Sou vegetariana por amor aos animais

Sou vegetariana por amor aos animais
COLHER OU MATAR, a escolha é sua
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro
todos seriam vegetarianos."

(Paul e Linda Mc Cartney)



Seguidores

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

VEGFEST - IV Congresso Vegetariano Brasileiro


Com uma programação robusta e muito diversa, o Vegfest se confirma como o maior evento vegetariano do ano na América Latina
O Vegfest / 4º Congresso Vegetariano Brasileiro divulgou, no início de julho, sua programação principal, com a maioria dos nomes já confirmados. O evento contará com mais de 100 sessões conduzidas por mais de 80 palestrantes, ativistas, chefs de cozinha, profissionais de saúde, pesquisadores, gestores públicos, empresários e outros profissionais com atuação na área — incluindo alguns dos maiores expoentes do movimento vegetariano brasileiro e palestrantes internacionais.
O programa contará ainda com “maratonas” de programação nas áreas de ativismo, nutrição, empreendedorismo, culinária e medicina, com profissionais experientes compartilhando seus conhecimentos e experiências práticas em diversas áreas. Haverá, também, uma tenda de crudivorismo, alimentação viva e DeTox, além de oficinas e sessões contínuas de exposição de pôsters científicos e do trabalho de empresas e ONGs ligadas ao vegetarianismo.
No total serão mais de 75 horas de programação. Clique aqui para conhecer a programação.

Fonte: ANDA

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

SOFRIBOI


Proibição do FOIE GRAS


Até que enfim o mundo está ficando consciente!  Por causa de uma "iguaria", que é colesterol puro, não se pode infligir tanto sofrimento a um animal.
E além disso, o Foie Gras deveria ser proibido também porque causa inúmeras doenças a quem o consome devido ao alto grau de gordura, pois é de um fígado doente, com esteatose, que é feito o tal patê.

Em prol dos animais, um projeto de lei que proíbe a produção e venda de foie gras em São Paulo entrou em tramitação esta semana da Câmara Municipal. A iguaria, que significa “fígado gordo” em francês, é feita ganso ou pato. O problema é que para aumentar a gordura e conseguir a textura amanteigada, os animais passam por um tratamento cruel e são forçados a engordar, com excesso de alimentação e quase nenhuma mobilidade durante a vida.
O autor do projeto é o vereador Laércio Benko, do partido Humanista da Solidariedade (PHS), e vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo. “O Brasil produz muito pouco foie gras, um pouquinho só na região sul, mas temos que fazer a nossa parte, tal qual fez os Estados Unidos na Califórnia, que baniram o consumo deste produto”, justificou ele durante entrevista ao Jornal da Cultura.
A ideia é inspirada na lei da Califórnia, nos Estados Unidos, assinada pelo então governador Arnold Schwarzenegger em 2004, mas que só entrou em vigor em 2012.
Aqui no Brasil, o projeto ainda será votado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito para entrar em vigor. Caso isso aconteça, lojas e restaurantes da capital paulista não poderão mais vender o produto. A multa para quem cometer a infração é de R$ 5 mil.
Fonte: TERRA

sábado, 17 de agosto de 2013

Machado de Assis era Vegetariano!

Muito bom descobrir que Machado de Assis era vegetariano.
Esta crônica foi publicada na coluna "A SEMANA" em 5 de março de 1893, no Jornal Gazeta de Notícias 

Machado de Assis
    
05 de março de 1893

Quando os jornais anunciaram para o dia 10 deste mês uma parede de açougueiros, a sensação que tive foi mui diversa da de todos os meus concidadãos. Vós ficastes aterrados; eu agradeci o acontecimento ao céu. Boa ocasião para converter esta cidade ao vegetarismo.
Não sei se sabem que eu era carnívoro por educação e vegetariano por princípio. Criaram-me a carne, mais carne, ainda carne, sempre carne. Quando cheguei ao uso da razão e organizei o meu código de princípios, incluí nele o vegetarismo; mas era tarde para a execução. Fiquei carnívoro. Era a sorte humana; foi a minha. Certo, a arte disfarça a hediondez da matéria. O cozinheiro corrige o talho. Pelo que respeita ao boi, a ausência do vulto inteiro faz esquecer que a gente come um pedaço de animal. Não importa, o homem é carnívoro.
Deus, ao contrário, é vegetariano. Para mim, a questão do paraíso terrestre explica-se clara e singelamente pelo vegetarismo. Deus criou o homem para os vegetais, e os vegetais para o homem; fez o paraíso cheio de amores e frutos, e pôs o homem nele. Comei de tudo, disse-lhe, menos do fruto desta árvore. Ora, essa chamada árvore era simplesmente carne, um pedaço de boi, talvez um boi inteiro. Se eu soubesse hebraico, explicaria isto muito melhor.
Vede o nobre cavalo! O paciente burro! O incomparável jumento! Vede o próprio boi! Contentam-se todos com a erva e o milho. A carne, tão saborosa à onça, — e ao gato, seu parente pobre, — não diz cousa nenhuma aos animais amigos do homem, salvo o cão, exceção misteriosa, que não chego a entender. Talvez, por mais amigo que todos, come-se o resto do primeiro almoço de Adão, de onde lhe veio igual castigo.
Enfim, chegou o dia 10 de março; quase todos os açougues amanheceram sem carne. Chamei a família; com um discurso mostrei-lhe que a superioridade do vegetal sobre o animal era tão grande, que devíamos aproveitar a ocasião e adotar o são e fecundo princípio vegetariano. Nada de ovos, nem leite, que fediam a carne. Ervas, ervas santas, puras, em que não há sangue, todas as variedades das plantas, que não berram nem esperneiam, quando lhes tiram a vida. Convenci a todos; não tivemos almoço nem jantar, mas dous banquetes. Nos outros dias a mesma cousa.
Não desmaies, retalhistas, nesta forte empresa. Dizia um grande filósofo que era preciso recomeçar o entendimento humano. Eu creio que o estômago também, porque não há bom raciocínio sem boa digestão, e não há boa digestão com a maldição da carne. Morre-se de porco. Quem já morreu de alface? Retalhistas, meus amigos, por amor daquele filósofo, por amor de mim, continuei a resistência. Os vegetarianos vos serão gratos. Tereis morte gloriosa e sepultura honrada, com ervas e arbustos. Não é preciso pedir, como o poeta, que vos plantem um salgueiro no cemitério; plantar é conosco; nós cercaremos as vossas campas de salgueiros tristes e saudosos. Que é nossa vida? Nada. A vossa morte, porém, será a grande reconstituição da humanidade. Que o Senhor vo-la dê suave e pronta.
Compreende-se que, ocupado com esta passagem de doutrina à prática, pouco haja atendido aos sucessos de outra espécie, que, aliás, são filhos da carne. Sim, o vegetarismo é pai dos simples. Os vegetarianos não se batem; têm horror ao sangue. Gostei, por exemplo, de saber que a multidão, na noite do desastre do Liceu de Artes e Ofícios, atirou-se ao interior do edifício para salvar o que pudesse; é ação própria da carne, que avigora o ânimo e a cega diante dos grandes perigos. Mas, quando li que, de envolta com ela, entraram alguns homens, não para despejar a casa, mas para despejar as algibeiras dos que despejavam a casa, reconheci também aí o sinal do carnívoro. Porque o vegetariano não cobiça as causas alheias; mal chega a amar as próprias. Reconstituindo segundo o plano divino, anterior à desobediência, ele torna às idéias simples e desambiciosas que o Criador incutiu no primeiro homem.
Se não pratica o furto, é claro que o vegetariano detesta a fraude e não conhece a vaidade. Daí um elogio a mim mesmo. Eu não me dou por apóstolo único desta grande doutrina. Creio até que os temos aqui, anteriores a mim, e, — singular aproximação! — no próprio conselho municipal. Só assim explico a nota jovial que entra em alguns debates sobre assuntos graves e gravíssimos.
Suponhamos a instrução pública. Aqui está um discurso, saído esta semana, mas proferido muito antes do dia 11 de março; discurso meditado, estudado, cheio de circunspeção (que o vegetariano não repele, ao contrário) e de muitas pontuações alegres, que são da essência da nossa doutrina. Tratava-se dos jardins da infância. O Sr. Capelli notava que tais e tantos são os dotes exigidos nas jardineiras, beleza, carinho, idade inferior a trinta anos, boa voz, canto, que dificilmente se poderão achar neste país moças em quantidade precisa
Não conheço o Sr. Maia Lacerda, mas conheço o mundo e os seus sentimentos de justiça, para me não admirar do cordial não apoiado com que ele repeliu a asseveração do Sr. Capelli. Não contava com o orador, que aparou o golpe galhardamente: "Vou responder ao se não apoiado, disse ele. As que encontramos, remetendo-as para lá, receio, que, bonitas como soem ser as brasileiras, corram o risco de não voltar mais, e sejam apreendidas como belos espécimes do tipo americano”.
Outro ponto alegre do discurso é o que trata da necessidade de ensinar a língua italiana, fundando-se em que a colônia italiana aqui é numerosa e crescente, e espalha-se por todo o interior. Parece que a conclusão devia ser o contrário; não ensinar italiano ao povo, ante ensinar a nossa língua aos italianos. Mas, posto que isto não tenha nada com o vegetarismo, desde que faz com que o povo possa ouvir as óperas sem libreto na mão, é um progresso.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ministro espiritualista e vegetariano


Leia aqui entrevista na íntegra que o ministro deu à Folha

(FOLHA) Houve um momento de transformação?
(Ayres Britto) Foi meio gradativo. Fui abolindo carne, depois abolindo frango, depois aboli peixe.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cão de beca na formatura


Deficiente leva cão vestido a caráter para formatura e explica: 
“sem a ajuda dele, eu não chegaria aqui”
A formatura do curso de Ciências da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, 
teve um convidado especial. 
Deficiente, uma das formandas decidiu usar a ocasião para homenagear o cachorro 
que a acompanhou durante os estudos.
A americana vestiu Hero, o cão, com roupas exatamente iguais as 
do grupo que estava terminando o curso. 
De beca e capelo azuis, o animal foi o grande destaque da festa. 
A iniciativa emocionou formandos, professores, familiares e amigos. 
Muitos compartilharam fotos da dupla nas redes sociais.
A dona de Hero também usou seu perfil no site Imgur para postar uma foto especial da ocasião
 e explicou: “Durante todo o período em que frequentei a Universidade,
 Hero esteve comigo. Ele me ajudava abrindo e fechando portas
 e até pegando minha caneta, quando caía no chão. Sem a ajuda dele, eu não chegaria aqui“.
 


sábado, 10 de agosto de 2013

Queijo de batata


RECEITA DE 'QUEIJO' DE BATATA (ou de aipim, ou de inhame, ou de batata doce, enfim..)

Receita de queijo de batata:
4 batatas pequenas
água
sal
1/2 xícara de aveia
1/2 xícara de polvilho azedo
Azeite de oliva ou óleo de arroz

Corte a batata em pedaços pequenos, sem tirar a casca. Coloque numa panela e coloque água o suficiente para que as batatas fiquem cobertas. Adicione a aveia e sal na água, ligue o fogo. Deixe ferver, mexa eventualmente. Não se assuste, gruda mesmo no fundo da panela, a água vai secando, e o objetivo é esse mesmo! Quando as batatas estiverem se desmanchando, tire do fogo e coloque no liquidificador, ainda quente, tudo que tiver dentro da panela - batata, água, aveia. Prove, adicione mais sal se for preciso. Coloque azeite de oliva ou óleo. Se quiser temperar de alguma maneira diferente, pra alguma receita em especial, faça agora também. Adicione o polvilho - ele que dará a consistência e gosto mais forte. Sugerimos 1/2 xícara, mas pode ser menos ou mais, fica a gosto. Bata tudo no liquidificador até ficar um creme. Você pode usar como um queijo cremoso, ou congelar em potes e ralar em cima das pizzas.

Coletivo Até o Talo (Via Grupo Receitas Veganas)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Animais utilizados em experimentos científicos




É mais difícil ensinar a compaixão do que ensinar anatomia.
Alunos deveriam exigir que o uso de animais seja extinto! A lei brasileira já diz que se houver métodos substitutivos, e eles existem aos montes, é crime usar animais.
As maiores universidades do mundo já estão abolindo, inclusive várias que tem Medicina Veterinária.
PROCUREM CONHECER A OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA, direito de qualquer aluno que não use animais sem implicar em perda no curso escolhido!
Vivissecção - tem que acabar!

domingo, 4 de agosto de 2013

Cientista pesquisa se consumo de carne contribui para resistência a antibióticos


Antibióticos encontrados nas carnes podem ter aumentado causa de infecções urinárias nas mulheres
Duas vezes por mês durante um ano, Lance Price, microbiólogo da Universidade George Washington, pediu que seus pesquisadores comprassem todas as marcas de frango, peru e carne de porco à venda em cada um dos principais supermercados de Flagstaff, Arizona. Enquanto os cientistas empurravam carrinhos de compras pelos corredores com pedaços de carne amontoados, os clientes, curiosos, perguntavam se eles estavam fazendo a dieta Atkins.
Na verdade, Price e sua equipe estão tentando responder a questões preocupantes sobre a propagação dos germes resistentes a antibióticos em pessoas a partir de animais criados em fazendas industriais. Mais especificamente, eles estão tentando descobrir a quantidade de pessoas que têm contraído infecção urinária ao ingerirem carne comprada em supermercado em uma cidade norte-americana.
Price descreve a si próprio como uma espécie de colecionador. Seu próprio congelador está repleto de uma mistura de amostras dos seios paranasais e ouvidos internos, tendo armazenado até mesmo a água de um narguilé. Entretanto, as milhares de embalagens de caldo de carne coletadas em Flagstaff, onde seu instituto de pesquisa sem fins lucrativos está situado, estão todas embaladas ordenadamente em congeladores localizados lá, marcados com códigos de barras para fins de identificação.
Ele agora está investindo o poder do sequenciamento genético em uma tentativa ambiciosa de encontrar correspondências precisas entre os germes da carne e os de mulheres que sofrem de infecção urinária. Recentemente, apoiado nas mãos e nos joelhos em sua sala na Universidade de Washington, ele estudava a árvore genealógica de germes de algumas das amostras de carne, uma brochura de mais de 25 páginas que desfraldava como um rolo de papel toalha. As linhas e números nelas impressos mostravam os primeiros indícios que poderiam ajudar a responder a questão central investigada por Price: quantas mulheres de Flagstaff contraíram infecção urinária ao ingerirem carne comprada em um supermercado? Ele espera obter respostas preliminares neste trimestre.

Alerta

Pesquisadores têm nos alertado há anos a respeito dos antibióticos – remédios milagrosos que mudaram o curso da saúde humana no século 20 – estarem perdendo poder. Alguns advertem que se essa tendência não for interrompida, podemos voltar às condições que vivíamos antes dos antibióticos, quando as pessoas morriam de infecções comuns e as crianças não sobreviviam a infecções na garganta. Atualmente, as bactérias resistentes aos medicamentos causam cerca de 100 mil mortes por ano, mas principalmente entre pacientes com sistema imunitário enfraquecido, crianças e idosos.
Há um amplo consenso quanto ao uso excessivo de antibióticos ter causado uma crescente resistência aos medicamentos. Muitos cientistas dizem existir evidências de que o uso intensivo de antibióticos para promover o crescimento mais rápido em animais criados em fazenda é um dos grandes culpados por isso, criando um reservatório de bacilos resistentes aos medicamentos que estão chegando até as comunidades. Mais de 70% de todos os antibióticos usados nos Estados Unidos são dados para animais.
Grupos do agronegócio discordam e dizem que o principal problema é o uso excessivo de tratamentos com antibióticos em pessoas. Os bacilos raramente migram dos animais para as pessoas, e mesmo quando o fazem, o risco que representam para a saúde humana é desprezível, argumenta a indústria.
Os cientistas dizem que o sequenciamento genético trará maior segurança para esse debate. Eles terão como rastrear os germes presentes nas pessoas até as suas origens, esteja ela em um animal de fazenda ou em outros pacientes hospitalizados. A deputada democrata Louise Slaughter, de Nova York, que defendeu uma legislação para controlar o uso de antibióticos em fazendas, disse que tal prova resolveria o problema.
Price tem buscado quantificar até que ponto os bacilos resistentes aos medicamentos presentes nos animais estão infectando as pessoas. Ele tem tentando fazer isso por meio da análise da composição genética completa de germes coletados na carne vendida em supermercados e em moradores de Flagstaff no ano passado. A queda nos custos do sequenciamento genômico tornou a sua pesquisa possível.
Ele está comparando as sequências genéticas de bactérias E. coli resistentes a múltiplos antibióticos encontradas nas amostras de carne com as que têm causado infecções do trato urinário em pessoas, principalmente mulheres.
Infecção 
A infecção urinária foi escolhida por ser bastante comum. Há mais de 8 milhões de casos da doença entre as mulheres americanas por ano. Em casos raros, as infecções entram na corrente sanguínea e são fatais.
Acredita-se que as bactérias resistentes presentes na carne causam apenas uma parte de tais infecções, mas mesmo essa fração seria responsável por infectar várias centenas de milhares de pessoas anualmente. O germe da E. coli que Price escolheu pode ser fatal, e se tornar ainda mais perigoso por sua tendência a resistir a antibióticos.
A infecção ocorre quando a carne que contém o germe é comida, vindo a crescer no intestino e, em seguida, sendo introduzida no interior da uretra. Price disse que o germe pode causar infecções de outras maneiras, como, por exemplo, através de um machucado, enquanto a pessoa corta a carne crua. Os bacilos são promíscuos, de modo que quando entram nas pessoas, podem sofrer mutações e viajar mais facilmente entre elas. A nova estirpe do bacilo resistente a antibióticos MRSA, por exemplo, foi detectada pela primeira vez em pessoas na Holanda em 2003, e hoje representa 40% das infecções por MRSA em humanos no país, de acordo com o pesquisador holandês Jan Kluytmans. Essa mesma cepa era comum em porcos criados em fazendas antes de ter sido encontrada em pessoas, dizem cientistas.
Price, de 44 anos, começou sua carreira fazendo testes de resistência do antraz ao antibiótico Cipro para fins de pesquisa em biodefesa na década de 1990. Seu interesse pela saúde pública o levou a trabalhar com a resistência aos antibióticos no início de 2000. Ela parecia uma ameaça menos teórica.
Antibióticos de primeira linha já não estavam mais curando infecções básicas, e os médicos estavam preocupados. "Pensei, 'Nossa, é claro que isso é uma loucura, eu tenho que fazer alguma coisa a respeito'", disse ele. Ele desenvolveu sua pesquisa sobre antibióticos em uma organização sem fins lucrativos fundada em 2002, o Instituto de Pesquisa de Genômica Translacional de Phoenix. Seu laboratório em Flagstaff, uma filial, é financiado principalmente por fontes federais, incluindo os Institutos Nacionais de Saúde e a Secretaria de Defesa.
Governo
Price, especializado em epidemiologia e microbiologia, tem divulgado alertas sobre a resistência aos antibióticos há alguns anos. Ele declarou recentemente a uma comissão do Congresso que as evidências dos efeitos nocivos de antibióticos na agricultura são impressionantes.
Ele acredita que os esforços da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) para limitar o uso de antibióticos nas fazendas têm sido fracos. Em 1977, a FDA disse que iria começar a proibir alguns dos usos agrícolas de antibióticos. Porém, comitês de dotações da Câmara e do Senado – dominados por interesses agrícolas – aprovaram resoluções contra a proibição, e a agência recuou. Mais recentemente, o organismo limitou a utilização de duas classes importantes de antibióticos em animais. Todavia, os defensores dizem que ela precisa ir mais longe e proibir o uso de todos os antibióticos de aceleração do crescimento. Isso já foi feito na Suécia e na Dinamarca.
Slaughter disse que o lobby agressivo dos interesses do agronegócio tem desempenhado um papel importante no que diz respeito a impedir a aprovação de leis. De acordo com a sua equipe, dos 225 relatórios de lobby arquivados durante o último Congresso um projeto de lei que ela redigiu sobre o uso de antibióticos, aproximadamente 9 em cada 10 foram apresentados por organizações que se opõem à legislação.
No entanto, a economia dos alimentos representa talvez o maior obstáculo. Em grandes fazendas industriais, os animais são criados bem perto uns dos outros, com grandes concentrações de fezes carregadas de bactérias e urina. Os antibióticos freiam as infecções, mas também criam resistência aos medicamentos. Essas mesmas fazendas produzem grandes volumes de carne barata que os americanos se acostumaram a consumir.
Os governos começaram a reconhecer esses perigos. Os Estados Unidos prometeram recentemente destinar 40 milhões de dólares a uma grande empresa farmacêutica, a GlaxoSmithKline, para que ajudasse a desenvolver medicamentos para combater a resistência aos antibióticos. Porém, Price diz que a elaboração de novas drogas é apenas uma solução parcial.
"Muitas pessoas dizem: 'vamos inovar para sair dessa'", disse ele. "Mas se não modificarmos a forma como abusamos dos antibióticos, estaremos apenas adiando o inevitável".

Sabrina Tavernise
Do The New York Times
03/08/201307h00

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ATIVEG - Friboi? Não, Freeboi!


Esta marca nós apoiamos... 
Já a outra parecida... vamos ver se eles tem coragem de abrir as portas para o público e para a imprensa mostrando o "lindo processo" de "extração da carne" do início ao fim do processo.

Ativeg