Sou vegetariana por amor aos animais

Sou vegetariana por amor aos animais
COLHER OU MATAR, a escolha é sua
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro
todos seriam vegetarianos."

(Paul e Linda Mc Cartney)



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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Boas notícias - Carne de Laboratório

Carne de laboratório
ONG promete prêmio a possível criador de "carne in vitro"

France Presse, em Washington
A ONG Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) informou que vai dar um prêmio de US$ 1 milhão para quem, até 2012, criar um método de produzir carne in vitro que seja semelhante em gosto e aparência à de verdade.
Deve ganhar o prêmio o indivíduo que conseguir desenvolver, produzir em escala comercial e ainda vender carne de frango feita em laboratório. O produto deve estar à venda até 2012 em dez Estados norte-americanos a preços competitivos.
"A produção de carne in vitro poderia usar células-tronco animais colocadas em um meio para crescerem e reproduzirem. O resultado imitaria a carne real e poderia ser cozinhada e comida", afirmou a ONG, em um comunicado.
Segundo a organização, como muitas pessoas "se recusam a deixar seu vício por carne, a Peta deseja ajudá-los a ter acesso a uma carne que não causa sofrimento e morte".
Equipes ao redor do mundo já trabalham para produzir carne em laboratório, mas deve levar algum tempo até que esses produtos cheguem de fato ao mercado. No concurso, dez jurados da ONG vão provar a carne artificial para ter certeza de que a textura e o sabor são semelhantes aos do frango comum.
De acordo com a Peta, a medida tem o objetivo de diminuir o sofrimento animal. "Mais de 40 bilhões de frangos, peixes, porcos e bois são mortos por ano de modos horríveis para gerar comida nos Estados Unidos", diz a organização.
"A carne in vitro poderia livrar os animais do sofrimento. Além disso, a carne in vitro poderia reduzir de modo dramático os efeitos devastadores dessa indústria no ambiente", diz.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Acorda Bicho-Homem!

(foto Jornal O Dia)


Ivana Maria França de Negri

Águas impetuosas
despencam dos céus
lambendo encostas
devorando barracos
e arranha-céus

Nada é poupado
gente, bicho ou planta
Revoltam-se os humanos
e se perguntam: “por quê?”

A natureza age
como há milênios,
sempre igual
Foi o próprio homem
quem dizimou as florestas
desviou cursos de rios
edificou nas ladeiras
destruiu matas ciliares

E agora lamenta a devastação
enquanto contabiliza os mortos
Não é vingança da natureza,
apenas lição...
(

domingo, 16 de janeiro de 2011

A imagem da lealdade


15.jan.2011 - Cachorro "guarda" o túmulo de sua dona, Cristina Maria Cesário Santana, em Teresópolis, morta nas chuvas que atingiram a região serrana do Rio.
Há dois dias o animal não sai do lado do túmulo.

Segundo a agência de notícias France Presse, que registrou a imagem do cachorro neste sábado (15) no cemitério de Teresópolis, o animal está há dois dias no local onde sua dona foi enterrada.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/01/15/cachorro-em-teresopolis-guarda-tumulo-da-dona-morta-nas-chuvas-do-rio.jhtm



Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/861565-cao-ajuda-a-resgatar-corpos-de-seus-donos-em-teresopolis-rj.shtml

O vira-lata Caramelo (nome que lhe deram as equipes de salvamento) ajudou a resgatar os corpos de seus donos, soterrados durante a chuva da semana passada, e não arredou pé da sepultura deles.

Ele vivia com sua dona, Cristina Maria Cesário Santana, e outras três pessoas numa casa do bairro Caleme, um dos mais devastados em Teresópolis. A casa foi soterrada e a família morreu. O cão escapou, mas ficou cavando até localizá-los.

Quando as equipes de resgate chegaram ao local, foram guiadas por Caramelo até os corpos. Ele foi resgatado pela ONG Estimação. Não queria sair do lado da cova de sua dona e agora está muito carente. Pula no colo de qualquer pessoa que se aproxime.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Você é a favor do uso de peles na moda?

Polêmico, uso de peles volta às passarelas.
Material apareceu em coleções de inverno de três estilistas em semana de moda carioca; para ambientalistas, tendência é cruel e desnecessária

(fonte O Estado de S.Paulo)

A temporada de moda mal começou no Rio e já traz, além de tendências para outono e inverno, uma grande polêmica ambiental: o uso de peles verdadeiras. Nos desfiles do Fashion Business - evento paralelo à Fashion Rio, que começou ontem -, pelo menos três estilistas levaram peles à passarela: Carlos Miele, que usou raposa e coelho; Patrícia Vieira, que apresentou roupas de pele de cabra e de coelho, e Victor Dzenk, com peles de chinchila tingidas de rosa, vermelho e azul.

Marcos de Paula/AEPeles em alta. Modelo desfila pela grife Carlos Miele durante a abertura do evento Fashion Business, no Copacabana Palace
O tema é controverso porque o inverno brasileiro é ameno e não haveria razão para o uso de peles verdadeiras. "Não se justifica usar peles no Brasil", afirma Ingrid Eder, gerente de campanha da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, em inglês). Segundo ela, mesmo os animais que são criados para a produção de pele são submetidos a maus tratos. "Não há morte indolor. As chinchilas são eletrocutadas ou têm os pescoços deslocados. Agonizam conscientes, enquanto a pele é retirada", diz.

A estilista Patrícia Vieira argumenta que não pode usar material sintético porque sua "única matéria prima é o couro", que trabalha desde o curtimento até o acabamento. Mas ela ressalta que só usa "couro abatido pela carne", que é um subproduto. "O que faço é aproveitar o que sobra e usar um acabamento diferenciado. Também não sou a favor de usar animais abatidos só para esse fim e me preocupo com todo o processo. Só trabalho com curtumes que tenham tratamento de resíduos para não agredir o meio ambiente", diz a estilista (leia mais abaixo).

Chiara Gadaleta, consultora de moda, avalia que é "desnecessário o uso de peles verdadeiras nas passarelas". "Nosso clima não pede peças tão quentes. E pensando em uma época onde a moda precisa coexistir, integrar-se com o meio ambiente e com todos os ecossistemas, o uso de peles de animais significa dizer não a essas necessidades", afirma. Ela lembra que existem alternativas para peças de inverno, como técnicas de tricô. A consultora lança amanhã no Rio um instituto para promover a sustentabilidade na moda. "O nosso papel é o de informar e conscientizar, mas a decisão é do estilista", diz.

Os ativistas pelos direitos dos animais ficaram chocados com o uso de peles nos desfiles brasileiros. Nina Rosa Jacob, presidente do Instituto Nina Rosa, afirma que vestir peles no País não faz sentido." Os estilistas deveriam usar materiais que valorizassem nossas verdadeiras origens", diz. Ela conta que em novembro do ano passado foram feitos diversos protestos pelo mundo, até mesmo em Porto Alegre e em São Paulo. O movimento foi chamado de Sexta-feira Sem Pele. "Mas não costumamos fazer protestos em grande escala no Brasil porque o uso não é comum."

Ashley Byrne, da ONG internacional de proteção aos animais Peta, afirma que as peles sintéticas são mais leves, mais duráveis e práticas para cuidar. "É irresponsável e desnecessário usar peles verdadeiras, especialmente num país de clima quente como o Brasil."

Negócio. Apesar do clima, o uso de peles é um promissor negócio no Brasil. O País é o segundo maior produtor de peles de chinchila, atrás da Argentina. São cerca de 500 fazendas que abatem e comercializam em torno de 40 mil peles por ano.

O deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB-SP), autor de um projeto de lei que proíbe o abate de chinchila para o comércio da pele, afirma que já participou de apreensões de animais até em São Paulo. "Eram 400 chinchilas, confinadas em gaiolas num apartamento no Bom Retiro", conta. Para o deputado, o uso de peles na moda brasileira é um retrocesso.

Mas as peles ainda têm um público cativo. O empresário Luiz Mori é proprietário do Atelier de Peles, que há mais de 60 anos armazena casacos de pele natural de famílias tradicionais de São Paulo. Além de guardar as peças, ele faz manutenção e reformas.

Cada peça pode custar de R$ 4 mil a R$ 20 mil, mas existem casacos de até R$ 100 mil, feito de zibelina russa. "Quem armazena os casacos são famílias ricas. Antes, a classe média também usava, mas está surgindo uma nova classe média que não usa."

Para o empresário, a pele natural e a sintética são "bem diferentes". "A pele natural tem qualidade superior. É muito mais chique que a sintética."



Se causar sofrimento for chique, estou fora!!!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Vegetarianos em Viagem - Londres

Vegetarianos em Viagem – Londres

Quem for vegetariano/vegano e pretende conhecer o Reino Unido, se prepare para muitas surpresas agradáveis!
Londres é encantadora, e os moradores têm um estilo de vida único.


Um brinde à gastronomia vegetariana ! No inverno londrino começa a anoitecer às 15h30 e às quatro da tarde já é noite fechada.
Amanhece bem tarde também. Os dias são curtos e as noites longas.

Mas isso não impede que todo mundo saia às ruas, com frio, chuvisco e até neve. Circulam com carrinhos de bebês, crianças, e os idosos também não ficam em casa e lotam os Pubs, Cafés, Restaurantes, Museus, Teatros e Cinemas.
E a gente nem sabe se estão lanchando, almoçando ou jantando, pois tudo fica lotado em todas as horas do dia e da noite.

Eu estava receosa a respeito da alimentação lá, pois sei que a carne de carneiro é prato típico da Inglaterra. Morri de pena, ao ver pela janela do trem, que nos levou à Escócia, milhares deles pastando na neve, e os riachos congelados. Espero que os produtores sejam piedosos e só façam a tosquia no verão.

Mas graças a Deus, constatei que todos os restaurantes possuem opções vegetarianas. É só procurar pelos pratos com um “V”(Vegetarian)

Embalagem de pão vegano, sem gordura animal , com o "V" característico na embalagem

A maioria dos supermercados possuem gôndolas exclusivas de produtos vegetarianos. Inclusive, os restaurantes tradicionais que servem comida típica, oferecem o mesmo prato na versão VEG.
A salsicha de carneiro com purê de batatas e molho, tem a versão VEG (é só pedir) com deliciosas salsichas feitas com grãos e temperadas com saborosas ervas e condimentos.
O hambúrguer de lentilhas, bem temperado e apimentado, é manjar dos deuses.


Sanduiche de carne vegetal, muito bom, em Liverpool. E o suquinho de laranja, vitamina C que não deve faltar numa alimentação vegetariana já que essa vitamina ajuda a fixar o ferro no organismo.
Talvez a causa de tantos vegetarianos na Inglaterra seja um pouco por influência do ex-Beatle Paul Mac Cartney, vegetariano há décadas e defensor atuante da causa animal
Não sei se todos têm conhecimnento, mas podem ter comida vegetariana no avião. É só pedir na agência de viagens que solicite na companhia aérea o cardápio diferenciado.
No The Cavern Club, em Liverpool, onde os Beatles iniciaram sua carreira

Pizza é sempre pizza - uma preferência universal
Não gosto desse chapéu da Guarda Real Britânica. É feito de pele de ursos...

Espero que um dia, não tão distante, eles sejam fabricados com peles sintéticas



Stella Mc Cartney, filha do Paul, luta para que essa substituição seja feita o mais breve, e até bolou um chapéu ecológico, vejam aqui:



Pão VEG sem gordura animal - Hum!!!

Embalagem de sanduiche com o "V"



Uma preocupação constante com o ecologicamente correto - guardanapos 100% de fibras recicláveis

Sabonete feito com óleo de oliva, sem gordura animal também

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Exercício para fazer com os olhos

(vejam o olhar de sofrimento de quem sabe que vai ser abatido...
e abatido para quê? para satisfazer humanos que poderiam muito bem estar ingerindo perfumosas frutas, legumes, grãos e verduras)

Exercício para fazer com os olhos
Fernanda Franco

Uma semente não vira uma árvore grande de repente, assim como tornar-se vegetariano não é algo que se dá de uma hora para outra. Ninguém acorda e simplesmente decide: a partir de agora serei vegetariano.

Por trás de toda mudança (verdadeira e sólida), existe uma mobilização interna na forma como compreendemos e sentimos as coisas. E essa evolução se dá conforme vamos tomando contato com o que vive em tudo, com a verdadeira natureza dos acontecimentos, com o que realmente existe e importa.

Pensando nisso, eu gostaria de propor aqui um exercício para fazer com os olhos. Quero fazer um convite desprovido de qualquer intenção de mudança. Quero apenas compartilhar com quem me lê os efeitos da experiência de olhar e ver.

A experiência simples de olhar nos olhos

Empatia é quando acessamos o que o outro está sentindo. É quando experimentamos na pele, por meio desse acesso, o que se passa no outro, e conseguimos compreender exatamente como o outro se sente.

Com o tempo, fomos minimizando nossa capacidade de empatia por conta da distância. Talvez tenha sido uma forma de nos protegermos do sofrimento que nos acomete quando passamos a saber de algumas coisas dolorosas. Porque saber é conhecer. E se eu conheço a dor que é ser torturado para virar casaco de pele, por exemplo, eu não vou querer isso para o outro. Nem para um humano, nem para um animal: a dor existe para os dois.

Acontece algo dentro da gente, depois que vemos ou presenciamos o sofrimento de um ser. No caso dos animais que são retirados de seus habitats, de sua vida natural, para serem confinados e depois serem abatidos para o consumo humano, tudo isso se dá por trás de paredes espessas, e dentro de lugares bem distantes das nossas casas. Dos nossos ouvidos, dos nossos olhos, dos nossos filhos. E ai de quem quiser nos mostrar algum vídeo que revela essa triste e dolorosa realidade: “apelação”, respondemos sem pestanejar.

Pelo contrário: mostrar uma verdade que querem esconder de nós nunca é uma “apelação”. Ora, se precisamos saber de algumas coisas, e isso só se dá pelos olhos (por conta da distância convenientemente estabelecida entre a origem das coisas e o que consumimos) então precisamos ver. Enquanto não sabemos, precisamos ver.

Pensemos: por que será que não existe um abatedouro no centro das cidades, ali perto da igrejinha? Se o consumo de carne é algo tão dentro das diretrizes divinas e que respeita os direitos fundamentais de todos os seres, por que escondemos dos nossos olhos a origem do que comemos? Será que é porque não suportaríamos ver nem ouvir o sofrimento de um animal agonizando antes de ser abatido? Será que é porque não suportaríamos perceber que fazemos parte desse grande erro cometido contra seres indefesos, à medida em que consumimos sofrimento? Será que é porque não queremos nos abrir para a consciência que nos leva à mudança?

O exercício de olhar é um exercício também de coragem. E foi justamente esse exercício que me deu a capacidade de ver o que antes eu não via. Não via porque nunca tinha me permitido antes olhar e acessar a dor dos animais que são explorados pelo homem, em especial os que são criados e confinados para o consumo humano. O máximo que eu conhecia até então era a dor de um animal abandonado na calçada, passando fome, frio e tristeza.

O meu “exercício para fazer com os olhos” foi quando me recomendaram assistir ao documentário “A carne é fraca”. O filme começa com muitas informações e depoimentos, e vai avançando o olhar para dentro da triste realidade escondida nos abatedouros. Ter permanecido o meu olhar nos olhos de um animal segundos antes de seu suspiro final, a caminho do abate, mudou tudo para mim. Bastou para que eu não mais consumisse carne. Ninguém me convenceu de nada: eu experimentei a dor daquele olhar mudo de morte e convivo com ele todos os dias, sempre que vejo um pedaço de carne no supermercado, na propaganda da televisão, no cardápio de um restaurante.

Eu me tornei vegetariana justamente e imediatamente depois de experimentar a dor desse animal morrendo. Eu acessei um silêncio triste de morte e a comoção que aquilo me causou fechou um ciclo na minha vida: eu não mais olharia para um pedaço de carne sem enxergar aqueles olhos tristes de morte.

Ver um animal sofrendo ou morrendo por escolha do ser humano talvez signifique para você a gota d’água para uma mudança. Mas não necessariamente: a gota d’água é a água que transborda. Mas só transborda porque o copo já estava cheio.

Independentemente do compromisso de vivenciar qualquer tipo de mudança, olhe nos olhos da vida. Se uma experiência foi significativa para mim não significa que reverberará da mesma forma nas outras pessoas, em você. Mas uma coisa é certa: o exercício de olhar nos olhos é um convite à alma, e a escolha de mudar é de cada um. Transbordar é consequência do que a alma consegue enxergar.



"No homem e no animal, a dor é igual"

José Franson

domingo, 26 de dezembro de 2010

Ahimsa


Ivana Maria França de Negri

Palavra que vem do sânscrito, o contrário de violência, ahimsa é a não-violência. Mahatma Gandhi tornou-se célebre por colocar na prática essa filosofia.
A base desse pensamento é não praticar nenhum ato que envolva violência contra qualquer criatura vivente, seja ela humana ou animal.
Muito já escrevi sobre maus-tratos aos bichos, histórias engraçadas envolvendo animais, outras tristes, já abordei assuntos polêmicos sobre a existência de alma neles, já polemizei sobre o vegetarianismo, que é uma opção salutar de quem se recusa a fazer uso da carne em sua alimentação, e também descrevi minhas experiências no trabalho voluntário na Sociedade Piracicabana de Proteção aos Animais.
Já fui enaltecida e parabenizada, mas também muito criticada e contestada. Mas não pretendo abandonar as convicções que trago enraizadas fortemente comigo.
A todo momento a mídia nos mostra exemplos da incapacidade humana de praticar ahimsa. Animais de circo são explorados e adestrados sob tortura, cobaias são vítimas, em nome da ciência, de experimentos dolorosos em laboratórios. Rodeios, touradas, rinhas de galos e de cães multiplicam-se para que alguns se enriqueçam com esses circos de horrores. Rituais macabros são realizados em certos cultos religiosos que usam sangue de animais e imolam inocentes criaturas. Caçadores e pescadores fazem da morte um esporte. Animais silvestres são capturados para prover o tráfico ilegal. Pássaros são aprisionados em minúsculas gaiolas, cavalos puxam carroças sem o mínimo conforto, muitas vezes levando peso muito além de sua capacidade, sendo chicoteados violentamente.
Para abastecer o mercado de peles e da vaidade humana, milhares de animais são mortos de maneira impiedosa. Filhotes de focas são abatidos a pauladas sob as vistas de suas desesperadas mães, outros são presos em armadilhas cruéis e depois afogados para não estragar a pelagem ou são executados por descarga elétrica que causa parada cardíaca. Alguns recobram a consciência enquanto ainda estão sendo esfolados. Por que o uso de peles é considerado chique? Como pode a violência ser elegante?
Outra morte cruel é reservada às baleias. Um poderoso arpão é cravado em sua carne, e em seguida, explosivos são acionados dentro dela. As baleias levam horas para morrer e ficam agonizando enquanto os barcos de pesca as arrastam deixando um rastro de sangue. Quando mães são arpoadas, os filhotes ficam perseguindo os barcos e ouve-se de longe seu grito de desespero ou o lamento choroso das mães ao verem os filhotes mortos.
Nos abatedouros o cenário de horrores é dantesco e indescritível. E o homem se diz um ser racional, inteligente e criado à imagem e semelhança de Deus. Também se auto-intitula um ser de paz. Quanta ironia!
A proteção aos animais não deve ser restrita apenas aos cães e gatos e sim se estender a todas as criaturas que dividem conosco o planeta Terra.
Encerro com a sábia citação de Pitágoras: “Enquanto os homens continuarem a ser destruidores impiedosos dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerão a saúde e nem a paz. Enquanto massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor”.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Gandhi


"Aquele que não conseguir enxergar Deus no ser que cruzar o seu caminho, pode desistir de procurar por ele."



Mahatma Gandhi

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Uma Ceia de Natal Diferente!


http://www.vidavegetariana.com/site/natal.php?page=especiais/natal/colunista


(continho para crianças)


Como acontecia todos os anos, às vésperas do Natal, os animais da fazenda ficavam aflitos esperando para ver quem seria a próxima vítima.
O pato viraria pato-no-tucupi? Ou a dona galinha, separada dos seus pintinhos, seria servida ao molho pardo? Ou o pobre carneiro se transformaria em antepasto?
Ou seria o boi que viraria filé ou medalhão ao molho madeira na ceia daquele ano?
O porco tremia todo e soluçava:
- “Buá! Não quero virar presunto, salsicha, pernil, torresminho e nem bacon!”
E o peru, coitado, era quase certo que se elegeria o prato principal, no centro da mesa, com a barriga recheada de farofa. Era o que mais tinha medo nesses dias, e choramingava como um bebê, sem se conformar com a triste sorte.
- “Por que os humanos comemoram o Natal desse jeito? Somos inofensivos, não fazemos mal a ninguém. Só queremos viver! "
O Menino da manjedoura, o aniversariante desse dia, certamente não gostaria de ser festejado com mortes, já que aniversário é uma celebração da Vida.”
Sossegados mesmo, só estavam o cão, o gato, e o papagaio da fazenda. Com eles a coisa era diferente. Tinham lugar para dormir, comida gostosa e carinho. Não precisavam ter pesadelos com a cozinheira e suas horríveis panelas.
- “Isso é discriminação!”, coaxou o sapo na lagoa. “Para uns carinho e para outros a panela? Protestemos! Vamos ver o que dizem as leis dos direitos dos animais!”
- “Eu também gosto de carinho”, disse lacrimejando o carneirinho. “Por que ninguém me faz um afago?”
Todos os animais estavam unidos nessa hora tentando entender o comportamento dos humanos. A lei dos direitos dos animais valia só para os animais de estimação. Que pena...
Mas naquele ano, tudo seria diferente!!!
Eles nem imaginavam que Matheus, um menino vegetariano de 11 anos, vinha passar o Natal na fazenda e mudaria para sempre aquela tradição medonha.
Matheus era um garoto muito esperto, inteligente e de bondoso coração. Tinha um cachorro e vários gatos. Amava todos os bichos e não se conformava com o fato de as pessoas dizerem amar os animais, mas devorarem seus corpinhos nas refeições.
Não querendo mais compartilhar desse ritual horroroso, resolveu se alimentar apenas de frutas, legumes, verduras e grãos. Havia tanta fartura de alimentos nesse mundo! Não achava necessário aquela matança inútil. Era só uma tradição boba que podia ser mudada.
Assim que chegou na fazenda, contou aos primos do sofrimento dos bichinhos até chegar à mesa sob a forma de comida. Falou da indústria da carne, uma das mais cruéis, da aflição que os animais sentiam ao subir os degraus do matadouro e do triste fim que era dado a eles.
Todos se surpreenderam com tudo o que Matheus contou e derramaram lágrimas com ele. Nunca haviam pensado nisso, e agora alguém os alertava para a injustiça dessa tradição milenar, que era passada de geração em geração.
Resolveram que naquele ano o Natal seria diferente!
Comunicaram aos pais, tios, primos, avós e amigos, que eles mesmos iriam preparar a ceia e que todos aguardassem a grande surpresa.
Cochichos de lá, segredos de cá, e a véspera de Natal estava chegando.
Enquanto isso, os animaizinhos, em polvorosa, estavam com muito medo do destino que os aguardava.
Mas qual não foi a alegria deles quando as crianças contaram o grande segredo!
Todo mundo sabe que crianças e animais conseguem se comunicar, mas muitos adultos não compreendem e por isso ignoram.
O Natal daquela família se transformou no melhor Natal de suas vidas.
Todo mundo reunido em volta de uma mesa colorida, de pratos leves, saudáveis, e o melhor de tudo: sem mortes!!! Aquilo sim era um Natal de Paz e de Amor!
Mariana preparou uma bela macarronada com suculento molho de tomates.
Edu fez várias pizzas vegetarianas de dar água na boca.
Clara sabia fazer saladas e molhos muito bem. E a Talita preparou o que mais gostava: batatas fritas pra todo mundo!
Sem contar que Mikaela trouxe salgadinhos de soja pra ninguém botar defeito. Uma delícia!!! Quibes, coxinhas, esfirras, empadinhas, tudo à base de vegetais!
E as sobremesas? Pavês, compotas de frutas, pudins, sorvetes e um pratão de brigadeiros para completar.
Só sei que a ceia ficou deliciosa, e todos se deliciaram com as gostosuras. E certamente o Menino Jesus abençoou aquela família e os animaizinhos tiveram pela primeira vez, em séculos, um Natal de PAZ! Céu e terra estavam em comunhão porque havia harmonia entre todas as criaturas que dividiam um lugarzinho na Terra.
Era o início de uma nova Era de PAZ, AMOR e FRATERNIDADE.
Feliz NATAL VEGETARIANO para todos vocês!!!

Autora: Ivana Maria França de Negri

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Salsicha, tender, hamburguer, linguiça, salame, tudo de soja!

(clique na imagem para ampliar)

Aqui você encontra os mais variados embutidos vegetarianos para suas receitas. Se em sua cidade não tem, entre em contato. São excelentes e deliciosos!

Feliz Aniversário, Redentor!

NATAL SEM MORTE

600.000.000 serão assassinados antes do Natal de 2010. Uma destas vidas depende de você, de sua compaixão e humanidade. Se você deseja salvar a vida de um de nossos inocentes e pacíficos irmãos menores, não coma os corpos, nem beba o sangue dos seres do ar, da terra e da água.
Neste Natal recuse-se a participar da mesa da crueldade e covardia. Não coma cadáveres! O Salvador veio para dar vida e não tirá-la. Ele é o redentor de todos os seres do universo, e, certamente, não gostaria que o seu nascimento fosse comemorado com o massacre de seres indefesos. Alegre-se sem trazer dor e morte aos nossos irmãozinhos, que em muito dependem de nós.

Feliz Aniversário, Redentor!

Salgadinhos Vegetarianos


Para festas e confraternizações, deliciosos e bem temperados salgadinhos à base de soja. Contato com Geni.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Homenagem aos Protetores de Animais

Por você REALMENTE voluntário, que com tantos compromissos agendados, não ficou indiferente diante de um animal atropelado, sarnento, esfomeado, abandonado. Por você voluntário, que teve seu descanso interrompido para socorrer um animal aos gritos ...

Por você que desceu ribanceira, correu na chuva, atolou na lama ...

Por você voluntário, que mesmo sem espaço, acolheu mais
um animal abandonado ...
Que diante de um gemido de um cão, ou de um gato, não teve seus ouvidos tapados...

Por você que diante de um animal teve compaixão
Que curou feridas, vacinou, castrou, amou

Por você voluntário, que nunca escondeu a emoção

Que chorou, que sofreu ao lado de um cão

Que criou mais braços e pernas para alcançar soluções

É por você voluntário, que o mundo animal tem se tornado menos pior

É por você que inúmeros miaus e aus aus, se espreguiçam ao sol

Brincam na grama, abanam a cauda, atendem por um nome

E é através de você voluntário, de sua ação, que muitos animais tiveram oportunidade de reabilitação, conseguiram um lar, um brilho de alegria no olhar

A todos os voluntários,
rendo minha singela homenagem

Pelo seu amor, dedicação e coragem.

Deus abençoe toda mão que trabalha pela Divina Criação

Parabéns a todos REALMENTE voluntários!

(autoria desconhecida)