas começam a cair por todos os lados. O fato aconteceu nos Estados Unidos comprovando essa incrível capacidade que tem os animais para prever as catástrofes naturais.

Veja o vídeo incrível mostrando que momentos antes do tremor o cão já percebe o que vai acontecer:

http://www.youtube.com/watch?v=ZjnzHkUhRkA&feature=player_embedded

Fonte: ANDA

sexta-feira, 18 de março de 2011

Veja o que Barack Obama vai comer no Brasil

Nada de churrasco. Nada de feijoada. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu comida “vegan”. Isso mesmo: o presidente negro da maior nação do mundo, conhecida por se entupir de hamburguer, deu instruções para que a sua dieta no Brasil seja mais radical que a vegeteriana. Ou seja: nada do que tenha origem animal entra na alimentação. Nem carne, nem leite, nem ovos.

O veganismo, aliás, observa o direito dos animais pelo ângulo da ética, e os adeptos da filosofia não admitem qualquer exploração ou abuso sobre os exemplares da fauna, seja qual for a espécie.

Fonte: Congresso em foco

Saiba mais clicando aqui:
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=36391

quinta-feira, 17 de março de 2011

Tráfico de cocaína dentro de perus

Mais uma maldade criada pela mente humana (demente)
No que parece ser uma nova tendência no contrabando de droga, a polícia descobriu perús cheios de sacos de cocaína implantados cirurgicamente.
No que parece ser uma nova tendência no contrabando de droga, a polícia descobriu perús cheios de sacos de cocaína implantados cirurgicamente. As autoridades ficaram perplexas quando encontraram os perus dentro de grades, mas não encontravam a cocaína, confessou Otero Gonzalez, chefe da polícia anti-drogas. Só depois de levantar as penas das aves na região do peito, e detectar costuras feita à mão, é que descobriram a droga. O veterinário que retirou as cápsulas, afirmou que cada perú continha entre 11 a 17 cápsulas de droga, que variavam entre 1,9 kg e 2,9 kg.

Os traficantes, costumam usar mensageiros humanos que engolem os sacos de cocaína para conseguirem passar nas fronteiras, mas não é usual a utilização de animais. Já em 2005, a polícia colombiana tinha encontrado 3 kg de cocaína dentro da barrigas de seis cachorrimhos durante uma operação numa clínica veterinária.

Veja o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=YSBq31lKD_8&feature=player_embedded

Os dez mandamentos caninos

(clique na imagem para ampliar)

Isso vale também para gatos e outros animais de estimação que muitos adotam ou compram, e depois descartam por um motivo qualquer.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Vencedora do Oscar é vegetariana/vegana

Natalie Portman venceu a categoria de melhor atriz na 83a edição do Oscar, premiação que aconteceu na noite do último domingo (27.02). Essa foi a segunda indicação da atriz ao prêmio, e a primeira vez que conquistou uma estatueta.

Segundo a crítica, Natalie desenvolveu um papel de excelente qualidade, interpretando uma bailarina obcecada e paranóica no filme Cisne Negro. Ela perdeu cerca de 9 kg para atuar no filme e, durante a cerimônia, usou um vestido cor vinho para acomodar a barriga de grávida.

Em dezembro, Natalie e o noivo Benjamin Millepied - coreógrafo do Cisne Negro - anunciaram que a atriz, que é vegana, estava grávida.

Fonte: Vida Vegetariana

terça-feira, 15 de março de 2011

Cão sobrevivente à Tsunami no Japão

http://www.youtube.com/watch?v=a4RfNeOyoA4

Descrição do vídeo:
Equipe de Reportagem Japonesa encontra cão em meio aos escombros em
Arahama-Sendai. O cão atrai o repórter, pois quer que o repórter veja que
está protegendo outro cão que parece estar desfalecido.
Ele rodeia o amigo e
obriga a se mexer, para que o repórter verifique se ainda está vivo e
precisa de ajuda. Não há informações se o repórter resgatou os cães, o que é
pouco provável, mas ONGs Japonesas estavam se dirigindo ao local quando a
reportagem foi ao ar.

Gato sobrevivente da onda gigante que consumiu cidades inteiras no Japão