Sou vegetariana por amor aos animais

Sou vegetariana por amor aos animais
COLHER OU MATAR, a escolha é sua
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro
todos seriam vegetarianos."

(Paul e Linda Mc Cartney)



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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Rituais religiosos que sacrificam animais - Até quando?


Até quando certas seitas e religiões vão proceder como na idade das cavernas?


Até quando animais inocentes serão dolorosamente assassinados?


Qual entidade ou divindade de luz aceitaria oferendas que envolvem dor e sofrimento?

domingo, 5 de dezembro de 2010

Minha receita de coxinha vegetariana


Segue a receita das coxinhas veganas que várias pessoas me pediram:

Massa:

Coloque numa panela tefal ( aquela que não gruda ) 2 xícaras (chá) de trigo, 2 xícaras de água , 2 cubinhos de caldo de legumes (ou 1 pacorte de sopa creme de cebola) e 1 colher de margarina.
Misture bem e leve ao fogo, mexendo sempre, até que se forme a massa na consistência boa de enrolar as coxinhas. Ela se solta do fundo da panela formando uma bola. Reserve.

Recheio:
Hidrate na água, até que fique molinha, 1 xícara de PTS (proteína de soja moída). Escorra bem apertando numa peneira.
Coloque azeite numa panela, alho e cebola ralados ( quem não usa esses temperos pode colocar os que está acostumado), tomate picadinho, cheiro verde, pimenta calabresa e caldo de legumes. Não colocar shoyo (molho de soja) para não escurecer a "carne".
Com a massa já fria, enrolar no formato de coxinhas com bastante recheio, passá-las na margarina derretida e no pó de rosca.
Depois é só fritar em óleo bem quente e escorrer em papel toalha.
Não esqueçam de armazenar o óleo de fritura usado numa garrafa pet e colocar nos locais de coleta!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Visita a um matadouro traumatiza crianças


Crianças ficam em choque após presenciar as atrocidades praticadas contra os animais num matadouro (Reprodução/newsweak)

Dezoito estudantes da Mavis Beacon Elementary School, em Ohama, Nebraska, ficaram extremamente horrorizadas ao ver como as vacas são cruelmente assassinadas e torturadas. Alguns dos estudantes vomitaram e a maioria chorava o tempo inteiro. O professor, Maxwell Barnes, responsável pela organização do passeio, diz de forma natural e terrível: “eu não vejo nada de errado no passeio. No início do ano fizemos uma visita a uma fábrica de chocolates. As crianças têm curiosidade em saber de onde vem sua comida. Eu não acho que deve haver algo de errado mostrando de onde vem a carne”. Como se vacas cruelmente assassinadas fosse algo muito natural.

De acordo com informações do jornal Newsweak, as crianças foram levadas no compartimento de carga onde os animais são transportados e testemunharam a barbaridade de como é realizado o processo de sacrifício, onde os animais recebem um tiro de pistola pneumática na cabeça, tendo “morte cerebral”.

Diante da reação horrorizada das crianças, o chefe do estabelecimento Dan Smith conta: “dissemos a eles que era tudo parte natural da carne, como são feitos hambúrgueres deliciosos que eles comem. Mas parece que não judou nada”. Como se as crianças fossem seres incapazes de pensar por si só na crueldade que foram obrigadas a presenciar.

Depois do desmaio horrível, os animais foram acorrentados pelas pernas traseiras e esquartejados, sangrando até a morte completa. Diante de tão horrenda cena, as crianças ficaram ainda piores. “Eu vi um menino vomitando. E, depois, todos começaram a correr e vomitar pelo local. Ficou tudo fora de controle. Eu me assustei e não continuei o passeio”.


Fonte : Rede Bichos

http://redebichos.ning.com/group/souprotetorevegetariano/forum/topics/trauma-em-criancas-diante-da?commentId=3060656%3AComment%3A203455&xg_source=activity&groupId=3060656%3AGroup%3A3605

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vegetariano morde?

Vegetariano morde?
Ivana Maria França de Negri

Quem é vegetariano já ouviu perguntas as mais absurdas, inusitadas, e por vezes até ilárias. E é claro que a pergunta que dá título a esta crônica foi apenas um chamariz para a leitura do texto. Mas não deixam de ser engraçadas as situações que um vegetariano vivencia.
Muita gente imagina que o vegetarianismo é uma espécie de religião e fazem perguntas tipo: “vegetariano pode beber?” ou “vegetariano pode fumar?”
Vegetariano, como o próprio nome sugere, come alimentos de origem vegetal, isto é, nada que seja oriundo da morte de animais, nenhum tipo de carne. Beber ou fumar é opção de cada um, mas a maioria que opta por uma alimentação saudável, fatalmente não vai fumar e nem beber, pois conhece os danos que esses vícios causam ao organismo.
Outro dia fui alvo de uma pergunta no mínimo engraçada. Alguém me perguntou se vegetariano podia tomar refrigerante. A menos que seja alguma bebida oriunda de vísceras ou sangue, o que desconheço existir, é claro que pode se ele assim o desejar.
Vegetarianismo não é religião e nem regime para emagrecer, pois muitos vegetarianos, principalmente os que pendem para as massas e doces, estão acima do peso. Existem vegetarianos magros, gordos, de diversas religiões e raças e os que bebem ou são fumantes.
Ser vegetariano é apenas uma opção boa para a saúde, para o meio ambiente e para os animais – menos sofrimento para eles.
Imagino que no futuro o contingente de vegetarianos vai aumentar pois não haverá mais espaço para grandes criações de gado porque a população humana vai se multiplicar drasticamente no planeta povoando áreas antes destinadas às fazendas de gado.
A alimentação carnívora é resultado de hábitos milenares herdados dos ancestrais das cavernas, quando não havia outra opção a não ser caçar para comer. Hoje em dia existem tantas variedades de alimentos que nem seria preciso mais matar.
Os animais seguem os instintos, mas o homem possui o dom de discernir.
Uma pessoa vegetariana fica com o paladar bem apurado e consegue distinguir vestígios de carne numa refeição, mesmo que bem diluídos. Como diz o ator Claudio Cavalcanti, vegetariano e defensor dos animais, “ninguém nunca pensa que as iguarias que consome nas comemorações natalinas, nos domingos e nas festas, são fruto da matança, do sangue, dos berros de dor, do pavor, da tortura, do pânico, enfim, do sofrimento dos animais para que tudo fique reduzido a uma sinistra e repugnante evidência da inconsciência em que se baseiam nossas tradições.”
Crianças são condicionadas a amar os animais. Dão-lhes fofos gatinhos, meigos cãezinhos, peixinhos coloridos e pássaros canoros de presente para que cuidem deles e os amem. E ao mesmo tempo, dizem-lhes: coma a “carninha” que está no prato, coma um pedaço do peixe que faz bem. E como fica a cabeça de uma criança que tem o peixinho no aquário para amar e um outro no prato para comer? Por que lhe mostram o cabritinho, o bezerrinho, a fazem acariciá-los e depois a obrigam a comer sua carne?
Quando um adulto acordar para essa realidade cruel e tomar consciência, está a um passo de se tornar vegetariano, um ser de paz.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Isso é Arte???

Peles de cães e gatos servindo de tapete numa "exposição de arte" para serem pisoteados pelos visitantes
Porco empalhado numa exposição do Banco Itaú

Urubus vivos na Bienal em São Paulo, presos e sujeitos ao barulho e luzes fortes 24h por dia
Porcos tatuados em mais uma exposição de gosto duvidoso
Este cão sem dono morreu de fome e sede numa exposição do "artista" Guillermo Vargas da Costa Rica. Ficou amarrado por dias sem poder sair até morrer de fome, sendo que acima dele estavam escritas frases com ração. Um ABSURDO!
Pseudo-artistas utilizam animais vivos ou mortos em exposições de gosto duvidosoCavalo empalhado com placa fincada no dorso escrito "Jesus de Nazaré, rei dos judeus"
Mais arte bizarra nos sites abaixo:

http://edself.blogspot.com/2009/03/artista-usa-animais-empalhados.html
http://www.anda.jor.br/2010/04/03/artista-morbida-usa-animais-dissecados-em-suas-obras/

Curso de Culinária Vegetariana em Piracicaba


Pratos vegetarianos para a ceia de Natal pelo chef Fabio Ros com degustação no local

ef

Especista até no couro

Sou especista até no couro
Marcio de Almeida Bueno

As pessoas aí – mesmo as ruminantes de carne – se chocam com os vídeos da indústria de peles, e nem daria para não se chocar mesmo, mas mantêm o couro só no sapatinho. Até hoje não entendi porque a bifurcação mental entre animais fofos e peludos – e de certa forma distantes, e a vaca que capota no cimento do matadouro. Sim, antes que gritem os chatos, eu sei dos detalhes sórdidos e criativamente cruéis que envolvem esta ou aquela atividade em específico, mas daí estaríamos caindo barranco abaixo em direção ao bem-estarismo, do tipo ‘se meu remorso for menor, pode tá?’.
E a coisa nao é assim. É preciso pensar que, em princípio é uma pele animal que cobre o sapato, segura as calças para não caírem ou ‘protegem contra o frio’, conforme justificativa de praxe. Então se aceita uma pele daquele animal ali, o gordo com chifres e meio pateta, mas não do fofo e ágil, com talento para virar desenho animado.
O cheiro de couro ao passar em frente a uma loja ‘especializada’ me embrulha o estômago.
E esse couro foi tratado e processado até perder sua, digamos, aparência de animal. Tal como os nuggets ou a mortadela, coisa que se come mas não traz a cara de quem, tocado por Midas ao contrário, virou alvo do tesão gastronômico. E quem arrota preocupação com o meio-ambiente sustentável deve estar sempre gripado, com ‘dariz endupido’, toda vez que passa pore região onde tenha curtume. E toda a água intoxicada, metais pesados a go-go, é encanada e enviada para Marte, claro. “An, mas couro é natural, sintético é que faz mal”, como já ouvi de uma subgênia ao receber um panfleto anti-couro.
E, no entanto, essa gente vira a cara na hora de assistir a um vídeo – mas a vida é ao vivo – de morte de bichinhos fofos para que a J-Lo ou o 50Cent tenham onde gastar o dinheiro que ganham com sua, tipo, ‘arte’. Quem acha que estou valorizando menos o sofrimento dos arminhos, martas e outros animais que ‘dão sua pele para aquecer os humanos’, que me encontre em qualquer Sexta Sem Pele.
Vejam que falei da MORTE de um animal, não falei de sua desgraçada vida dentro de uma gaiola, retirado da natureza para ser ingrediente das planilhas de cálculo de exportação. É necessário fazer um insight e pensar no que é acordar todo dia em um quadrado de grades, tendo como opção comer, cagar, dormir ou girar no próprio eixo.
OK, tem humano que faz apenas isso durante toda sua existência e ainda se considera o degrau final do darwinismo, mas não é esse o ponto.
A questão é que esfolar terceiros para ter um calçado, etc, mais resistente – em tese, moçada, em tese – é uma escolha do sistema apresentada em dois de seus altares sagrados – a indústria e o comércio. Em não havendo ‘de couro’ de um dia para o outro, o povo vai espernear por um tempo, os formadores de opinião vão dizer o que o patrão mandar por um tempo, mas depois todos vão marchar felizes usando calçado feito de _________. Mais barato e resistente.
E, se imagino, poluindo apenas TANTO QUANTO antes, o tal meio-ambiente sustentável puxa-voto. Mas para isso, os especistas esdão zempre de dariz endupido, diacho!
Fonte: ANDA

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sexta- feira sem pele - Worldwide Fur Free Friday


No próximo dia 26 de novembro acontece em todo o mundo a terceira edição da Sexta Feira Mundial Sem Pele – Worldwide Fur Free Friday, um dos protestos de ação global de maior relevância na luta pelos direitos animais. No último ano foram realizados protestos em mais de 120 localidades ao redor do mundo pedindo o fim do cruel comércio de peles de animais.

A data foi criada pela International Anti-Fur Coalition – Coalizão Internacional Anti-Pele – em parceria com o movimento Fur-Free Friday, que é muito popular nos Estados Unidos e acontece logo após o Dia de Ação de Graças, 25.

Estilistas que insistem no uso de pele animal em suas coleções são alvos de críticas dos manifestantes.

Junte-se a nós!

O objetivo é informar a população sobre o que se esconde por trás da indústria da pele. Milhões de animais continuam sendo mortos em nome da moda. Muitos são esfolados ainda vivos, incluindo cães e gatos, tudo em nome da vaidade e do consumo sem medidas, seja para um casaco, um brinquedo ou um enfeite qualquer.

Participe da Sexta-Feira Mundial Sem Pele!

Você pode fazer a diferença neste movimento contra o sofrimento dos animais!

São Paulo – Avenida Paulista em frente ao Masp
26 de novembro, a partir das 11h
Realização: Holocausto Animal
Idealização: http://www.antifurcoalition.org/
http://holocaustoanimalbrazil.blogspot.com/

Porto Alegre – Esquina Democrática
26 de novembro, das 14h às 19h, mesmo com chuva
Realização: Vanguarda Abolicionista
http://vanguardaabolicionista.com.br/

* Fábio Paiva
coordenador geral
http://www.holocaustoanimal.org/
acesse também:
http://holocaustoanimalbrazil.blogspot.com/
http://animalpress.blogspot.com/

domingo, 21 de novembro de 2010

Dieta da Compaixão

Dieta da compaixão
Ivana Maria França de Negri

Em se tratando de assuntos polêmicos, nunca se chega a um consenso, muito menos a um desfecho. Longe de mim a pretensão de mudar a cabeça de alguém, apenas acho que as explanações são válidas para despertar nas pessoas a curiosidade e induzi-las à reflexão.
Saúde corporal à parte, isso é com os médicos e nutricionistas, para mim é mais importante ser saudável de espírito. Existem pessoas doentes da alma, que perderam a paz por motivos diversos. Quem come carne e tem a consciência tranqüila, ótimo! Quem já fica meio indeciso, e pensa em mudar os hábitos alimentares aos poucos, ainda que seja só diminuir o consumo,melhor ainda!É bom para a saúde do corpo, da alma, e para os animais.
Somos evoluídos e temos discernimento, o que nos diferencia das outras espécies. Eles têm que se alimentar daquilo que seu instinto natural pede. Já nós, humanos, podemos pesquisar pela melhor opção e decidir o que vamos colocar dentro do nosso corpo.
Quando um predador sai para caçar, encontra suas vítimas soltas nas florestas, em bandos. Elas não tiveram suas crias apartadas de si, não foram marcadas a ferro quente, não foram castradas sem anestesia, não foram confinadas para a engorda rápida, não tomaram hormônios e nem antibióticos. Quando um desses animais é eleito para servir de almoço, tem que correr bastante antes de ser apanhado, e quem costuma fazer corridas e caminhadas sabe que o sangue circula mais rápido e a adrenalina é liberada aos borbotões. Quando o golpe fatal é dado, a vítima, com o anestésico natural que é a adrenalina, nem chega a sentir dor, pois está praticamente sedada. A natureza providencia tudo. Os que caem nas garras do predador são os mais fracos, os doentes e os velhos. Isso faz parte da seleção natural.
Já os bois que saem do confinamento, geralmente obesos, depois de longas viagens em caminhões, sem água, machucados por caírem uns sobre os outros durante as freadas bruscas, vão direto para o abate, obrigados a entrar no corredor da morte onde são marretados várias vezes com violência e, ainda atordoados, são dependurados num gancho para a retirada do couro e para rasgarem suas carnes.
Com frangos é pior ainda. Pendurados pelos pés, têm os pescoços torcidos e ainda se debatendo, são mergulhados em tanques de água fervente para serem depenados. Não vou entrar em detalhes desses procedimentos dantescos e nem comentar a maneira como são mortos os porcos e carneiros, pois todo mundo sabe, mas finge que não sabe, ou simplesmente não quer nem saber como “aquilo” chega à sua mesa. E pensar que as pessoas se horrorizam com a violência. Quando comem aquela carne, impregnada do medo e revolta do animal que quer preservar sua vida a todo custo, estão assimilando esses maus fluidos também, que passam a fazer parte de seu corpo, do seu sangue e das suas células.
É por tudo isso que eu me recuso a comer carne. Não que não gostasse. Confesso que nos dois primeiros anos, senti falta, como as pessoas que estão deixando de fumar, de beber, de usar drogas ou de roer unhas. Mas meu amor pelos animais venceu! Ele foi maior que os desejos do meu estômago. Venci os meus instintos e jamais voltarei a ser carnívora novamente.Isso já faz muitos anos. Agora, o odor de um churrasco me faz sentir náuseas.
Por favor, não me recriminem. Sinto-me em paz comigo mesma, com minha consciência, com a natureza, com o Deus que criou as pessoas e também os animais.
O Natal vem aí, a festa da paz e da misericórdia. Mas será que a ceia para comemorar o nascimento de Jesus, repleta de corpinhos de animais mortos, violados em seu direito de viver, agrada ao homenageado da noite?...

sábado, 20 de novembro de 2010

Mahatma Gandhi

"Sinto que o progresso espiritual requer, em uma determinada etapa, que paremos de matar nossos companheiros, os animais, para a satisfação de nossos desejos corpóreos."

Mahatma Gandhi

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Paul Mac Cartney no Brasil

Politicamente correto, o ex-beatle Paul McCartney - que se apresenta em São Paulo nos dias 21 e 22 deste mês - exigiu que a mobília de seu camarim não tivesse nenhum tipo de pele animal. Até cópias e couro artificial estão vetados.

Para combinar com o clima tropical brasileiro, McCartney pediu em seu camarim frutas orgânicas, uvas sem sementes, laranjas, bananas, além de uma tigela com limas-da-pérsia e uma coqueteleira com coador.

A comitiva que acompanha Paul McCartney nos shows que ele faz em São Paulo só vai comer comida vegetariana, conta a coluna de Mônica Bergamo, na Folha.
"Vamos ter que nos tornar vegetarianos nos próximos dias", disse o empresário Luis Oscar Niemeyer, dono da empresa que traz o show do beatle ao Brasil. A equipe vai fazer suas refeições em um restaurante no Morumbi, montado pela equipe do músico e comandado por seu chef particular.

Leonardo Da Vinci

"Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassinato de um homem."

Leonardo da Vinci

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Paul & Linda

PAUL & LINDA
Laerte Levai (Promotor de Justiça e Vegetariano)

No verão de 1957, em Liverpool, um estudante de 15 anos ingressa no conjunto recém-formado por John Lennon, os Quarrymen, que se propunha a tocar rock and roll e rhitm´n blues em bailes e festas de escola, com direito a roupas apertadas, topetes e brilhantina. O garoto chamava-se Paul McCartney, que assumiu o contrabaixo para dar início àquela que seria, pouco mais tarde, a mais importante parceria musical do século XX: Lennon e McCartney. Não demorou muito para que o grupo integrasse outro adolescente, George Harrison, uma grata promessa na guitarra solo. No início dos anos 60, tendo como baterista Pete Best, o conjunto já se chamava Silver Beatles, logo simplificado para Beatles, passando a se apresentar no lendário Cavern Club. Em 1962, agora com Ringo Starr na bateria, a formação da banda torna-se definitiva e o sucesso não tarda a estourar, para a alegria dos quatro rapazes de Liverpool.
Músicas geniais de Paul foram compostas na inesquecível década de 60. Como não se render à belíssima linha do contrabaixo em “All My Loving”? E ao inocente romantismo de “And I Love Her’? Como não se encantar com a primorosa harmonia de “Here There and Everywhere”? E com o grito visceral que emergia de “Oh Darling”? Como esquecer de “Yesterday”, “Blackbird” e “The Long and Winding Road”? E dos acordes sobrepostos em “Lady Madonna”? E dos violinos de “Eleanor Rigby”? Como não se emocionar com o vigoroso refrão de “Golden Slumbers”? E com “Hey Jude”, que fez a juventude se levantar em um coro uníssono pelo amor e pela paz? É impossível esquecer. O apelo de “Let It Be” mostrava ao mundo que o sonho não acabaria jamais. Porque aqueles anos marcados por guerras, violência e opressão foram, paradoxalmente, mágicos e musicais. Os Beatles perpetuaram seu legado de esperança e o transmitiram às gerações seguintes. Paul McCartney nunca desistiu desse sonho.
Enquanto isso, do outro lado do oceano, mais precisamente em Nova York, uma menina nascida em família rica e inserida em um ambiente de requintada intelectualidade, passa a se interessar pelo estilo de vida simples, abstendo-se das aspirações materiais relacionadas a status e poder. Seu nome era Linda Eastman, que desde cedo demonstrou uma profunda devoção pela natureza e pelos animais. Intuitiva, espontânea e sonhadora, ela não tardou em trocar o conforto da casa paterna pela vida frugal que buscava para si, reflexo do olhar sensível que a tornaria, em pouco tempo, renomada fotógrafa norte-americana. Por esse caminho é que Linda se tornou conhecida, ao registrar com suas lentes imagens do cotidiano, da natureza, de shows, de músicos e de artistas Foi assim que, em 1968, Linda e Paul se conheceram e se tornaram amigos. Mas logo os céus se misturaram à terra e o espírito de Deus passou a se mover sobre a face da águas as águas.
Já não importava que os Beatles se separaram. Paul e Linda estavam juntos, em sua tenra cumplicidade, olhando sempre na mesma direção. No início dos anos 70 fundaram a banda The Wings, com Linda e Paul dividindo o palco. E surgiam, a partir de então, mais composições significativas na carreira de Paul, como “Band on the Run”, “Venus and Mars”, “Live and Let Die”, “Let Me Roll It”, “Maybe I’m Amazed”, entre outras igualmente belas. Nesse período de renovada inspiração musical, Paul compôs uma das mais sensíveis melodias de todos os tempos, em homenagem a Linda: “My Love”. E Linda certamente fez por merecer. Foi ela que mostrou a Paul o sentido último do amor. O amor incondicional por todas as criaturas. Linda era vegetariana pelos animais e levou Paul a aderir à causa. A propósito deste fato, há uma célebre frase atribuída ao casal McCartney: “Se os matadouros tivessem paredes de vidro, seríamos todos vegetarianos”. E assim se passaram muitos e muitos anos felizes. Paul e Linda. Linda e Paul.
Até que na manhã de 17 de abril de 1998, em uma casa de campo na região do Arizona, Linda morreu. Ao seu lado, além do marido, estavam os filhos Heather, Mary, Stella e James. Quatro dias após o falecimento da mulher – conta o biógrafo Barry Miles (in Paul McCartney – Many years from now, trad. Mário Vilela, DBA: São Paulo, 2000) -, o ex-beatle sentou-se à mesa da cozinha e ali mesmo, durante a madrugada, silenciosamente, escreveu uma carta. Uma carta para aquela que partiu para sempre. Um canto de amor e de despedida. Um lamento sob a tênue luz da noite cravejada de estrelas:
Linda foi, e ainda é, o amor da minha vida. Nossos lindos filhos nos deram uma força indescritível e Linda continua a viver em todos eles. A coragem que ela demonstrou na defesa do vegetarianismo e dos animais foi inacreditável. Eu pergunto: quantas mulheres enfrentariam sozinhas oponentes como as autoridades responsáveis pelo gado e pelos abatedouros, arriscando-se a ser motivo de piada, e ainda assim venceram?
Foi a mulher mais bondosa que já conheci, a mais pura. Para ela, todos os animais eram como personagens Disney e mereciam amor e respeito. Tive o privilégio de amá-la durante trinta anos, e nesse tempo todo, com exceção de uma ausência forçada, nunca passamos uma noite separados. Como mãe, foi a melhor. Nós dois sempre dissemos que tudo que queríamos para nossos filhos era que tivessem bom coração, e eles têm.
A homenagem que Linda teria mais gostado seria que as pessoas se tornassem vegetarianas, o que, dada a enorme variedade de alimentos disponíveis hoje em dia, é bem mais fácil do que muitos pensam. Linda entrou no ramo alimentício por uma única razão: salvar os animais do tratamento cruel que nossa sociedade e nossas tradições lhes impõem. Eu não conseguiria imaginar ninguém com menos tendência para ser mulher de negócios e, no entanto, ela trabalhou incansavelmente pelos direitos dos animais.
Era uma pessoa sem igual, e tê-la conhecido fez do mundo um lugar melhor para mim. Sua mensagem de amor continuará a viver em nossos corações. Eu te amo, Linda.
Paul.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lisa Simpson é Vegetariana



Lisa Simpson é vegetariana. Num episódio da série ela se encontra com o Beatle Paul Mac Cartney e sua esposa Linda. Vejam parte neste vídeo abaixo.